Atualizações de abril, 2013 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Atalhos do Teclado

  • carames 11:00 em 30/04/2013 Link Permanente | Resposta
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    Em autobiografia, Johnny Ramone “esquece” Brasil e defende reality show sobre pena de morte 

    Apesar do idolatrado som pesado de sua guitarra, Johnny Ramone, líder da banda punk Ramones, mais do que a música, gostava de beisebol. O rock ocupa o segundo lugar na lista de preferências do instrumentista. O roqueiro também se afirmava um patriota conservador, com orientação política assumidamente à direita.

    Esses e outros detalhes sobre o influente guitarrista norte-americano estão em “Commando – A autobiografia de Johnny Ramone“, que acaba de chegar às livrarias brasileiras (editora Leya), quase uma década após a morte do músico, em 2004. Com 176 páginas, recorte de almanaque e acabamento de luxo, é uma obra para fãs.

    O livro foi produzido a partir de entrevistas concedidas durante o período em que o músico descobriu que tinha um câncer na próstata, que o levou à morte poucos anos depois. A edição é de John Cafiero, empresário da banda Black Flag, auxiliado pelo vocalista do grupo, Henri Rollins, com colaboração do escritor Steve Miller.

    Em “Commando”, bem ao seu estilo – direto e rude – John Cummings, o Johnny Ramone, passa em revista sua vida, e disseca sem piedade a própria história e a da banda que ajudou a moldar e que transformou os rumos da música.

    O primeiro disco, gravado em apenas dois dias no ano de 1976 e que levou o nome do grupo (“Ramones“), já mostrava que os baderneiros de Forest Hills não estavam para brincadeira. “É o manifesto definitivo do punk”, escreveu o crítico musical Theunis Bates em “100 Discos Para Ouvir Antes de Morrer” (editora Sextante). Com um orçamento pífio de US$ 6.000, “Ramones” despiu o rock, então cheio de penduricalhos, até sobrarem apenas seus elementos básicos, acrescentou o jornalista. “Não há solos de guitarra e enormes fantasias épicas”.

    Johnny Ramone concorda com a análise do crítico. “O que fizemos foi tirar tudo o que não gostávamos e usar o resto”, afirmou em “Commando”. O que sobrou foram os quatro acordes da guitarra de Johnny e a bateria do parceiro Tommy, junto das performances de Joey (vocal) e Dee Dee (baixo), que davam conta do recado.

    Vale citar que Johnny Ramone, com sua guitarra Mosrite barata, comprada por 50 dólares, lançou um estilo novo de tocar, que ficou conhecido depois como “serra circular”. O músico entrou para a lista da revista “Rolling Stone”, dos 100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos, onde ocupa a 28° posição.

    Divulgação/Leya“Eu escrevi o livro sobre ser punk. Eu decido o que é punk. Se dirijo um Cadillac, isso é punk”

    Johnny Ramone

    Diário punk
    Em seu “diário punk”, o guitarrista esmiúça a história de uma das mais importantes bandas de rock do planeta, da origem entrelaçada à sua própria infância proletária em Nova York, época em que se revezava entre jogos de beisebol e as muitas brigas de rua, até os primeiros shows no CBGB, templo do punk rock.
    Completam o livro anotações sobre as músicas preferidas,  fotos de arquivo pessoal, além de prefácio do companheiro de banda, Tommy, o epílogo escrito por Lisa Marie Presley, e um posfácio amoroso de Linda Ramone, última esposa de Johnny e ex-namorada do vocalista Joey – pivô de uma das crises do grupo.

    De bônus, o leitor ainda leva algumas listinhas excêntricas que o músico adorava fazer acerca de suas preferências. Elvis Presley, Frank Sinatra, Disney e filmes de terror aparecem no topo de algumas delas.

    Punk de Cadillac
    Calça jeans surrada, jaqueta de couro, camisetas com a Minnie estampada e até as caretas com boca torta, rosnando para as fotos. Johnny admite que, tudo nos Ramones foi minimamente pensado por ele.  De forma um tanto tosca, é bom dizer. Mas ele tinha um projeto.

    De certa forma, os detalhes desse plano comercial, de lucro, por trás dos Ramones desmistificam a ideologia que impregnou o imaginário e a cultura punk, que começava a ganhar contornos naquela época, sobretudo pelos subúrbios londrinos, e com inclinação, supostamente, anticapitalista e anárquica.

