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  • paulocarames 15:34 em 21/12/2010 Link Permanente | Resposta
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    Wander Wildner e Inseto Social se reencontram em Santa Maria 

    Em 19 de novembro fui no show dos Replicantes, aqui em Santa Maria. Um mês depois, fecho a cota hard core deste final de ano com Wander Wildner tocando com a Inseto Social, neste caso, no Macondo Lugar. O show comemorou os 10 anos em que ambos se encontraram em palcos santamarienses, na época a Inseto Social viajou 11 dias a pé no trajeto Santa Maria/Porto Alegre para ganhar direito a se apresentar no Planeta Atlântida daquele ano.
    Diferente da impressão que tive horas antes ao assistir Ratos de Porão, desta vez a frustração foi muito grande. Talvez pelo show dos RDP ter sido memorável. Ou, talvez, por ter ido a um show marcado para começar onze da noite que começou depois das duas da manhã – um completo absurdo.
    Com o show rolando, Wander fez um set solo acompanhado apenas de sua guitarra, apresentando músicas de seu mais novo cd (Caminando y Cantando) e a clássica Sandina, do seu tempo de Replicantes. Nos dois terços seguintes do show ele teve a companhia da Inseto Social, agora interpretando seus sucessos com uma levada rock n’ roll de maneira competente (mesmo sendo chamado de traidor e playboy por alguns presentes).
    Além de músicas do novo álbum, canções de sua carreira solo como Eu tenho uma camiseta escrita eu te amo, Sou feio mas sou bonito também foram lembradas. Destaque para as covers 2×2 e Amigo Punk além de Eu acredito em milagres (versão para I Believe in Miracles dos Ramones) e Garoto Solitário (Lonely Boy dos Sex Pistols) que fizeram parte do EP da Sangue Sujo, banda de Wander Wildner após sua saída dos Replicantes.
    Simplesmente fui embora na quinta música da excelente Inseto Social sem poder aproveitar o restante do show já que o cansaço naquela altura era demais. Fui, com a certeza que quando os Ramones se apresentarem no Macondo, eu volto lá. Antes disso, NÃO.

     
  • paulocarames 0:08 em 21/12/2010 Link Permanente | Resposta
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    Ratos de Porão consolidando o mito 

    Já era sábado, por volta de 1:30, quando João Gordo (vocal), Jão (guitarra), Boka (bateria) e Juninho (baixo) subiram no palco do Studio Rock Bar em Canoas. A proposta era tocar a íntegra do disco Anarkophobia que completa 20 anos de seu lançamento e de quebra, outras músicas, tantas quantas fosse possível lembrar apesar da falta de ensaios da banda. Em cerca de uma hora de show deu tempo de apresentar, além das músicas do álbum, hits como Beber até Morrer e Crocodila.
    Quem esteve lá e também já teve oportunidade de assistir ao documentário Guidable, voltou pra casa com a sensação de consolidação do mito Ratos de Porão que completa 30 anos de atividades no ano que vem. O que se vê no documentário é o retrato daquilo que a banda é no palco e também no backstage, exemplo da entrevista de Gordo e Jão e da receptividade de cada membro da banda, fosse para posar para fotos ao lado dos muitos fãs ou para autografar seus discos. No palco, o principal nome do hardcore nacional fez um show memorável que justifica este posto. Ficar das 4 às 8 da manhã na rodoviária esperando o ônibus de volta pra casa não desfizeram a impressão de que acabara de ver o melhor show da minha vida.

    Entrevista exclusiva a Homero Pivotto:

     
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