DVD – Lemmy (49% motherfucker, 51% son of a bitch) 2010


Alice Cooper, Metallica, Ice-T, Ozzy Osbourne, Steve Vai, Dee Snider, Billy Bob Thornton, Mick Jones (The Clash, Gorillaz) Lars Frederiksen (Rancid, Lars Fredriksen and the Bastards, UK Subs), Marky Ramone (Dust, Ramones, The Ramainz), Henry Rollins (Black Flag, Rollins Band), David Grohl (Nirvana, Probot, Them Crooked Vulture), os ex-gn’r Slash, Matt Sorum e Duff McKagan.

A escalação acima é uma pequena amostra de ídolos que, reunidos neste documentário, reverenciam o seu ídolo maior – Lemmy Kilmister. Nascido em 24 de dezembro de 1945, Ian Fraiser Kilmister é vocalista e baixista do Motorhead, uma das bandas mais icônicas e barulhentas do rock n’ roll (a banda atinge 120 DB no palco, o equivalente ao barulho emitido pela turbina de um avião a jato).
Além do Motorhead, que ao lado do Black Sabbath ‘fundou’ o heavy metal, Lemmy também já participou do The Rockin’ Vickers, Hawkwind e The Head Cat além de ter sido roadie de Jimi Hendrix no começo da carreira.
O documentário é permeado por depoimentos entusiasmados de roqueiros de diversas gerações (anônimos e famosos) e acompanha o cantor britânico durante a turnê do disco Motorizer – mais recente álbum do Motorhead.
Diferente de outras videobiografias musicais recentes como Rush: Beyond the Lighted Stage (2010), Iron Maiden: The Early Days (2004) e Metal: A Headbanger’s Journey (2005), Lemmy apresenta uma narrativa não-linear preocupando-se mais em mostrar o cotidiano do mito propriamente dito do que explicar como ele foi se estabelecendo através do tempo e economiza em fotos ou videos de arquivo (para um registro histórico da banda e do próprio cantor, recomendo o especial da VH1, Classic Albums Ace of Spades de 2005).
Seja em estúdio com Dave Grohl, no palco com o Metallica, em turnê com sua banda, comprando o novo box de cds dos Beatles, gravando uma participação no seriado Californication ou em casa com sua coleção de artefatos de guerra, Lemmy parece pouco se importar com toda bajulação em torno de seu nome. Quando perguntado sobre como se mantém vivo apesar da vida de exageros a resposta, em tom sarcástico é direta: “basta não morrer, ora”.
Lemmy é rock n’ roll e rock n’ roll é Lemmy, simples assim.