Replicantes abrem show da TSF em Santa Maria 


Showzaço dos Replicantes, ontem no The Groove Music Hall. Não tava muito a fim de ir, sabe como é: “Quem é Júlia? Replicantes é Gerbase ou Wildner…”, mas acabei indo mesmo assim, em memória a fita K7 que surrei durante o segundo grau ouvindo Astronauta e Sandina.
E foi bom ter ido, uma verdadeira festa punk. Lugar pequeno e apertado, como tem que ser show hardcore, duas bandas de abertura – já na primeira, problemas técnicos atrasaram a entrada de ambas no palco de tal forma que acabaram não tocando, pois a banda principal entraria pontualmente 1:30.
Eis que chega a hora e Os Replicantes sobem ao palco com sua formação tradicional mais Júlia Barth nos vocais (que aliás, não ficou devendo nada a seus antecessores) mandando de cara Boy do Subterrâneo. Daí por diante, pogo liberado e os clássicos da banda, Astronauta, Festa Punk, Surfista Calhorda e Nicotina. Músicas menos conhecidas como Só mais uma chance e Papel de mau do disco de mesmo nome de 1989 também foram lembradas, assim como Sangue Sujo do homônimo projeto solo de Wander Wildner logo após deixar a banda em 1990. O show faz parte da divulgação do disco Replicantes 2010 lançado recentemente que além da já citada Sangue Sujo, tem também a regravação de Rockstar – lançado em 1985 no EP Nicotina.
Por fim, Lugh e TSF entrariam em ação após os Repli. Mas isso já era pra lá de 3 e meia. A esta altura minha carruagem já tinha virado abóbora e acabei indo pra casa sem poder conferir a apresentação. Acabou sendo uma ótima noite de hardcore e no final das contas, com os Replicantes abrindo para a TSF.
Gravação tosca (meu celular definitivamente não funciona bem à noite) mas vale pelo registro e pra sentir o clima da parada: Tem que ser hard, tem que ser core, tem que ser hardcore.