Atualizações de dezembro, 2012 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Atalhos do Teclado

  • paulocarames 11:00 em 14/12/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , We Take Care Of Our Own   

    Bruce Springsteen – We Take Care Of Our Own 

     
  • paulocarames 10:53 em 13/12/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , A&E, , bates motel, , norman bates, , ,   

    Série – Bates Motel (2013) 

    Alfred Hitchcock está em alta. Já tivemos dois lançamentos em 2012 envolvendo o mítico diretor inglês. Primeiro foi The Girl e em seguida Hitchcock.

    Agora uma série promete desvendar as origens de Norman Bates, o pacato gerente de um motel de beira de estrada do filme Psicose.

    A produção do canal A&E traz no elenco Vera Farmiga interpretando Norma Louise Bates e deve contar com 10 episódios na primeira temporada que irá ao ar em 2013. A idéia, apesar de já explorada em Psicose 4 – A revelação, é revelar sua evolução ao longo da temporada.

    Para o papel interpretado por Anthony Perkins foi escalado o jovem ator inglês Freddie Highmore de 20 anos. A produção executiva fica a cargo de Carlton Cuse (Lost) e Kerry Ehrin (Friday Night Lights).

    A franquia Psicose teve mais três filmes (apenas o primeiro teve a chancela de Hitchcock) e um remake dirigido por Gus Van Sant. À época do lançamento do primeiro filme em 1960 uma massiva campanha foi feita proibindo a entrada no cinema após a sessão iniciada. Um pedido gravado pelo próprio diretor, pedia aos espectadores que não revelassem o final do filme.

    O pedido deu certo pois além do resultado nas bilheterias a película foi alçada ao patamar de clássico e escolhida como o melhor thriller de todos os tempos.

     
  • paulocarames 11:09 em 12/12/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , Interruptor é para os fracos   

    Interruptor é para os fracos 

     
  • paulocarames 10:57 em 11/12/2012 Link Permanente | Resposta
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    Marky Ramone: todos os dias pensando nos amigos falecidos 

    Imagem

    Leia a tradução da entrevista que o Wikimetal fez com Marky Ramone! Ouça o a conversa com Marky Ramone no Wikimetal.

    Wikimetal (Nando Machado): Alô, Sr. Marky Ramone?

    Marky Ramone: Oi, quem é?

    W (NM): Oi, aqui é o Nando, do Wikimetal. Como vai?

    MR: Ah, oi! Tudo bem?

    W (NM): Sim, eu estou ótimo, estou ótimo. Eu estou muito feliz de falar com você. Nós estamos esperando que você venha para o Brasil com o Marky Ramone´s Blitzkrieg no dia 20 de outubro, para tocar no Two Wheels Brazil Festival, o TWB. Como é vir para o Brasil novamente? Eu sei que você tem muitos amigos aqui, e você sempre vem para cá. Como é estar no Brasil de novo protagonizando esse grande festival?

    MR: Bom, muito trabalho! Levou, vejamos, 12, 13 anos vindo para aí sozinho para alcançar isso, e agora conseguimos, e nós estamos muito felizes que conseguimos fazer isso. E é sempre um prazer voltar para o Brasil, porque mesmo quando eu, o Johnny e o Joey vínhamos para cá, nós adorávamos e falávamos muito sobre o país, e fazíamos amigos e amávamos a comida, amávamos tudo. E agora eu consigo voltar por conta própria, e é sempre uma coisa que me deixa muito ansioso.

    W (NM): Excelente. Falando sobre o início da sua carreira, Mark, quem foram os músicos que te ajudaram a criar seu estilo único de tocar?

    MR: Ah… Os Beatles, Jimmy Hendrix, The Who, Phil Spector, Wrecking Crew – esses eram os seus músicos de estúdio. Eu gosto muito do Buddy Rich, ele era um baterista de jazz. Há muitas pessoas que eu posso falar, mas esses estão definitivamente no topo da lista.

