Série – The Walking Dead (2010-)


Outro dia falei em A noite dos mortos vivos e da importância que o filme de George Romero teve para este subgênero do terror. Estreou na semana passada The Walking Dead, a mais nova cria desta influência, um seriado da AMC adaptado a partir da HQ de Robert Kirkman, sobre um grupo de pessoas tentando sobreviver em um mundo em que a maioria se tornou zumbi.

O seriado tem roteiro e direção de Frank Darabont (de Um sonho de liberdade e À espera de um milagre e impressiona não só pelo fato de ser o primeiro seriado dedicado a este assunto mas pela qualidade da produção, maquiagem e efeitos especiais.

A estréia aconteceu no dia 31 de outubro nos Estados Unidos, quando é comemorado o dia das bruxas por lá. No Brasil a estréia aconteceu apenas dois dias mais tarde numa tentativa de diminuir o número de downloads ilegais e consequente queda de audiência. Aparentemente as pessoas que fizeram download do primeiro episódio mesmo assim optaram por revê-lo na tv a cabo brasileira.

O detalhe é que a Fox, responsável pelo programa no país, cortou cerca de 15 minutos do episódio para poder encaixá-lo em sua grade de programação, o que foi não só percebido mas largamente criticado por fãs na internet. Via twitter e facebook teve início uma série de campanhas e comentários negativos contra a atitude da emissora.

Um making off exibido na tv americana detalha melhor os primeiros capítulos da trama que trás o policial Rick Grimes (Andrew Lincoln) que após acordar em um hospital (aliás, esta sequência foi feita tal qual o plano inicial de outra bela obra do gênero – Extermínio, 2003) sai em busca de um lugar seguro para viver longe de zumbis que assolam a terra. Este especial revela também a curiosa semelhança física entre os atores escolhidos para fazer parte do elenco da série e os personagens originais das HQs que serviram de inspiração.

E ao que tudo indica, a promessa é de muito sucesso pois já em sua estréia a audiência foi de 5,3 milhões de espectadores só em território americano (a maior da AMC que também produz Mad Men e Breaking Bad), o que a julgar pela repercussão, não foi muito menor em outros países como Brasil e Portugal.

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