    Distante a quilômetros dessas ideias, Johnny sabia bem o que queria. E quanto queria. Sua meta era ganhar um milhão de dólares para, enfim, se aposentar e se mandar de uma vez por todas para a Califórnia. Apesar da dureza dos primeiros anos de carreira, ele conseguiu mais do que queria e deu de ombros pra todo o resto.

    Em sua autobiografia, ele fala do dia em que passeava dirigindo um Cadillac, cinco anos após o final da banda, e foi surpreendido por um fã, indignado com aquela suposta ostentação. “Como é que pode um punk dirigir um carro luxuoso desse?”, questionou o jovem. “Eu escrevi o livro sobre ser punk”, respondeu rapidamente. “Eu decido o que é punk. Se estou dirigindo um Cadillac, isso é punk”, disparou o guitarrista aposentado.

    Apesar de ressaltar que, no começo, era tudo “pura diversão e rock and roll”, Johnny afirma em sua autobiografia que “era o cara do dinheiro”. Líder assumido, ele conta em detalhes como conduziu a banda até seu último e derradeiro show, em 6 de agosto de 1996, no Hollywood Palace. Um final planejado, embora nostálgico, após 2.263 apresentações, de acordo com as contas do organizado e metódico músico.

    Foi ele também quem optou pela padronização dos nomes. Todos então adotaram o Ramone que, aliás, foi inspirado em um dos ídolos de Johnny, o beatle Paul McCartney. A ideia veio, segundo ele, quando descobriu que o cantor inglês se registrava em hotéis como Paul Ramon.

    A difícil relação com celebridades, concorrência e fãs
    A relação, nem sempre fácil, com outras celebridades, bandas concorrentes e com os fãs, é tema de trechos saborosos da autobiografia de Johnny Ramone. Não faltam socos, chutes, spray de pimenta e até golpes de guitarras na cabeça de um admirador. Segundo a versão de Johnny, sobrou até para Malcom Maclaren, empresário do Sex Pistols, que apanhou por conversar com a namorada do guitarrista punk. “Resolvi que não queria que ela falasse mais com ele”, argumenta.

    • Divulgação/LeyaJohnny e Linda posam para foto no sofá da mansão Graceland, onde viveu Elvis Presley

    Desde o começo da carreira meteórica, não faltavam famosos nos shows. Músicos como Elton John e Bruce Springsteen foram conferir o som dos Ramones. Outro nome conhecido que costumava aparecer, segundo Johnny, era Andy Warhol. “Ele (Warhol) e todo aquele pessoal era para mim apenas um bando de doidões”.

    A banda Talking Heads não chegou a apanhar. Mas ficou bem perto disso, levando em consideração o relato sobre o período de sete semanas que passaram juntos durante uma turnê na Europa. “Eram gente de educação universitária e nós, garotos de rua”. Para quem também detestava sair do país, a viagem piorou em alguns graus, segundo ele, pela combinação infernal: Talking Heads e Europa. “Queria me matar, foi uma desgraça”, desabafa.

    Houve exceções, claro. É o caso da amiga, Lisa Marie Presley, filha de Elvis Presley, outro ídolo de Johnny. Mas ele admite que nem tudo foi um mar de rosas com a moça. No casamento dela com o ator Nicholas Cage, ele foi convidado por ela a acompanhá-la até o altar, o que não ocorreu porque Cage o chamou para ser padrinho. “Fiquei bastante decepcionado, preferia fazer o papel do Elvis”, arremata.

    Quanto aos fãs, na maioria homens, diz que costumava atender bem, dava autógrafos. Mas tinham alguns que, segundo Johnny, topavam qualquer coisa para interagir com a banda. Foi o que aconteceu no dia em que um garoto mais abusado mandou uma cusparada na banda.

    “Quem de vocês, seus viados, está cuspindo?”, perguntou o músico. Um rapaz levantou o braço gritando: “Eu, Johnny, fui eu, me pegue!”. O guitarrista não perdeu tempo. Tacou a guitarra na cabeça do cara. Para o músico, pouco importava se tinha sido ele de fato. “Era um voluntário, queria participar, e deve ter uma boa história pra contar sobre isso até hoje”.

