Filme – Veludo Azul (Blue Velvet) 1986 

Um ano após a morte de Dennis Hopper (17/05/1936 – 27/05/2010), seria clichê escrever justo sobre Sem Destino (1969) para lembrar deste artista que destacou-se como ator mas foi também diretor e produtor além de colecionador de arte e pintor com relativo sucesso. Ao invés disto, prefiro indicar Veludo Azul (1986) do também celebrado David Lynch e que marcou a volta por cima de Hopper.

Dennis Hopper é Frank Booth, o sádico sociopata que anda por aí com seu tubo de oxigênio (não confundir com o personagem de Javier Bardem em Onde os fracos não tem vez).

Uma orelha humana cortada é o ponto de partida para que Jeffrey Beaumont (Kyle MacLachlan) inconformado com o pouco interesse da polícia pelo caso, comece a investigar por conta própria e se depare com o lado obscuro do estilo de vida americano.

Atrás de pistas ele invade o apartamento de uma cantora, Dorothy Vallens (Isabella Rossellini), que tem sua família mantida refém por Frank além de sofrer contanstes abusos por parte dele. Quando ela chega em casa, Jeffrey esconde-se em um armário e presencia, pelas frestas da porta, Frank estuprar e espancar Dorothy na cena mais polêmica do filme que também destacou-se pela violência e insanidade do personagem interpretado por Hopper.

Por Veludo Azul, Lynch foi indicado ao Oscar e Hopper deixou para posteridade um dos mais perturbadores psicopatas do cinema.

Para saber mais sobre a vida deste incomparável artista, clique aqui e leia a excelente resenha do amigo Márcio Grings à época da morte de Hopper.