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  • carames 10:00 em 18/04/2015 Link Permanente | Resposta
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    Entrevista exclusiva com Jim Bessman, autor da biografia dos Ramones 

    jim bessmanPassados quase vinte anos após os Ramones seguirem caminhos distintos, o legado da banda permanece vivo e sua relevância é mais do que presente em incontáveis blogs e publicações dedicados ao assunto.

    Encontrar um livro que trate da banda não é nada difícil (independente do idioma ou país de origem) conforme a lista a seguir denuncia: “Gabba Gabba Hey!” e Adios Ramones (Argentina); Hey Ho Let’s Go e On the Road With The Ramones (Estados Unidos); Heaven Needed A Lead Singer e Rock in Peace (Finlândia); Gabba Gabba Book e Ramones Sniffing Poster (Itália) além das biografias dedicadas aos integrantes: Coração Envenenado (Dee Dee Ramone), I Slept with Joey Ramone (Joey Ramone), Commando (Johnny Ramone) e Punk Rock Blitzkrieg (Marky Ramone).

    Mas se você era fã da banda antes da metade dos anos 1990 a realidade era outra. As poucas informações disponíveis dependiam de revistas especializadas (nem sempre com dados corretos) até que em 1993 Jim Bessman lançou Ramones: An American Band, feito com a colaboração dos integrantes da banda.

    Seguindo a mesma linha narrativa (algumas incluindo a famosa lista de shows ao final do livro ou o catálogo de singles e discos editados pelo quarteto) as biografias que viriam a seguir bebem da fonte de Bessman. A produção de cada disco, a troca de integrantes e o famoso atrito motivado por uma namorada são contados em seu livro com detalhes e de forma pioneira.

    Abaixo você confere um bate papo com o autor (hoje colaborador do Examiner.com) onde ele conta um pouco dos bastidores desta obra que, infelizmente, tende a permanecer inédita no Brasil.

    ramones - an american bandSequela Coletiva: Como você conheceu a banda e como começou a trabalhar com eles?
    Jim Bessman: Não diria que comecei a trabalhar com a banda (já que não me pagaram para escrever o livro e a idéia foi minha), mas exceto por Dee Dee todos eles colaboraram. Quando consegui o acordo para o livro – o que exigia a concordância dos demais – comecei a ‘trabalhar com eles’, embora os conhecesse desde final dos anos 1970 quando eles foram pela primeira vez para Madison (Wisconsin), de onde sou e onde escrevi sobre eles três ou quatro vezes antes de mudar para Nova Iorque.

    SC: Como surgiu a idéia de escrever um livro sobre eles? De quem foi a idéia e como você se envolveu?
    JB: Tive esta idéia alguns anos antes de conseguir um acordo. Levei para um amigo editor que não topou na época e uns anos mais tarde acabou me procurando. Eu queria lançá-lo desde que os conheci um pouco melhor, e não achava que mais ninguém pudesse fazê-lo – e que eles podiam nunca ter o reconhecimento que mereciam. Por sorte eu estava errado.

    SC: Houve alguma interferência dos membros da banda no resultado final?
    JB: Joey, que era provavelmente mais meu amigo, não gostou e foi muito frio comigo por anos. Dee Dee, com quem eu tinha amizade, desde o começo não colaborou e se tornou bem hostil. Acho que foi porque estava escrevendo seu próprio livro. John foi muito legal a respeito. Tommy e Marky também.

    SC: Considero seu livro como a Bíblia dos Ramones, e se parece com uma, é coincidência?
    JB: Gostei disso mas só posso dizer que embora a capa seja brilhante, não foi minha idéia. O título foi, mas o design é do editor James Fitzgerald.

    SC: Muitos dos livros lançados mais tarde são mais do mesmo em relação ao seu pois ele tornou-se a principal referência a respeito dos Ramones. Existe algum plano de autalizá-lo com os últimos anos da banda?
    JB: Boa pergunta. Foi difícil publicá-lo para começar, e com todos os livros desde então, se torna difícil conseguir relançá-lo. Portanto, agora, não tenho nenhum plano.

    SC: Desde 1993 vários livros a respeito dos Ramones foram lançados, alguns deles em português. Alguma chance de tradução do seu?
    JB: Acho que não cabe a mim traduzi-lo, já que a editora detém os direitos. Foi traduzido para japonês e alemão.

    SC: Como a perda dos membros originais (Dee Dee, Joey, Johnny e Tommy) impactou sua vida?
    JB: Depois que o livro saiu minha relação com a banda esfriou, mais ainda depois que se separaram. Fiquei muito triste com suas mortes, claro. Foram trágicas do ponto de vista que eram todos relativamente jovens – e, evidente, que eram muito importantes para mim como fã e escritor.

