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  • paulocarames 10:00 em 14/06/2014 Link Permanente | Resposta
    Tags: , 27 de março, , , , , , pere ubu, , , , , , , Valley Entertainment, wayne kramer, Wayne Kramer Presents Beyond Cyberpunk   

    CD – VA: Wayne Kramer Presents Beyond Cyberpunk 2001 

    Wayne Kramer's Beyond Cyberpunk 0
    Lançado em 27 de março de 2001, a exemplo de A Punk Tribute to Metallica, esta coletânea capitaneada pelo MC5 Wayne Kramer apresenta performance rara do ex-baixista dos Ramones – neste caso Bad Little Go-Go Girl.

    Mudhoney, Chris Spedding (produtor de alguns discos solo de Dee Dee Ramone) e Pere Ubu também dão o ar da graça nesta compilação.

    Ficha Técnica:
    Valley Entertainment – produzido por Wayne Kramer

    Tacklist:
    01 – Inside Job – Mudhoney
    02 – Bad Little Go-Go Girl – Dee Dee Ramone
    03 – Love on Death Row – Chris Spedding
    04 – Black Silk – Mother Superior
    05 – Beloved Movie Star – Stan Ridgway
    06 – Oh – Richard Hell & the Voidoids
    07 – Take Me in Your Arms (Like Heroin) – Lesbianmaker
    08 – Chow Main Street – David Was
    09 – Dead End Street – Ron Asheton
    10 – Betrayal – Strung Out
    11 – Cold Blue Coma – Downset
    12 – Passtime – Cooter
    13 – Wasteland – Pere Ubu
    14 – Crawling Outta the Jungle – Wayne Kramer
    Wayne Kramer's Beyond Cyberpunk 1
    Wayne Kramer's Beyond Cyberpunk 2
    Wayne Kramer's Beyond Cyberpunk 4Wayne Kramer's Beyond Cyberpunk 3

     
  • paulocarames 14:48 em 10/06/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , 27 de março, beco, , , , , , Jello Biafra e o verdadeiro espírito punk, , ,   

    Jello Biafra e o verdadeiro espírito punk 


    Jello no começo do show em POA, vestindo um casaco com as cores da bandeira dos EUA sujo de sangue

             Jello Biafra, ex-vocalista da lendária Dead Kennedys, voltou ao Brasil em março para quatro apresentações com seu novo grupo, o Guantanamo School of Medicine. Em sua passagem por Porto Alegre, conseguimos colar no homem e entrevistá-lo. Durante o bate-papo, o cinquentão afirmou que ainda sabe fazer boas músicas, praguejou ex-companheiros e mostrou-se antenado na política mundial.

     

    Entrevista e texto: Homero Pivotto Jr.

    Vídeos: Homero Pivotto Jr. e Paulo Caramês

    Foto: Nelson Godoy Espindola

    Sustentar pontos de vista fortes e bem fundamentados pode incomodar. Que o diga o lendário vocalista Jello Biafra, ex-Dead Kennedys e atual líder do The Guantanamo School of Medicine, que levou uma surra de gente que o achava “vendido”. Logo ele que sustenta até hoje uma postura crítica e combativa em relação a certos valores da sociedade, e mantém uma gravadora independente – que garante não dar lucro – só para poder lançar artistas nos quais acredita.

    Beirando os 54 anos, Jello segue promovendo shows explosivos, sem abrir mão das performances inquietas, teatrais e cheias de discursos inflamados. O repertório dos espetáculos é baseado nos dois trabalhos do Guantano School of Medicine: The Audacity of Hype (2009) e EnhancedMethods of Questioning (2011). Os hinos do antigo grupo, como ‘Holiday in Cambodia’ e ‘Nazi Punks Fuck Off’, também são tocados, mas ocupam bem menos espaço no set list do que as composições mais recentes. Afinal, Jello perdeu o controle sobre o catálogo dos  Kennedys para os ex-campanheiros East Bay Ray, Klaus Floride e D.H Peligro. Ainda assim, detém os direitos autorais sobre as músicas que escreveu.