    W (NM): E você se lembra da primeira vez que você ouviu falar dos Ramones?

    MR: Eu conhecia o Dee Dee… Ele era meu amigo, e ele me disse que ele estava formando um grupo, e eu estava viajando com uma banda chamada Wayne County, e os Backstreet Boys, e o Richard Hell depois. E depois no bar, no CBGB’s, os Ramones começaram a tocar em 74, ’75. E eles não eram muito bons no começo, eles eram um pouco… Eles não eram tão bons. Conforme eles continuaram a tocar, eles foram ficando mais e mais afinados, melhores e melhores. Então foi assim que eu fiquei sabendo, no CBGB’s e conhecendo o Dee Dee, e o Dee Dee me falando “Ah, nós estamos tocando, você quer vir ouvir a banda?”. Mas ele nem tinha que me falar, porque eu estava sempre lá com os meus amigos, e foi assim que eu fiquei sabendo dos Ramones.

    W (NM): E quando você entrou na banda? Você se lembra da abordagem deles para te convidar para se juntar a banda, na época?

    MR: Ah, o Dee Dee pediu para me juntar ao grupo na primavera de 1978. Então, eu estava de novo no bar no CBGB’s, e o Dee Dee me perguntou se eu tocaria com a banda. E depois, em outro bar, chamado Max’s Kansas City, o Johnny veio e também me perguntou se eu tocaria no grupo. Então a palavra se espalhou, e aí eu comecei a ensaiar com eles. E foi basicamente isso, eu ensaiei três ou quatro músicas quando nós nos conhecemos, na audição, e nós nos demos muito, muito bem, e nós sabíamos… Nós sabíamos que iria dar certo, e foi simples assim.

    W (NM): Ótima história. Me fale um pouco sobre a experiência louca, já que você mencionou, de trabalhar com o produtor lendário Phil Spector?

    MR: Bom, o Phil foi o melhor produtor, e nós ficamos muito felizes de trabalhar com ele, pelo menos eu e o Joey ficamos. E ele quis fazer a nossa produção, falavam que ele carregava armas e pegava as armas, e ficava, sabe… Mas ele não fez isso. Quando nós ficamos no estúdio com ele, ele não pegou em nenhuma arma, ele as deixava guardadas. Então essa história é um exagero. Mas eu e o Joey nos divertimos muito trabalhando com ele. Demorou muito tempo para fazer o álbum, mas o Johnny e o Dee Dee não se deram muito bem com ele por causa do modo como ele trabalhava. O Johnny e o Dee Dee estavam acostumados a trabalhar muito rapidamente em um álbum, mas o Phil trabalhava no seu próprio passo. E eu entendia, porque ele queria colocar cordas, e ele queria colocar metais no álbum. Então tinham muitas coisas que levaram tempo para produzir o álbum. Então eu e o Joey entendemos isso, e nós não íamos discutir com o Phil Spector. Então houve um pouco de tensão entre os outros dois membros da banda e o Phil. Mas nos final nós conseguimos, e eu e o Phil permanecemos amigos até que ele foi preso.

    W (NM): OK. E o album é incrível também.

    MR: É OK, é bom mesmo. Mas quando ele foi lançado, muitos dos puristas do punk não gostaram do álbum, por causa dos metais e das cordas. Mas agora, muitas pessoas vêm falar comigo nos shows, e eles trazem o álbum para que eu assine, e eles falam “Eu gosto muito mais dele agora do que quando foi lançado.” E eu entendo. Eu entendo o que eles diziam, o que eles dizem. Eles se acostumaram com ele, eles se acostumaram com o fato que, sabe, os metais e as cordas e o Ramones, foi um experimento legal.