    O músico punk destaca ainda a histeria dos fãs durante as turnês pela América do Sul. Mas, provavelmente por não considerar relevante, nenhum país é citado. Em seu lugar, o artista optou por usar “lá” e “naquele lugar”. “Chegamos a tocar em estádios para 50 mil pessoas lá, em maio de 1994”. O “lá” se refere à Argentina. No mesmo ano, e em outras várias ocasiões, o grupo esteve também no Brasil.

    A cartilha punk de Johnny Ramone
    Johnny era contra as drogas, nem álcool usava. Diferentemente dos outros integrantes da banda, que se acabavam na bebida e nas drogas. Porém, de acordo com as regras da cartilha punk de Johnny Ramone, antes dos shows, as “biritas” eram absolutamente proibidas.

    • Divulgação/LeyaEstátua dedicada a Johnny Ramone, morto em 2004, vítima de um câncer

    Em seu relato, Johnny defende também, de maneira contundente, a pena de morte. “Sou totalmente a favor”, afirmou. Para ele, deveria ser em transmitida pela TV, em estilo reality show, ao vivo, em pay-per-view, com o dinheiro revertido para a família da vítima.

    A revolta do músico tem explicação. Ele foi vítima de uma agressão na rua, que resultou numa hemorragia cerebral. “O cara que me atacou foi acusado de agressão em primeiro grau e só pegou uns poucos meses de cadeia”, conta.

    Mas, por ironia, a via crucis de Johnny Ramone é que ganhou ares de reality show. Vitimado por um câncer fulminante, teve seus piores momentos transmitidos, à sua revelia, pela MTV.

    Postado no UOL.

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  • carames 11:00 em 29/04/2013 Link Permanente | Resposta
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    Acordando com estilo 

     
  • carames 11:00 em 28/04/2013 Link Permanente | Resposta
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    Americanos tomando uma pedalada 

     
  • carames 11:00 em 27/04/2013 Link Permanente | Resposta
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    CD/Magazine – VA: MOJO Presents 1-2-3-4 The Roots Of The Ramones 2011 

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    O cd que acompanha a revista Mojo de maio de 2011 compila uma interessante seleção de bandas que influenciaram o som dos Ramones e, em muitos casos, acabaram homenageados pelo quarteto.

    Do disco de covers, Acid Eaters, saíram 7 and 7 is do Love e dos Seeds, Can’t seem to make you mine. Do derradeiro ¡Adios Amigos! saem as versões para She talks to rainbows (Ronnie Spector) e I love you (Johnny Thunders and The Heartbreakers).

    Outra música que também ganhou versão acelerada e em três acordes e aqui é apresentada em sua versão original é Do you wanna dance gravada em Rocket to Russia. A inédita Street fighting man (dos Rolling Stones) é a única canção que aqui é interpretada pelos Ramones.

    Ficha Técnica:
    Mojo Magazine #210 – maio de 2011

    Tracklist
    01-walter lure and the ramones-street fighting man
    02-t.rex-ballrooms of mars
    03-ronnie spector-she talks to rainbows
    04-johnny thunders and the heartbreakers-i love you
    05-the trashmen-bird dance beat
    06-the dictators-baby lets twist
    07-new york dolls-personality crisis
    08-bobby freeman-do you want to dance
    09-the shangri-las – give him a great big kiss
    10-the seeds-can’t seem to make you mine
    11-the vagrants-oh those eyes
    12-love-7 and 7 is
    13-suicide-rocket usa
    14-wayne county-maxs kansas city by jayne county meets the she wolves
    15-television-venus de milo
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  • carames 11:00 em 26/04/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , Weezer   

    Weezer – Buddy Holly 

     
  • carames 11:00 em 25/04/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , Billy Brown, , boxe, Catherine McCormack, , , lights out, Meredith Hagner, Pablo Schreiber, , , Ryann Shane, Stacy Keach   

    Série – Lights Out (2011) 

    Lights OutTaí um universo pouco abordado hoje em dia na televisão tão povoada de seriados. Lights Out trata dos bastidores do mundo do boxe a partir da retomada na carreira do lutador Patrick ‘Lights’ Leary (Holt McCallany do recente Caça aos Gângsteres).

    Leary era campeão dos pesos pesados vencendo 20 lutas, todas por knockout, até que em uma luta polêmica ele perde o título para seu maior rival. Daí por diante se passam cinco anos com ele aposentado enquanto fãs clamam pela sua volta aos ringues e por uma revanche.