    Fora do palco, Eric Baucher (nome verdadeiro de Jello) é um tiozinho simpático e educado. Apesar de, em ação, agir como se tivesse usado alguma substância alucinógena, afirma categoricamente que seu único vício é a paixão por vinis. O gosto pelos bolachões é tanto que Jello até perguntou se existiria a possibilidade de alguma loja de discos abrir para ele garimpar long plays depois da apresentação. Se o antigo formato fonográfico mora no coração do veterano cantor, a política corre em seu sangue. O militante do Partido Verde dos Estados Unidos (sigla pela qual já concorreu a prefeitura de São Francisco, Califórnia) sabe que é preciso alimentar o espírito punk com informação. E faz questão de deixar isso explícito falando de modo calmo, articulando bem suas palavras. Foi assim que ele tentou se expressar no trajeto do aeroporto Salgado Filho até o hotel onde ficou hospedado em Porto Alegre, mesmo com o barulho gerado pelo caos urbano. 

    Você é considerado uma lenda do punk rock. Na sua concepção, o que é ser punk de verdade hoje em dia?

    Jello Biafra – Eu estou me lixando sobre o que é e o que não é ser um punk de verdade. Para mim, o espírito punk é o mesmo dos hippies contra a guerra do Vietnã, dos Beatniks e de outros movimentos radicais que lutam por algum tipo de mudança positiva. Investir em um sistema de trens eficiente e educar as pessoas para usá-lo poderia ser um punk (Jello estava preso no tráfego e avistou os trilhos di trensurb). Assim, poderíamos entrar nos trens e ir até a cidade rapidamente. Agora, estamos aqui sentados, presos no que parece ser um engarrafamento do caralho (a entrevista foi feita durante o trajeto que Jello fez do aeroporto até o hotel, no centro de Porto Alegre, por volta das 17h45min). O tempo que perdemos aqui poderíamos estar procurando por vinis. Isso é triste! (risos)

    E sobre o cenário punk atual, qual a sua opinião?

    Jello Biafra – Não há UMA cena punk! O que existe são cenas diferentes. É algo muito grande, não há uma única cena.

    Nem mesmo no undergound?

    Jello Biafra – Também não existe só um underground, mas vários. Há pessoas que são da cena pop punk comercial, outras que estão de maneira pesada no hardcore ou no anarquismo… ou em muitas outras vertentes entre essas que citei. Não estou falando sobre o espírito punk. Quero dizer: o lado mais político e consciente do hip-hop se encaixa melhor no punk do que letras como ‘a garota me deu um fora’ ou gente que se veste como Sid Viscious, mas soa e age como integrante de boy band. Não quer dizer que o pop punk seja ruim. Mas eu mantenho bandas desse tipo longe do meu stereo assim que percebo tratar-se de uma versão ruim do NOFX. Ao invés de soarem como o NOFX, esses grupos parecem o Eagles com guitarras barulhentas.

    É uma boa visão do punk na atualidade.

    Jello Biafra – Na verdade, não. Só quero dizer que não podemos falar sobre ‘a’ cena, pois é algo amplo demais. É como falar sobre o cenário rock. O que isso significa? Não é só separar por estilo, mas pelo que é feito em cada cidade, em cada país. De qualquer maneira, eu escuto diversos tipos de música sem me preocupar se é ou não punk. Talvez as pessoas digam que não há nada bom no punk, que o estilo morreu junto com o Darby Crash (vocalista do The Germs encontrado morto por overdose de heroína quando tinha 22 anos). Seria bom criticar menos e sair da própria sala para lutar por mudanças. Outra resposta pode ser a de que a cena é você que faz. Sou feliz por meu gosto musical transitar em várias direções. Gosto de buscar artistas desconhecidos, procurar algo que venha de países inexplorados. Assim, qualquer música que eu não tenha ouvido com meus próprios ouvidos soará automaticamente nova. Eu estou sempre interessado em descobrir novos sons. O problema é levar para casa muitos vinis trazidos de lugares por onde passo e depois não ter tempo para ouvir tudo (risos).

    Como você vê o legado deixado pelo Dead Kennedys?

