Wander Wildner e Inseto Social se reencontram em Santa Maria


Em 19 de novembro fui no show dos Replicantes, aqui em Santa Maria. Um mês depois, fecho a cota hard core deste final de ano com Wander Wildner tocando com a Inseto Social, neste caso, no Macondo Lugar. O show comemorou os 10 anos em que ambos se encontraram em palcos santamarienses, na época a Inseto Social viajou 11 dias a pé no trajeto Santa Maria/Porto Alegre para ganhar direito a se apresentar no Planeta Atlântida daquele ano.
Diferente da impressão que tive horas antes ao assistir Ratos de Porão, desta vez a frustração foi muito grande. Talvez pelo show dos RDP ter sido memorável. Ou, talvez, por ter ido a um show marcado para começar onze da noite que começou depois das duas da manhã – um completo absurdo.
Com o show rolando, Wander fez um set solo acompanhado apenas de sua guitarra, apresentando músicas de seu mais novo cd (Caminando y Cantando) e a clássica Sandina, do seu tempo de Replicantes. Nos dois terços seguintes do show ele teve a companhia da Inseto Social, agora interpretando seus sucessos com uma levada rock n’ roll de maneira competente (mesmo sendo chamado de traidor e playboy por alguns presentes).
Além de músicas do novo álbum, canções de sua carreira solo como Eu tenho uma camiseta escrita eu te amo, Sou feio mas sou bonito também foram lembradas. Destaque para as covers 2×2 e Amigo Punk além de Eu acredito em milagres (versão para I Believe in Miracles dos Ramones) e Garoto Solitário (Lonely Boy dos Sex Pistols) que fizeram parte do EP da Sangue Sujo, banda de Wander Wildner após sua saída dos Replicantes.
Simplesmente fui embora na quinta música da excelente Inseto Social sem poder aproveitar o restante do show já que o cansaço naquela altura era demais. Fui, com a certeza que quando os Ramones se apresentarem no Macondo, eu volto lá. Antes disso, NÃO.