    Após descobrir que tem problemas neurológicos ele compra uma academia para seu pai que também é seu ex-treinador (Stacy Keach de Prison Break) e agora ele é empresariado pelo irmão, recém formado graças ao dinheiro ganho por Leary no boxe.

    Barry K. Word é o Dom King da vez além de empresário de Death Row Reynolds e tentará convencer o ex-lutador a deixar de lado a pressão de sua esposa e lutar mais uma vez. O conflito entre treinador e empresário (no caso, pai e irmão) também será mais um complicador nesta tentativa de volta ao estilo Rocky Balboa.

    Infelizmente a exemplo de Luck, outra exceção na tv que mostrava o turfe e o universo das apostas, Lights Out também foi cancelada já em sua primeira temporada.

     
  • carames 11:00 em 24/04/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , Gatos fazendo coisas de gatos   

    Gatos fazendo coisas de gatos 

     
  • carames 11:00 em 23/04/2013 Link Permanente | Resposta
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    Marky Ramone: “Com orgulho de ser Ramone” 

    Marky_Michale_2010bHighRes_288x212Lenda viva do punk rock, o baterista Marky Ramone se apresenta neste sábado, 26, no Manifesto Bar, em São Paulo, com a banda Marky Ramone’s Blitzkrieg, que inclui o vocalista Michael Graves, ex-Misfits. O repertório será composto por clássicos dos Ramones, como I Wanna Be Sedated, mas deve trazer também versões acústicas de canções do Misfits e músicas do primeiro álbum do Marky Ramone’s Blitzkrieg, If and When, lançado em 2011. Ao Estado, Marky antecipa que também deve homenagear Joey Ramone com uma música do álbum solo do cantor, que morreu em 2001.

    “Vamos tocar 35 clássicos dos Ramones e algumas surpresas”, diz, por telefone. Ao falar sobre a participação de Graves na banda, não poupa elogios. “Ele era o cantor, frontman e compositor dos Misfits, e escreveu os discos mais conhecidos da banda. Por isso estou feliz por tê-lo a bordo. Ele conhece as canções (dos Ramones) muito bem, é profissional, mas traz o próprio estilo. Ele não é um clone do Joey (Ramone, vocalista) e eu acho isso muito importante.” Marky confirmou que a banda deve tocar também algumas canções do Misfits escritas por Graves. “Não é um supergrupo, são apenas uns caras se divertindo”, explica.

    Misturando bom humor e acidez, como sempre foi o estilo dos Ramones, Marky aproveita a pergunta para criticar a formação atual dos Misfits, que conta apenas com o guitarrista Jerry Only como membro da formação original. “Eu não considero o Misfits como o Misfits mais, porque só tem um membro (original) no grupo”, diz. “Eu não gosto de chamar a banda pelo nome a não ser que tenha pelo menos dois ou três membros originais. Eu nunca chamaria esta banda de Ramones”, afirma. “Não é justo com os fãs.”

    Ironicamente, Marky não é um membro original dos Ramones, tendo entrado na banda em 1978 no lugar de Tommy Ramone, que formou o grupo ao lado de Joey, Johnny e Dee Dee. Apesar disso, é lembrado por ter sido o baterista que ficou mais tempo no grupo – “cinco vezes mais do que Tommy”, segundo ele – e que esteve presente nos principais discos.

    “Eu fiz 1.700 shows (com os Ramones). Eu gravei dez discos, Tommy gravou três. Olha, nós dois fizemos nosso trabalho direito. Tommy estava cansado das provocações de Johnny e Dee Dee e ele queria deixar o grupo”, diz Marky sobre sua entrada na banda. “Aí, Johnny e Dee Dee me convidaram para participar do grupo. Tommy decidiu que queria produzir e foi isso. Ele nem quer mais ser chamado de Tommy Ramone, agora quer ser chamado de Uncle Monk. Eu respeito isso, mas você tem que se lembrar de onde veio também”, concluiu ele.

    Questionado sobre os problemas de relacionamento entre Joey e Johnny, o roqueiro admitiu que existia um clima muito ruim na banda, mas ressaltou que, no palco, todos deixavam os problemas de lado. “Johnny não gostava do fato que Joey era um liberal, um democrata, e Joey não gostava de Johnny porque ele era um ultra conservador, apoiador da Associação Nacional de Rifles (NRA, organização que defende o direito ao porte de armas nos EUA). Eles não gostavam um do outro desde o início.”