    Jello Biafra – Eu não gasto muito meu tempo olhando para o passado. Sou um pessoa da atualidade, e não retrô. E isso deve ficar evidente pelo show que faremos hoje à noite (a entrevista foi feita na tarde de 27 de março, antes do show em Porto Alegre). Com certeza, algumas pessoas querem ver o Jello Biafra do Dead Kennedys. Mas agora eu tenho  uma nova banda (Jello Biafra and The Guantanamo School of Medicine), com novas composições. Eu escrevi a maior parte das músicas do Dead Kennedys, então, eu não esqueci como criar bons sons. A fonte de onde isso vem é sempre punk. Mesmo quando tentamos ultrapassar os limites musicais do gênero e o misturamos a outros estilos, fazendo experiências. O Dead Kennedys não soa como uma banda punk normal. Isso é engraçado, porque éramos ferozes demais para os fãs das bandas de garagem e muito estranhos para alguns, mas não todos, os punks. Boa parte das pessoas que vão aos shows agora e que eram admiradoras do DK irão gostar do Guantanamo School of Medicine… mesmo que não haja a intenção de fazer a banda nova parecer o Dead Kennedys. Certos sons simplesmente brotam da minha mente, porque é o jeito que eu escrevo música. Eu sou muito orgulhoso do que fiz com o Dead Kennedys. Muitas pessoas ainda são inspiradas pelas ideias de que você não está sozinho e que está ok ser radical e atacar o sistema capitalista opressor sem ser um idiota. É algo muito legal e gratificante que o público ainda tenha isso como inspiração, mesmo que as canções tenham sido escritas há cerca de 30 anos. Há muita gente nova nos shows do Guantanamo, não só gente do tempo do DK. É uma grande mistura de gerações. Em Buenos Aires, São Paulo e Curitiba, por exemplo, havia muita gente com, digamos, metade da minha idade.

    Você é um artista prolífico, sempre envolvido com projetos interessantes. Por exemplo: o LARD (banda com e Al Jourgensen e Paul Barker, do Ministry), as contribuições com o D.O.A e o Nomeansno (ambas do Canadá), os trabalhos com o The Melvins, além dos álbuns de spoken words. Algum desses outros projetos está em atividade? Recentemente você gravou uma música com o D.O.A novamente, certo?

    Jello Biafra – Não foi a mesma coisa. Nós não ficamos na mesma sala escrevendo a música. Joey (Shithead, voz e guitarra do D.O.A) enviou a faixa por arquivo digital e eu apenas coloquei minha parte do vocal. A letra é dele e fala sobre respeito e inspiração tirados do movimento Occupy Wall Street. Eu tenho uma música sobre esse assunto também, chama-se ‘Shockupy’.

    Sobre a série de vídeos What Would Jello Do, que você disponibiliza na web. Quando começou e qual o objetivo?

    Jello Biafra – Por que eu preciso de um objetivo? Por que diabos não posso apenas fazer algo (risos)? Foi uma alternativa que encontrei por não ter mais tempo para os shows de spoken words. Eu havia esquecido quanto tempo e energia uma banda suga das outras coisas que curto fazer. Gosto de fazer algumas declarações de tempo em tempo, mas não de blogar. Não sou bom de sentar e escrever bastante. Eu teria de escrever uma longa carta para o presidente Obama, por exemplo. Alguns escritores e jornalista conseguem isso em um dia, mas eu talvez precisasse de um mês. Escrevo devagar e isso é estressante. Uma maneira de dar vazão as palavras que quero espalhar é ligar a câmera, sem ensaio, e gravar. É por isso que existem tantos erros nas gravações (risos).

    Soa natural… é apenas o Jello e sua sinceridade.

    Jello – Sim! Quem deu a ideia foi uma amiga (Jane Hamsher) que mantém um blog importante sobre políticaem Washington. Às vezes, ela também aparece em noticiários de TV como comentarista. Há alguns anos ela trabalhou na produção do filme Natural Born Killers (Assassinos por Natureza), no qual ajudou a colocar uma música do Lard na trilha sonora. Ainda antes disso, era uma estudante universitária que frequentava shows do Dead Kennedys e de outras bandas. Ela queria que eu colaborasse com o blog, algo que eu realmente queria fazer, mas…
    Ela não gosta do fato de eu ser uma pessoa ‘não-digital’, apesar de ter meu computador. Então, Jane me deu uma câmera durante um jantar e disse: ‘tome, faça algo com isso!’. Eu fiz! Até trouxe comigo a camiseta que uso nos vídeos, caso eu tenha alguma ideia para gravar. Porém, há tempos não tenho uma. O que eu aprendi de negativo com o ‘What Would Jello Do’ é que mesmo não querendo ser um comentarista de política famoso, é preciso fazer os vídeos com frequência. E isso toma tempo. O ideal seria gravar diariamente. Pelo menos eu consigo espalhar meus pensamentos doentios e germes por meio da minha arte. Uma das grandes frustrações na minha vida é que sou muito devagar para finalizar algo. Eu nunca tenho tempo suficiente pra realiar tudo que quero fazer. São muitos riffs que não sei o que fazer, muitas letras que nunca termino… é uma loucura!