    W (NM): Mudando de assunto, Marky, nós temos uma pergunta clássica no nosso programa, uma que nós fazemos a todas as pessoas que nós entrevistamos, que é: imagina que você está dirigindo o seu carro, ou talvez no chuveiro, onde quer que seja, ouvindo um estação de rock, e uma música começa a tocar que faz com que você perca a cabeça completamente, e você começa a headbangear, e você fica louco. Que música seria essa, para que nós possamos ouvi-la no nosso programa agora?

    MR: Oh, OK… “Ramones”, do Motörhead.

    W (NM): No final dos anos 70, o disco era predominante na indústria musical, e o punk rock e o heavy metal estavam tentando sobreviver. Você se lembra de ver essas duas tribos se relacionando uma com a outra nos Estados Unidos, na época?

    MR: Bom, o metal apareceu em ’69, ’70 na verdade, com o Black Sabbath, o Blue Cheer e o Deep Purple. A América estava atrasada no heavy metal, um ano mais ou menos. Mas o punk e o metal… O metal ficou muito grande, no meio dos anos 70, eu diria, sabe, depois do terceiro álbum do Sabbath. E aí tinha também o “Machine Head”, do Deep Purple, tinha o álbum ao vivo. Então tinha muita… O metal já estava estabelecido. O Punk, em’74, ’75 em Nova York, no CBGB’s, não estava. Aquele era o único lugar onde nós podíamos tocar, na verdade, então demorou muito mais para o punk ser reconhecido. O metal se tornou muito maior do que o punk. Então, quer dizer, nós concorríamos com o disco, com o rock de estádio, e todas essas bandas que eram, sabe, auto indulgentes, e tocavam músicas de cinco, seis, sete minutos, e tudo mais, o que eu não tinha nada contra… Todo mundo tem o seu próprio gosto. Mas era com isso que nós concorríamos, então as gravadoras estavam forçando o disco e o rock de estádio. Eles achavam que o punk era muito violento, muito… Sabe, demais. Então as radios se afastaram disso, e foi por isso que muitas das bandas de punk começaram a tocar música disco, para que elas fossem tocadas no rádio. E é por isso que muitas das bandas de metal começaram a tocar baladas. Elas tocavam baladas para que fossem tocadas no rádio. Mas os Ramones, nós nos mantivemos fiéis ao que nós acreditávamos, e sabe, agora nós somos tocados mais do que nunca, nas rádios do mundo todo, com “I Wanna Be Sedated”, “Blitzkrieg Bop”, “Rock N’ Roll High School”, “Sheena is a Punk Rocker”… Então era uma questão de competição com o que as gravadoras estavam colocando nas rádios, obviamente, para ganhar dinheiro. E era isso que estava acontecendo.

    W (NM): E o que você sentiu, o que você pensou quando você viu todas as bandas de heavy metal fundindo o punk e o metal, e se tornando enormes, como o Metallica, o Anthrax, todas essas bandas que misturaram o punk e o metal, o que vocês acharam disso na época?

    MR: Bom, era melhor do que disco… Nós sabíamos que essas bandas gostavam dos Ramones, nós sabíamos que eles gostavam de Black Sabbath, nós sabíamos que ele curtiam, sabe, Zeppelin, e todas essas grandes bandas. Então, sabe, é muito legal ver essas coisas se juntarem em uma banda de metal… O metal e o punk se fundindo por causa das influências dos dois. Aí surgem bandas como esses caras, e isso mostra a influência que eles… O que os influenciou, que são os Ramones, o Black Sabbath, muitas bandas de metal que estavam aparecendo na época.

    W (NM): Nós achamos que os Ramones são, obviamente, uma banda que transcendo qualquer estilo musical, é esse tipo de banda. Mas falando sobre o movimento punk, quando nós falamos de heavy metal, é bem claro que foi o Black Sabbath que o inventou. Haviam bandas assim antes, mas o Black Sabbath meio que juntou tudo em um pacote, e isso é simbólico para os fãs de heavy metal. Mesmo havendo bandas como o Led Zeppelin>, The Who e Cream, que obviamente influenciaram o estilo. É justo dizer que os Ramones inventaram o punk, mesmo havendo bandas como o MC5, The Stooges, e outras, que influenciaram o estilo? Você acha que os Ramones poderiam ser a primeira banda punk de verdade?

