Documentário – Sex Pistols: The Great Rock n’ roll Swindle 1980


Malcolm Mclaren criou a maior farsa do rock n’ roll (aliás, título apropriado para este falso documentário). Mclaren, que havia empresariado os New York Dolls, voltou para Inglaterra após sua experiência frustrada com as drag queens americanas e resolveu aliar música e moda para fazer dinheiro.

Em poucos meses ele criaria os Sex Pistols e viraria o Reino Unido de cabeça para baixo. SEX era o nome da loja de roupas fetichistas e S&M que mantinha com sua esposa e estilista de renome Vivienne Westwood. Foi lá que Steve Jones e Paul Cook se conheceram.

Johnny Rotten passeava pela rua usando uma camiseta com a inscrição “Odeio Pink Floyd” e foi convidado a assumir os vocais após cantar uma música de Alice Cooper em um Jukebox parecendo o corcunda de Notre Dame.

Em uma apresentação de Tv eles chocaram o país xingando o apresentador e dizendo palavrões ao vivo em rede nacional. Conseguiram ser chutados de sua gravadora (EMI) e embolsar uma boa grana.

Logo assinaram com a A&M e lançaram o single God Save the Queen em pleno jubileu da rainha. Proibidos de tocar em praticamente todos os lugares, restou ao grupo mais um golpe de publicidade. Tocaram a bordo de um barco em pleno Tâmisa, atrás de um barco da marinha real inglesa.

Com um mês de contrato conseguiram ser chutados de mais uma gravadora, embolsando mais uma boa quantia em dinheiro. Com a saída do baixista Glen Matlock, Sid Vicious não só entraria para banda como se tornaria o maior ícone punk que se tem notícia.

O lançamento do álbum Nevermind the bollocks, here’s the Sex Pistols (algo como ‘deixe os culhões pra lá, aqui estão as pistolas sexuais’) não facilitou a vida da banda. Foi então que veio o golpe de misericórdia.

Uma turnê pelos Estados Unidos culminou no fim da banda. Àquela altura a banda enfrentava brigas internas, com Nancy Spungen (namorada de Sid) atuando como a Yoko Ono punk. A escolha de um circuito alternativo para os shows também se mostraria um fardo. Ao invés de clubes underground como Max’s ou CBGB’s, eles excursionaram por bares do interior cheios de caubóis acostumados a música country.

Ainda deu tempo de Steve Jones e Paul Cook virem ao Rio de Janeiro e gravarem No One is Innocent e Belsen was a gas com Ronnie Biggs, o famoso assaltante do trem pagador que roubou 2,6 milhões de libras de um trem e após fugir da prisão escondeu-se no Brasil.

Escrita seguindo lições de marketing de Mclaren, chegaria ao fim este capítulo da história do rock.

As lições de Malcolm Mclaren:
01 – Junte jovens e alimente o ódio entre eles
02 – Estabeleça um nome
03 – Arranje um advogado cujos interesses não sejam musicais, mas sim dinheiro.
04 – Não toquem, evitem exposição pública
05 – Saia da gravadora o mais rápido possível arrancando o máximo possível de grana
06 – Procure o evento do momento e o explore ao limite
07 – Cultive o ódio, faça a audiência te odiar
08 – Diversifique seu negócio
09 – Leve civilização aos bárbaros
10 – Afinal, quem matou Bambi??

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