    O ex-Dead Kennedys e suas performances teatrais

    É verdade que você carrega sempre um gravador para registrar os momentos de inspiração e não esquecer as ideias legais que tem?

    Jello Biafra – Sim, está ali atrás na van! Tenho feito isso desde 1977. Eu achava que perderia a ideia, por isso a coloco para fora. Isso virou um pé no caso… buscar o que há nas fitas (que são muitas) e encontrar o que fazer com tudo isso leva tempo. Mas, isso funciona para mim.

    Você caminha pelas ruas com o gravador, feito um louco registrando algo em que está pensando?

    Jello Biafra – Geralmente eu não carrego o gravador todo o tempo. Às vezes, me arrependo de não estar com ele. Outras, estou com ele e não tenho ideias. Tenho duas pilhas com cerca de 200 e 400 fitas cada. Eu não fico preocupado de não ter mais ideias. Até porque os americanos estão sempre agindo como idiotas e esse é outro motivo que faz com que eu sempre tenha inspirações.

    Vamos falar sobre a Alternative Tentacles, sua gravadora. Você fundou no fim dos anos 70, certo?

    Jello Biafra – A Alternative Tentacles lançou o primeiro single do Dead Kennedys, ‘California Über Alles’. Eu escolhi o nome e o East Bay Ray (ex-guitarrista do Dead Kennedys) trabalhou duro para fazer e vender alguns discos. Éramos nós dois, mas ele resolveu sair quando percebeu que a gravadora não seria grande e nem faria dinheiro fácil. Foi a melhor coisa que ele fez para mim em anos!

    Hoje em dia, com a Internet e outras ferramentas digitais relacionadas à música, ainda vale a pena manter um negócio desse tipo?

    Jello Biafra – É parte da minha alma, preciso de uma gravadora. A razão é que vários artistas percebem que leva muito tempo para se tornar uma banda de verdade só com Myspace, Facebook ou algum outro site. Eles querem sair e tocar para as pessoas, mas não querem correr atrás do dinheiro para gravar os próprios discos sem serem pagos por isso. Os artistas veem nas gravadoras uma maneira de tirar um peso das costas. As pessoas enxergam a Alternative Tentacles como uma oportunidade de conseguir espaços para tocar. Ter uma gravadora hoje em dia é diferente de como era antes. Eu me pergunto regularmente: “devo continuar?”. Acredito que sim! É um pé no saco, só dá prejuízo, mas ainda é bom. Prefiro isso a ficar sentado aplicando na bolsa de ações, contando cada centavo e me tornando lentamente uma pessoa insanamente gananciosa como o ex-guitarrista do Dead Kennedys. Isso me dá um exemplo muito negativo do tipo de pessoa que podemos nos tornar. Prefiro olhar para trás e pensar ‘uau, quantos trabalhos legais eu ajudei a lançar’. Muitos deles talvez nem tivessem saído sem a ajuda da Alternative Tentacles.

    E sobre sua paixão por vinis. Costuma comprar LPs por todos os lugares por onde passa?

    Jello Biafra – É meu único vício! Eu nunca fui usuário de drogas. Se fosse, provavelmente estaria morto como outros viciados que conheci. Música, especialmente vinil, é minha perdição. Isso é ruim às vezes, pois cômodos inteiros da minha casa têm discos pelo chão, pelas paredes. Minha mãe era bibliotecária, então eu tenho uma memória bibliotecária.

    Você já trabalhou com artistas de gêneros diferentes, como Sepultura, Brujeria, Offspring, Nomeansno, The Melvins… Costuma ouvir essas bandas? O que tem ouvido atualmente?