    MR: Sim, nós o solidificamos. Haviam bandas antes dos Ramones, um ou dois anos antes… Isso foi em ’69, ’70, como os Stooges, o MC5, mas elas não eram… Elas não tocavam rápido. Elas não contavam entre cada música. Muitas delas foram influenciadas pelo ritmo do blues. E, sabe, o MC5 era basicamente uma banda de rock N’ roll político. Os Stooges, eram como uma banda de garagem, tipo de rock de garage. E é isso que estava acontecendo na época, e você pode dizer também que “Summertime Blues”, do the Blue Cheer, era heavy metal, que saiu em’68. Então, sabe, havia elementos punk nesses grupos, mas os Ramones solidificaram isso, e o Richard Hell também, em Nova York, com o álbum “Blank Generation”. E aí o Malcolm McLaren pegou isso e levou para a Inglaterra, e aí formou os Sex Pistols.

    W (NM): Sim, você tem razão.

    MR: Foi simples assim.

    W (NM): E o álbum “Blank Generation”, no qual você tocou, também foi muito importante para o começo desse movimento, certo?

    MR: Sim, esse era um hino punk em Nova York, no CBGB’s, essa música. E aí os Pistols escreveram “Pretty Vacant”, que era a mesma coisa que o “Blank Generation”. E os Sex Pistols escreveram “Pretty Vacant”, que era outra coisa sobre a mesma situação em Londres, sabe…

    W (NM): Você se lembra da primeira vez que você veio para o Brasil? Se eu não me engano, você tocou em um lugar chamado Palace, e eu não sei se você se lembra disso, mas os skinheads apareceram nas ruas para brigar com os punks e os jovens, e o lugar teve que fechar as portas. Você se lembra disso?

    MR: Não… Eu fui para aí, eu acho, na segunda vez, e nós tocamos em um lugar imenso. O que eu me lembro é de fãs e jovens maravilhosos curtindo a música… Era muito apaixonado. E é por isso que nós continuamos voltando, sabe, isso é uma coisa que eu nunca vou me esquecer. E depois muitos dos jovens começaram a formar suas próprias bandas, e a usar os Ramones como influência para começarem os seus grupos. E aí, quando nós voltávamos, eles todos… Sabe, muitos deles já tinham as suas bandas, e eles nos davam seus CDs, suas fitas, e nós ficávamos muito felizes de ver que nós estávamos influenciando o seu modo de viver e de fazer música. É disso que eu me lembro.

    W (NM): Nós temos outra pergunta que nós fazemos a todas as pessoas que nós entrevistamos. Você poderia escolher uma música que você tem muito orgulho de ter escrito, ou talvez gravado, para que nós possamos ouvi-la no nosso programa agora?

    MR: “I Wanna Be Sedated”.

    W (NM): Excelente. Eu imagino que essa foi ainda mais difícil do que a primeira, certo?

    MR: Não, sabe, eu amo essa música, foi a primeira música que eu gravei com o Johnny, o Joey e o Dee Dee, no “Road to Ruin”, em 1978. Mas, sabe, eu tenho uma… Eu fiz parte de uma banda de heavy metal quando eu era adolescente, e a banda se chama Dust, e eu acabei de lançar o álbum, os dois álbuns que eu fiz com dois dos meus… Nós éramos uma banda de três integrantes, nos Estados Unidos. E os álbuns foram lançados cinco anos antes do primeiro álbum dos Ramones. E se você olhar para a capa do primeiro álbum, você me vê com uma jaqueta de couro e jeans. Então os Ramones eram grandes fãs do Dust, porque eles vinham me ver tocar no Village. Eles ainda não tinham uma banda, então eu já estava fazendo álbuns antes dos Ramones sequer começarem. E o que os álbuns são, é heavy metal, e há uma enciclopédia de heavy metal. Agora, quando o álbum do Dust foi lançado, uma música do álbum foi votada entre as top 10 das paradas. Então, como uma banda de heavy metal, o Dust, nós fomos uma das primeiras bandas nos Estados Unidos a ser chamada de banda de heavy metal. E isso foi em ’70, ’71. E o meu guitarrista acabou produzindo os dois primeiros álbuns do Kiss, e nós ficamos muito amigos. Então ele tinha apenas 19 anos quando ele produziu “Kiss”, e “Hotter than Hell”.