    Para Marky, as brigas entre Johnny e Joey foram o fator que motivou a saída de Dee Dee da banda. “Quando as pessoas não conversam e você fica em uma van por oito, dez horas, e você sabe que tem dois caras no grupo que estão prontos para matar um ao outro, não é uma boa sensação. Num dia eu ia conversar com o Joey, e o Johnny me puxava de lado e dizia: ‘E então, hoje você é amigo dele?’ (risos). E a mesma coisa com o Johnny. E eu dizia para os dois: ‘Eu amo vocês como irmãos e não vou tomar lados’”, conta. “Os Ramones eram uma grande banda, mas o que vinha junto, as discussões e as brigas, eram algo que você tinha que aguentar.”

    As histórias de Marky sobre os Ramones e a cena punk serão contadas em um livro que o baterista está preparando e planeja lançar em 2014. “Eu estou escrevendo por minha conta”, explicou. “Estive trabalhando nele pelos últimos dois anos.”

    Desarmado. Um dos momentos marcantes da carreira dos Ramones foram as gravações do disco End of the Century, de 1979, sob o comando do lendário produtor Phil Spector, famoso tanto pelo talento como pelo gênio difícil e pelo fascínio por armas de fogo. Marky diz que pretende desmentir no livro a história segundo a qual Phil teria apontado uma arma para os Ramones dentro do estúdio. “É uma grande mentira”, disse. “Eu estava lá o tempo inteiro e não sei quem inventou essa história mentirosa. Phil não era nenhum anjo, mas o estúdio era o estúdio, sabe?”

    Ele relembra a história sobre a briga entre Phil e Johnny durante a gravação do clássico Rock ‘n’ Roll High School. “(Phil) era o produtor. Não havia razão para Johnny ficar irritado com o produtor, porque ele estava tentando registrar um som de sua guitarra. John teve que tocar o primeiro acorde de Rock ‘n’ Roll High School umas 40, 50 vezes. E daí? Se você está trabalhando com o maior produtor do rock, você tem que ouvi-lo. Você não deve ficar discutindo. No meio tempo, Phil conseguiu o som que ele queria.”

    Marky conta que Johnny acreditou que os pedidos de Phil para que ele repetisse o acorde tinham a intenção de irritá-lo. “Eles se confrontaram e John disse: ‘Phil, o que você vai fazer? Atirar em mim?’. Mas isso não quer dizer que Phil tinha apontado uma arma pra ele. John sabia que Phil tinha armas com ele e tinha medo dele.”

    Durante as gravações, Marky se tornou amigo de Phil Spector e manteve a amizade até ele ir para a cadeia, em 2009. Atualmente, Spector cumpre pena de 19 anos de prisão nos Estados Unidos pela morte da atriz Lana Clarkson, em 2003. Em sua defesa, o produtor alegou que a arma que matou Lana teria disparado acidentalmente.

    Marky diz que as histórias sobre o comportamento errático de Spector com armas de fogo criaram um precedente muito negativo aos olhos da Justiça. “Ele tirava a arma e apontava para as pessoas. Quando as testemunhas foram na Corte, elas disseram: ‘Sim, ele apontou uma arma contra mim’. Então, você começa a imaginar que ele realmente matou a garota, né? Mas foi um acidente.” Marky defende o amigo e conta que ele estava presente no julgamento e ficou estarrecido com a sentença. “Mas o que você pode fazer? Não dá pra discutir com o sistema.”

    Relançamento. Antes de ser conhecido como Marky Ramone, Mark Bell, verdadeiro nome do baterista, tocou com a banda punk Voidoids, ao lado do cantor Richard Hell, do Television. Mas, antes disso, ele fazia parte do Dust, considerado um dos primeiros grupos de heavy metal norte-americanos. “Em 1970, não havia bandas de heavy metal na América”, relembra Marky. Ele conta que era tão jovem na época que era obrigado a levar seus pais para os shows porque os locais onde a banda se apresentava serviam bebidas alcoólicas. “Johnny, Joey e Dee Dee estavam na plateia assistindo o Dust, assim como membros dos New York Dolls, antes de começarem os seus grupos”, ele relembra.