    Jello Biafra – Eu mudo todo dia. Como não estou sempre com meu mp3 player eu não posso dizer o que estou ouvindo hoje. Além disso, costumo ouvir o que toca nos ambientes onde estou. Obvio que sou fã de todas as bandas da minha gravadora.

    Li em uma entrevista antiga sobre um problema que você tem no joelho. Está tudo ok agora?

    Jello Biafra – Não é uma doença. Fui atacado por valentões que acharam que eu era um vendido. Ironicamente, alguns meses antes eu havia sido ridicularizado pelos ex-membros gananciosos do Dead Kennedys por não ser vendido. Foi um período desagradável na minha vida. O joelho nunca mais será o mesmo, mas está melhor. Foram ossos quebrados, ligamentos e meniscos rompidos… mas não dói com frequência, apesar de ficar inchado depois dos shows.

    Sabe algo sobre a política brasileira?

    Jello Biafra – Eu sei o nome da presidente (Dilma Rousseff) e que ela é a escolhida de Lula para ser sua sucessora. Tenho a impressão que algumas pessoas amam muito o Lula e outros acham que ele é como Obama, que prometeu muitas coisas e não cumpriu. Eu ouvi e li que a economia brasileira está bem melhor do que costumava ser. Porém, isso cria um conjunto particular de problemas. Ainda continua existindo pobreza, ainda existe poluição. Muitos países viram-se destroçados com a descoberta de petróleo. Isso por que certas pessoas roubam dinheiro e preferem uma ditadura para poderem se aproveitar ainda mais. É um desastre para o meio-ambiente. De tempos em tempos notícias chegam à América sobre as queimadas na floresta tropical Amazônica e os assassinatos de ativistas ecológicos. Recebo poucas e esparsas informações sobre isso. Visualmente, desde a primeira vez que estive aqui, em 1992, parece que muita coisa mudou. Há muito mais dinheiro sendo gasto. Em cidades como São Paulo, há prédios enormes, construções por todos os lado, esses corredores pequenos (vias alternativas e corredores de ônibus)… coisas que parecem com o filme mudoMetropolis, de Fritz Lang. Leva tanto tempo para sobrevoar São Paulo quanto dirigir em grandes cidades mundo afora.

    O que acha de músicos entrando em eleições para cargos públicos, como Randy Blythe (vocalista do Lamb of God)? Ele disse recentemente que deve candidatar-se à presidência dos Estados Unidos.

    Jello Biafra – Eu não ouvi nada sobre isso. Já tivemos presidentes tão ruins que músicos não podem ser tão piores… mas nunca se sabe. Eu me preocupo com o fato de celebridades usarem sua fama para conquistar poder político, como o Arnold Schwarzenegger. Nesses casos, eles não sabem o que fazer quando chegam lá. Por exemplo: todo mundo tem medo do ‘exterminador’, menos os membros do seu partido que o criticam por não ser tão direitista. Ele quis ser presidente, então tentou mudar a constituição. A possibilidade de ele ser presidente dos EUA realmente me assusta. Cuidado se um austríaco quiser dominar o mundo! Depois de todas as batalhas e de incompetentes tentando fazer algo positivo no estado da Califórnia, acho que os eleitores decidiram eleger uma estrela de cinema com o pênis no lugar do cérebro.

    Qual sua avaliação sobre a administração do presidente Obama?

    Jello Biafra – De alguma maneira ainda é muito perigosa. Eu não votei em Obama porque, quando senador, ele frequentemente votava da maneira que Bush queria. Ele é definitivamente uma criatura das corporações. Eu realmente me pergunto o que ele quer da vida. É um homem com ótimo discurso. O que ele fez foi dar a Wall Street tudo o que ela quis. Ele tem um ego tão grande que quis virar presidente com 47 anos. Tinha que ser Obama, pois seus olhos estavam na história. Mas o que ele queria que a história fosse? Acho que, de todas as suas falhas, a que mais me assusta é ele não trazer nenhum criminoso de guerra do regime Bush para julgamento. É preciso julgar e prender essas pessoas antes que eles consigam ainda mais poder e ninguém possa detê-los.

    Postado originalmente em Radioputzgrila.com.br

     
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