    W (NM): Ótimo. Você gostaria de escolher uma música do Dust, para que nós possamos ouvi-la no nosso programa agora?

    MR: Sim. Muito bem, todo mundo que está ouvindo Wikimetal, esse é o Dust. O nome da música é “Suicide”.

    W (NM): Se você fosse sintetizar cada membro dos Ramones, especialmente os que não estão mais com a gente, o que seria a primeira coisa que viria à sua mente, se eu falo, por exemplo, o nome do Dee Dee.?

    MR: Ele era meu melhor amigo no grupo, ele era um furacão. Ele era engraçado, ele sempre falava alguma coisa que me fazia rachar de rir, e ele era um grande baixista, ele conseguia combinar com o meu estilo de tocar, e, sabe, nós nos divertíamos muito juntos. E ele era muito aberto como indivíduo. E eu vou sempre sentir sua falta, sabe, ele era um grande amigo.

    W (NM): E o Johnny?

    MR: O Johnny e eu tínhamos muito em comum. Nós colecionávamos pôsteres de ficção científica, e nós gostávamos de filmes de ficção científica. Ele era um cara mais normal que gostava de tocar. E ele não gostava tanto de ir em festas quanto eu e o Dee Dee. Na verdade, ele não gostava de festas, mas sabe, nós éramos diferentes. Ele era mais ou menos o cara que tomava conta dos negócios e coisas assim. Mas nós precisávamos de alguém assim no grupo, para lidar comigo, e com o Dee Dee e com o Joey, e sabe, nós todos tínhamos as nossas funções. Então o Johnny era basicamente mais… Ele era mais velho do que a gente, também, ele era uns seis anos mais velho do que eu e o Dee Dee e o Joey. Mas, sabe, ele era um ótimo guitarrista, eu sinto falta dele, e sabe, eu o conheci por… Nossa, vinte e tantos anos.

    W (NM): OK, e o Joey?

    MR: O Joey era muito quieto, muito introvertido. De novo, ele era um amigo próximo, mas muito… Como eu posso dizer? Ele tinha um problema chamado TOC, e todo mundo sabe disso, e isso afetava ele e as pessoas à sua volta. Mas eu entendia que havia algum problema. Mas agora nós entendemos qual era o seu problema, porque naquela época, nós não sabíamos, então era meio estranho, até você entender qual é o problema de uma pessoa, você não sabe lidar, e agora nós sabemos, porque há um termo para isso. Mas ele era um cara muito amigável, ele era muito quieto, ele era um grande cantor, ele tinha muita presença de palco, e de novo, é uma pessoa de quem eu sinto falta, uma pessoa de quem eu sempre vou me lembrar, e não há um dia que passa que eu não penso nos três, porque eles não estão mais por aqui, sabe, eles faleceram.

    W (NM): Você também gravou o maravilhoso álbum do Joey Ramone, o seu último álbum, eu amo esse álbum.