    Durante sua curta existência, entre 1969 e 1972, o Dust gravou apenas dois discos, Dust (1971) e Karma (1972), que serão relançados em abril deste ano em versão remasterizada. “Até os punks gostam desses discos”, afirma Marky, que participou da remasterização. O guitarrista do grupo, Richie Wise, mais tarde iria produzir os dois primeiros discos do Kiss, e o baixista, Kenny Aaronson, se tornaria um músico de relativo sucesso, gravando com nomes como Joan Jett e Blue Öyster Cult.

    Post original do Estadão.

     
  • carames 11:00 em 22/04/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , Ladrão se dá mal rouba lutador Jiu-Jitsu   

    Ladrão se dá mal rouba lutador Jiu-Jitsu 

     
  • carames 11:00 em 21/04/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: ,   

    Slam Dunk Supertramp Style – Faceteam Basketball 

     
  • carames 11:00 em 20/04/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , , , eater, , , , , , , Punk Collection, , , , , , , , the boys, , the models, , , warm gun   

    LP – VA: Punk Collection 1977 

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    Coletânea italiana da RCA reunindo Ramones, Iggy Pop, Johnny Thunders, Dead Boys e Richard Hell entre outros. Lançada ainda em 1977 em pleno auge do punk, esta coletânea apresenta além dos ícones já citados, Talking Heads, Patti Smith e The Police.

    Estes, mais adiante deixariam de ser identificados com o punk, exceto pela sua contribuição neste período embrionário retratado aqui para o público italiano a exemplo do que aconteceu no Brasil com A Revista Pop Apresenta o Punk Rock do mesmo ano.

    Ficha Técnica:
    RCA Victor

    Ramones:
    Joey Ramone – vocal
    Johnny Ramone – guitarra
    Dee Dee Ramone – baixo, backing vocal
    Tommy Ramone – bateria

    Tacklist:
    Lado A
    01 sheena is a punk rocker – ramones 2:46
    02 i don’t care – the boys 2:10
    03 born to lose – johnny thunders and the heartbreakers 3:03
    04 sweet mama fix – larry martin factory 3:22
    05 thinking of the usa – eater 3:00
    06 freeze – the models 3:38
    07 shake some action – the flaming groovies 4:31
    08 stuck on you – electric chairs feat wayne county 3:27
    Lado B
    09 funtime – iggy pop 2:55
    10 fall out – the police 2:03
    11 crapy hands – warm gun 2:37
    12 love building on fire – talking heads 2:58
    13 roll it up – richard moore 3:40
    14 sonic reducer – the dead boys 3:06
    15 love comes in spurts – richard hell and the voidoids 1:59
    16 piss factory – patti smith 4:42
    R-447432-1232184060R-447432-1313662725
    R-447432-1323537893R-447432-1323537903
    PC1PC14
    PC5PC6



     
  • carames 11:00 em 19/04/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , The Hardest Button To Button, The White Stripes   

    The White Stripes – The Hardest Button To Button 

     
  • carames 11:00 em 18/04/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , Crescendo com os Sex Pistols, , , precisa-se de sangue novo, , ,   

    Livro – Crescendo com os Sex Pistols, precisa-se de sangue novo 2012 

    livro - crescendo com os sex pistolsDa experiência frustrada de Malcolm Mclaren empresariando os New York Dolls veio a idéia para criação dos Sex Pistols.

    Se com os Dolls o tema era o comunismo e roupas vermelhas, para os Pistols estava reservado o Anarquismo e as roupas da loja de Mclaren, chamada Sex e capitaneada por sua esposa, a estilista Viviene Westwood.

    Tão meteóricos quantos os Dolls, Johnny Rotten e cia seguiram à risca a cartilha de seu empresário e conseguiram em poucos meses entrar e sair de duas gravadoras embolsando valores astronômicos sem sequer fazer o mínimo esforço.

    Ultrajaram a realeza em pleno jubileu da rainha e os lares britânicos em plena hora do chá. Já com Sid Vicious (cuja história foi contada no filme de Alex Cox, Sid and Nancy) a bordo partiram para sua derrocada final em solo ianque, não sem antes abalar as estruturas da música em ambos os lados do Atlântico e garantir um disco épico na história da música.

    Quase duas décadas depois de sua implosão a banda voltaria a se reunir para uma turnê com sua formação original fazendo valer a letra de Anarchy in the UK “não sei o que quero mas sei como consegui-lo”. Editora Madras, 360 páginas.

