Mantendo o legado – Ramones: Road To Ruin Cover Bass



Este é o disco que inicia a segunda fase na discografia dos Ramones e é o responsável pela quebra de vários paradigmas. Se os três primeiros álbuns são os mais clássicos, Road to Ruin inaugura uma fase de incertezas, discos irregulares e uma tentativa de reconhecimento.

Com a saída de Tommy Ramone, que se dedicaria a produzir discos (inclusive este), Marky Ramone assumiu as baquetas. Marc Bell (seu nome verdadeiro) era um baterista de relativa experiência, já tendo gravado três discos com as bandas de hard rock Dust (Dust de 1971 e Hard Attack de 1972) e Estus (Estus de 1973).

A partir de sua entrada na banda as performances ao vivo ficaram ainda mais vigorosas devido ao seu estilo agressivo de tocar. Estilo aperfeiçoado mesmo antes de ser um ramone quando tocou com Richard Hell no emblemático disco Blank Generation de 1977.

Além da primeira baixa na formação original, esta é a primeira vez em que os Ramones não aparecem na capa (em vez deles, um desenho de John Holmstrom, o mesmo das ilustrações no encarte de Rocket to Russia – eles apareceriam em uma foto escura e borrada na contra-capa).

As gravações começaram em 31 de maio no mesmo Media Sound onde fora gravado Rocket to Russia e visivelmente explora o lado mais pop do disco anterior, embora ele não tenha estourado comercialmente. As canções tem um apelo mais simpático ao grande público embora o tema das letras não tenha mudado. Talvez resida aí a explicação para não conseguirem espaço nas rádios (como tocar uma música que canta abertamente ‘Eu quero estar sedado’ na mais conservadora das democracias?).

Confira Clark Ramone regravando as canções daquelas sessões (incluindo Yea, yea e Come Back, She Cried que só foram incluídas na versão rematerizada em 2001):

“O primeiro disco com mais detalhes de gravação. Tive dificuldade em algumas músicas para ouvir exatamente o que foi tocado, devido a mixagem que deixou o baixo sem nitidez nas notas. As mais difíceis de deixar igual a original foram Don’t Come Close, Needles and Pins, She’s the One e Questioningly – que usei uma sessão de gravação só pra ela.
Destaques para “cavalgadas downstroke” em I Just Want to Have Something To Do e I Don’t Want You. Este é um disco que eu adoro, mas que deu muita dor de cabeça, músicas rápidas como I Wanted Everything e I’m Against que precisa de um raciocino mais rápido que as palhetadas.
Preferidas: além das mencionadas, Yea, Yea.
Curiosidade: me perguntam onde comprei a camiseta dos videos do Road, é as costas da mesma do Leave Home, hehehe. Falta de tempo e dinheiro só improvisando.”

01. I Just Want To Have Something To Do http://youtu.be/YKpZiFi8DEA
02. I Wanted Everything http://youtu.be/GTTeJR5BRbA
03. Don’t Come Close http://youtu.be/uSkrxA7i5lY
04. I Don’t Want You http://youtu.be/BFHWoZDU5PA
05. Needles & Pins http://youtu.be/qIQ1dRUkJzs
06. I’m Against It http://youtu.be/vmW0Xxe430g
07. I Wanna Be Sedated http://youtu.be/fS0avvy5zfI
08. Go Mental http://youtu.be/chIK-X–Jtk
09. Questioningly http://youtu.be/39DMmzH7Yuc
10. She’s The One http://youtu.be/za52AWlIVEE
11. Bad Brain http://youtu.be/qkrlHieYWgk
12. It’s A Long Way Back http://youtu.be/gxk_Z16QIIA
13. I Want You Around http://youtu.be/6aA143-a7T8
14. Come Back, She Cried A.K.A. I Walk Out (demo) http://youtu.be/cahjNwU36n8
15. Yea, Yea (demo) http://youtu.be/cN67pt7HK2A

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