    MR: Sim, é o único álbum solo que tem alguma importância. Ele estava vivo durante as gravações, e ele me pediu para tocar. Eu toquei no álbum, mas eu só pude tocar seis músicas, porque eu estava em turnê, e eu estava realmente… Eu não tinha tempo suficiente para aprender o álbum todo, então eu só pude fazer metade com eles. E nós fizemos a música que nós dois amamos “What a Wonderful World”, que o Louis Armstrong gravou. E, sabe, o Joey pode ver a sua visão acontecer, porque ele sempre quis fazer um álbum solo. E ele fiz isso antes de morrer, e quando nós estávamos gravando, ele saia do hospital para poder cantar no estúdio. E depois que ele fazia o que ele tinha que fazer, nós o levávamos de volta para o hospital.

    W (NM): OK, então, se você não se importa, podemos ouvir uma música desse álbum? Talvez a que você mencionou, do Louis Armstrong.

    MR: OK. Oi, todo mundo, aqui é o Marky Ramone, e você está ouvindo Wikimetal. E agora você vai ouvir “What a Wonderful World”, do Joey Ramone e eu mesmo na bateria.

    W (NM): Isso é lendário, Mark. Então, antes de nós terminarmos, o que você diria para um jovem que está começando a tocar bateria?

    MR: Continue a ensaiar… Ensaie – essa é a coisa mais importante. E tente manter uma… Não fume cigarros, não use drogas pesadas, e tente se exercitar. Acredite em você mesmo, isso é o mais importante. E se você acha que você é bom, e se você acha que você tem o dom, continue a tocar e tocar e tocar. Forme um grupo – isso é importante, porque você tem que tocar com outras pessoas, músicos, para que você possa entender o que cada músico faz. Como baterista, você tem que manter a batida, e isso é muito importante. Então ouça todo… Ouça todo tipo de música, não só o que você gosta. Se abra, sabe, ouça jazz, ouça metal, ouça punk, ouça… Até ouça blues. É muito importante porque esses são ritmos diferentes. Então, sabe, eu sugiro isso para um cara que está começando.

    W (NM): Bom, foi maravilhoso falar com você, Marky Ramone, baterista lendário, foi uma verdadeira honra. Não é todo dia que nós podemos falar com um dos nosso heróis do rock N’ roll, então, pessoalmente, foi uma grande honra. Muito obrigado, mais uma vez, e nós nos veremos aqui no Brasil, com certeza.

    MR: OK.

    W (NM): Tudo de bom.

    Fonte: Wikimetal |

     
  • paulocarames 11:08 em 10/12/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , Garoto engole apito e...   

    Garoto engole apito e… 

     
  • paulocarames 11:00 em 09/12/2012 Link Permanente | Resposta
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    Epidemia Corinthiana 

     
  • paulocarames 11:00 em 08/12/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , Andrew Oldham, , columbia, , , , , , , , , ,   

    LP/CD – Estus: Estus 1973 


    Outra obra obscura na discografia de Marky Ramone, Estus foi lançado já no ano seguinte a sua despedida pelo Dust. Mais um disco de hard rock muito bom embora, novamente negligenciado.

    Com ótimos riffs e boas viradas de bateria o disco lembra Dust apesar de ir além e olhar em frente na mistura de hard rock/blues com pitadas de rock progressivo (incluindo teclados e sessões de percussão).

    McCloud é tudo que muita banda hard gostaria de ter feito e não conseguiu. Com um riff cortante do primeiro ao último minuto e com a bateria marcando o ritmo, é de longe a melhor do disco.

    Ficha Técnica:
    Columbia – produzido por Andrew Oldham

    Tom Nicholas – vocal, guitarra, teclado
    John Nicholas – baixo, vocal, percussão
    Harry Rumpf – vocal, guitarra, teclado, percussão
    Marc Bell – bateria