     
  • carames 11:00 em 17/04/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , Eu queimo até um caminhão de crack, Tiziu   

    Tiziu: “Eu queimo até um caminhão de crack” 

     
  • carames 11:00 em 16/04/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , new found glory, , , , , record store day   

    Confira detalhes sobre o EP do New Found Glory de covers do Ramones 

    Confira detalhes sobre o EP do New Found Glory de covers do Ramones

    New Found Glory deu detalhes sobre o seu EP de covers do Ramones que será lançado no Record Store Day (20 de abril). O disco vem em LP 12″ e em quantidade “extremamente limitada”, lançamento via Bridge Nine/Violently Happy. Confira abaixo a tracklisting e a capa:
    Tracklisting:
    1.  I Wanna Be Sedated
    2.  Rockaway Beach
    3.  Rock N Roll High School
    4.  Do You Remember Rock N Roll Radio
    5.  Judy Is A Punk
    6.  The KKK Took My Baby Away
     
  • carames 11:00 em 15/04/2013 Link Permanente | Resposta  

    Os Descarados – Apertadinha Machuca 

     
  • carames 11:00 em 14/04/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: ,   

    Capote de Skate 

     
  • carames 11:00 em 13/04/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , , , , mbc records, , , Punk A World History The Jock Box Vol 2 Boxset, , , , , , , , , The Vibrators, ,   

    Boxset – VA: Punk A World History The Jock Box Vol 2 Boxset 1987 

    DSC01928
    A exemplo da coletânea A Revista Pop Apresenta o Punk Rock este box inglês com 6 LPs apresenta um pouco da história do punk em seu princípio apesar de ter sido lançada uma década após o boom do gênero.

    Um apanhado interessante que aborda Ramones, Sex Pistols, New York Dolls, UK Subs, The Exploited, The Vibrators, GBH e The Damned entre outros responsáveis pela base do punk seja em Nova Iorque, seja no Reino Unido e que depois se estenderia ao resto do mundo.

    Em edição limitada, o box traz também bandas menos conhecidas como The Piglets, Max Romeo, Prince Buster e Surfaris além dos 101’ers primeira banda do ex-clash Joe Strummer.

    O ‘volume 2’ do título é referência ao primeiro boxset intitulado Jock Box vol 1 que se dedica integralmente aos Sex Pistols e igualmente apresenta 6 LPs e tem edição limitada.

    Ficha Técnica:
    MBC Records

    Ramones:
    Joey Ramone – vocal
    Johnny Ramone – guitarra
    Dee Dee Ramone – baixo, backing vocal
    Tommy Ramone – bateria