    Traklist:
    Lado A:
    01. 90 M.P.H. (Tom Nicholas) – 4:27
    02. On The Wings (Harry Rumpf) – 7:23
    03. Mccloud (Tom Nicholas) – 2:30
    04. Goodbye (J. Nicholas, T. Nicholas) – 5:07
    Lado B:
    01. Inside Out (John Nicholas) – 5:32
    02. Look The Same (John Nicholas) – 5:10
    03. Sweet Children (J. Nicholas, T. Nicholas) – 6:16
    04. Truckin’ Man (J. Nicholas, T. Nicholas) – 4:08
    05. In The Morning (Harry Rumpf) – 4:20
    06. B.M.D. (J. Nicholas, T. Nicholas) – 5:10
    Marky Ramone (Estus) - 1973 - Estus 1
    Marky Ramone (Estus) - 1973 - Estus 2
    Marky Ramone (Estus) - 1973 - Estus 4Marky Ramone (Estus) - 1973 - Estus 5
    Marky Ramone (Estus) - 1973 - Estus 3
    Marky Ramone (Estus) - 1973 - Estus 6Marky Ramone (Estus) - 1973 - Estus 7


     
  • paulocarames 11:00 em 07/12/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , I'm Shakin',   

    Jack White – I’m Shakin’ 

     
  • paulocarames 11:05 em 06/12/2012 Link Permanente | Resposta
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    Série – Lie to Me (2009-2011) 

    Lie to Me causou um certo alvoroço logo que foi lançada. Hoje extinta, a série estrelada por Tim Roth apresenta o Dr Carl Lightman e sua equipe num trabalho nada convencional. Eles são especialistas em ler expressões não verbais e detectar quando as pessoas estão mentindo.

    Impossível? Espere até assistir ao primeiro episódio e perceber que mesmo quando não diz nada, você pode estar entregando o jogo.

    A premissa principal partiu de estudos reais sobre as micro expressões que dizem muito sobre o que realmente estamos pensando e sentindo. De posse deste conhecimento é que a equipe do Dr Lightman ajuda o governo e a polícia a capturar criminosos e encontrar a verdade, por mais bem protegida que ela esteja.

    Mas nem tudo é fácil na vida do doutor. Além dos tantos mentirosos que precisa desmascarar durante o dia, ele precisa aprender a lidar com o amadurecimento da filha adolescente que ocorre à sua revelia.

    Depois de três temporadas você nunca mais vai encarar uma mentira da mesma forma.

     
  • paulocarames 11:00 em 05/12/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , O que você faz quando entra rato na sua casa   

    O que você faz quando entra rato na sua casa 

     
  • paulocarames 10:47 em 04/12/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , all or nothing, americana, , , blunderbuss, bnegão e os seletores de frequência, , crazy horse, days go by, , grrr, , heroes, , , , , no money no english, , os melhores discos de 2012, , , , , self-entitled, sintoniza lá, the general strike, , , wrecking ball   

    Os melhores discos de 2012 

    Resolvi aderir de vez a lista de melhores do ano. Mesmo não sendo eclético o bastante para pensar numa lista isenta acredito que com os discos deste ano fica difícil chutar a bola tão fora da meta. Um bom exercício foi pensar nos discos que mais passearam pela minha playlist.

    E você pode conferir também a lista que fiz no ano passado.

    1 – Bruce Springsteen – Wrecking Ball
    Bruce Springsteen - Wrecking Ball

    2 – Jack White – Blunderbuss
    Jack White - Blunderbuss

    3 – Neil Young And Crazy Horse – Americana
    Neil Young And Crazy Horse - 2012-06-05 Americana

    4 – Anti-Flag – The General Strike
    Anti-Flag - The General Strike

    5 – BNegão & Seletores de Frequência – Sintoniza Lá
    Bnegão E Os Seletores De Frequência - Sintoniza Lá

    6 – NOFX – Self-Entitled
    Nofx - Self-Entitled

    7 – Willie Nelson – Heroes
    Willie Nelson - Heroes

    8 – Pennywise – All Or Nothing
    Pennywise - All Or Nothing (Deluxe Edition)

    9 – Ratos de Porão – No Money No English
    Ratos De Porão - No Money No English

    10 – Rolling Stones – Grrr
    Rolling Stones, The - Grrr

    Menção especial para o fiasco do ano:
    The Offspring – Days Go By
    Offspring - Days Go By

     
  • paulocarames 11:05 em 03/12/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , milésimo post   

    Milésimo Post 

     
  • paulocarames 11:05 em 02/12/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , anthony hopkins, , Danny Huston, helen mirren, James D'Arcy, jessica biel, Michael Stuhlbarg, , , Ralph Macchio., , , Toni Collette   

    Filme – Hitchcock (Hitchcock) 2012 

    Adaptação do livro Alfred Hitchcock And The Making Of Psycho o filme traz o diretor inglês Alfred Hitchcock (Anthony Hopkins) e sua esposa Alma (Helen Mirren) durante as filmagens do clássico Psicose.

    Mesmo no ápice da carreira, ele teve de fazer o filme de maneira independente devido a resistência dos estúdios em investirem no gênero. Acabou realizando um clássico absoluto do cinema.

    Escolhido como melhor thriller de todos os tempos, Psicose apresenta Norman Bates (Anthony Perkins) como gerente de um motel que hospeda uma secretária (Janet Leigh) em fuga após roubar 40 mil dólares de seu patrão.

    O filme, todo em preto e branco representou um marco para época com uma campanha massiva em que os espectadores foram proibidos de entrar no meio da sessão e incentivados a guardar segredo sobre o desenrolar do filme.

    No filme de 2012, Scarlett Johansson interpreta Janet Leigh e Jessica Biel sua irmã enquanto James D’Arcy representa Anthony Perkins.

     
  • paulocarames 10:00 em 01/12/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: 1972, , , hard attack, , , , , , , , , , , ,   

    LP/CD – Dust: Hard Attack 1972 


    Rock setentista de primeira. Assim é o segundo e derradeiro álbum do Dust. Considerando a pouca idade de seus integrantes e a maneira com que a banda foi menosprezada, eles hoje são uma grata surpresa para os mais desavisados.

    Este disco carrega mais na sonoridade heavy metal do que no rock progressivo como aconteceu em seu predecessor, lançado um ano antes. Ainda assim, mantem a base hard rock/psicodelia/blues e tem boas músicas acústicas com grandes viradas de bateria.

    Na arte da capa, uma temática que seria recorrente nos discos do gênero nos anos seguintes. A arte é de Frank Frazetta, intitulada Snow Giants traz uma briga viking em uma paisagem gélida.

    Na batera, Marc Bell (Marky Ramone), Richie Wise (que virou produtor e trabalhou com o Kiss) nos vocais/guitarra enquanto Kenny Aaronson (que tocaria com Joan Jett) ficou com o baixo que neste disco tem bastante destaque.

    Falando em destaques, I Been Thinkin, Learning To Die e Suicide atestam o talento do power trio que emplacou uma música entre as melhores do gênero já em seu disco de estréia, Dust.

    Ficha Técnica:
    Kama Sutra Records – produzido por Kenny Aaronson

    Richie Wise – guitarra e vocal
    Marc Bell (Marky Ramone) – bateria
    Kenny Aaronson – baixo

    Traklist:
    Lado A:
    01 “Pull Away/So Many Times” (Kenny Kerner, Richie Wise) – 5:02
    02 “Walk In The Soft Rain” (Kenny Kerner, Richie Wise) – 4:25
    03 “Thusly Spoken” (Kenny Kerner, Richie Wise) – 4:27
    04 “Learning To Die” (Kenny Kerner, Kenny Aaronson) – 6:27
    Lado B:
    01 “All In All” (Kenny Kerner, Richie Wise) – 4:06
    02 “I Been Thinkin'” (Kenny Kerner, Richie Wise) – 2:12
    03 “Ivory” (Kenny Kerner, Richie Wise) – 2:42
    04 “Suicide/Entanco” (Kenny Kerner, Richie Wise) – 5:10





     
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