    Tacklist:
    LADO A:
    01- Personality crisis (NY DOLLS)
    02- Pretty vacant (SEX PISTOLS)
    03- Bond is back (KEITH BRADSHAW)
    04- Gimme the truth (GENERATION X)
    05- Chinese rocks (HEARTBREAKERS)
    06- Gary Gilmore’s eyes (THE ADVERTS)
    LADO B:
    07- Waiting for my man (UK SUBS)
    08- Looking for a kiss (NY DOLLS)
    09- Wet dream (MAX ROMEO)
    10- Cut a cross shorty (EDDIE COHRAN)
    11- Jack the ripper (SCREAMIN’ LORD SOUTH)
    12- Something else (SID VICIOUS)
    LADO C:
    01- Where have all the boot boys gone? (SLAUGHTER AND THE DOGS)
    02- Maggie (THE EXPLOITED)
    03- Johnny reggae (THE PIGLETS)
    04- Give it some bollocks (THE SEX PISTOLS)
    05- Your generation (GENERATION X)
    06- I can’t explain (THE BOLLOCK BROTHERS)
    LADO D:
    07- Summetime blues (EDDIE COHRAN)
    08- Baby baby (THE VIBRATORS)
    09- Ton-up kids (ANSIL COLLINS)
    10- I don’t wanna be found (BABY’S GOT A GUN)
    11- 1,2 x u (WIRE)
    12- Get a grip on yourself (THE STRANGLERS)
    LADO E:
    01- One of the lads (LYDON & O’DONELL)
    02- London girls (THE VIBRATORS)
    03- Al capone (PRINCE BUSTER)
    04- Steppin’ stone (THE SEX PISTOLS)
    05- City attacked by rats (GBH)
    LADO F:
    06- In a rut (THE RUTS)
    07- Stranded (THE SAINTS)
    08- Cranked up really high (SLAUGHTER & THE DOGS)
    09- Incendiary device (JOHNNY MOPED)
    10- First time out (THE BOYS)
    11- Right to work (CHELSEA)
    LADO G:
    01- Moving targets (RAPED)
    02- Plastic passion 77 (THE CURE)
    03- Billy bad breaks (THE DAMNED)
    04- Citadel (THE DAMNED)
    05- Sick boy (GBH)
    06- Young ones (ANGELIC UPSTARTS)
    LADO H:
    07- Jet boy (NY DOLLS)
    08- No fun (THE SEX PISTOLS)
    09- Keys to your heart (101’ ERS)
    10- Wipe out (THE SURFARIS)
    11- Lust for glory (ANGELIC UPSTARTS)
    12- Weekend (EDDIE COHRAN)
    LADO I:
    01- Venus in furs (THE UNDERGROUND)
    02- Good, the bad & the ugly (BRADSHAW SURREY DOCKERS)
    03- Double barrel (DAVE & ANSELL COLLINS)
    04- Do You wanna dance? (THE RAMONES)
    05- Runaway (SLAUGHTER & THE DOGS)
    06- breakdown (THE BUZZCOCKS)
    LADO J:
    07- Freedom (THE UNWANTED)
    08- Sheena is a punk rocker (THE RAMONES)
    09- Anarchy in the UK (THE SEX PISTOLS)
    10- Laughing policeman (THE IDIOTS)
    11- Midnight rider (PAUL DAVIDSON)
    12- Oh bondage up yours (X RAY-SPEX)
    LADO K:
    01- Rockaway beach (THE RAMONES)
    02- Disco man (THE DAMNED)
    03 The limit club (THE DAMNED)
    04- Straight to death (THE RESISTANCE)
    05- Count dracula (THE BOLLOCK BROTHERS)
    06- Substitute (THE SEX PISTOLS)
    LADO L:
    07- Search & destroy (SID VICIOUS)
    08- Hard loving man (JOHNNY MOPED)
    09- Loose (THE BOLLOCK BROTHERS)
    10- Don’t need it (EATER)
    11- 15 (EATER)
    12- Dolls (THE SEX PISTOLS)

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  • carames 11:00 em 12/04/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , White Riot   

    Rage Against The Machine: White Riot 

     
  • carames 11:00 em 11/04/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , , , , Amaury Nolasco, , Dominic Purcell, , Jodi Lyn O'Keefe, Marshall Allman, Paul Adelstein, prison break, , Robert Knepper, Rockmond Dunbar, Sarah Wayne Callies, Wade Williams, Wentworth Miller, William Fichtner   

    Série – Prison Break (2005-2009) 

    prisonbreakNa nova leva de séries em ‘tempo real’ capitaneadas por 24 Horas, a também já falecida Prison Break merece lugar de honra. Se hoje as séries respondem por um elevado padrão de qualidade, em pleno 2005 esta trama trazia um ritmo frenético até então novidade na telinha.

    Lincoln Burrows (Dominic Purcell) é preso pelo assassinato do irmão da vice-presidente dos Estados Unidos e condenado a morte. Seu irmão Michael Scofield (Wentworth Miller) não está convencido de sua culpa e irá tentar resgatar o irmão.

    Para isto ele simula um assalto e acaba preso e enviado para penitenciária de Fox River onde está seu irmão Lincoln. O plano, um tanto mirabolante, consiste em utilizar a planta da prisão tatuada em seu corpo como ponto de partida e a partir daí utilizar pessoas chave dentro da cadeia para atingir este objetivo.

    Uma conspiração envolvendo agentes do governo tentará dar cabo dos irmãos enquanto Michael vê seu plano ser constantemente redefinido. Ele é forçado a tirar um coelho da cartola a cada episódio e este é o grande atrativo da trama que mantém a tensão em altos níveis mesmo você sabendo que invariavelmente eles irão escapar, o caminho até lá não será nada fácil.

    Para temperar a estória, Michael irá se envolver com a médica da prisão, Dra. Sara Tancredi (Sarah Wayne Callies de Walking Dead) filha do diretor Henry Pope (Stacy Keach de Lights Out).

     
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