    SC: Parece que o sucesso só veio após a separação da banda. Você concorda? Porque?
    JB: Sim e não. Eles sempre foram bem sucedidos o suficiente para continuar lançando discos, excursionando e vendendo merchandise – um belo feito para uma banda que não vendia muitos discos e tocava tão pouco na rádio. Mas eles aproveitaram, mesmo que brevemente, o reconhecimento após o término graças a sua indução ao Rock and Roll Hall of Fame, o reconhecimento de Joey e o aumento e reconhecimento adequado de sua imensa influência para jovens artistas que vieram depois. E ainda, músicas como “Blitzkrieg Bop” e “I Wanna Be Sedated” se tornaram hinos.

    SC: Você atualmente é um colaborador da Examiner.com, como é seu trabalho lá?
    JB: Sou um dos centenas de colaboradores. Acredito que o leitor deva julgar meu trabalho por si próprio. Tudo que posso dizer é que como os Ramones e todo o resto, faço o melhor que posso sobre aquilo realmente me importo.

    SC: Para terminar, que legado os Ramones nos deixaram?
    JB: Inicialmente grande música, claro, e a auto-realização de que você não precisa seguir as convenções e ser virtuoso ou fotogênico para ser um rock star, isto por si só é uma contribuição positiva para cultura.

     
  • carames 10:00 em 30/08/2014 Link Permanente | Resposta
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    Livro – Gabba Gabba Book! Notizie ramoniche dal 1976 al 2004 (2005) 

    ramones gabba gabba book-0Em Ramones Sniffing Poster, lançado em 2013, o italiano Marco Zuanelli em parceria com Martino Simona contou a história dos Ramones a partir de pôsters das incontáveis turnês feitas em seus 22 anos de carreira.

    Gabba Gabba Book! Notizie ramoniche dal 1976 al 2004 lançado em 2005 também é um exercício de resgate. Um excepcional trabalho de garimpo feito em inúmeras publicações – revistas como Dynamo!, Metal Shock, Raro, Rock Sound e Ciao 2001.

    Exceção feita por 1976 (com matérias em publicações francesas) o restante dos recortes é exclusivo de material italiano a partir de 1977, ano em que os italianos descobriam a música do quarteto a partir da coletânea Punk Collection.

    Além das inúmeras matérias, também foram incluídas peças publicitárias usadas para divulgar cada lançamento e as respectivas resenhas dos discos de estúdio, ao vivo, coletâneas e solos até 2004 – culminando com a cobertura da morte do guitarrista Johnny Ramone.

    O acabamento é de luxo e a edição é cuidadosa, daquelas que apenas quem conhece a obra da banda poderia oferecer. Obra feita de fã para fã, mais um item obrigatório na estante dos ramonesmaníacos. Editora Pintore, 324 páginas, em italiano.

     
  • carames 10:00 em 19/04/2014 Link Permanente | Resposta
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    Livro – Ramones Sniffing Poster 2013 

    2013-10-08 Ramones Sniffing PosterNos últimos tempos as camisetas dos Ramones são tema de uma grande polêmica a exemplo do que acontece com outras bandas que caíram na graça do grande público.

    Fãs mais fervorosos não escondem a insatisfação ao perceber que um sem número de desavisados passaram a usar roupas com a ‘marca’ Ramones – muitas vezes sem saber sequer que se trata de uma banda.

    Na contramão desta corrente, alguns colecionadores se empenham em manter vivo o legado da banda. Com honras, destacam-se dois fãs italianos responsáveis pelo livro Ramones Sniffing Poster.

    A idéia executada com maestria compila posters do quarteto punk ao longo da carreira. Cartazes promocionais de shows, discos e filmes são apresentados em impressão de alta qualidade em uma seleção invejável.

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    Nem só de fotos é feito o livro de Marcos Zuanelli e Martino Simona. Textos em italiano e inglês trazem depoimentos de Arturo Vega, John Holmstrom, Monte Melnick, Richie Ramone, CJ Ramone, Daniel Rey, George DuBose entre outros.

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    Revistas e pôsters brasileiros também fazem parte da compilação lançada em 8 de outubro de 2013 – aniversário de CJ e Johnny Ramone e data que marcou também o lançamento do primeiro álbum solo de Richie Ramone. Espressione Editore, 320 páginas, em italiano e inglês.

     
  • carames 10:00 em 18/02/2014 Link Permanente | Resposta
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    Entrevista exclusiva com Craig Leon, produtor do disco de estréia dos Ramones 

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    Crédito: Site oficial de Craig Leon


    A história já é um tanto conhecida: entre 2 e 19 de fevereiro de 1976 os Ramones gravaram no estúdio Plaza Sound em Nova York (ao custo de meros 6400 dólares) 14 músicas que somadas tem 28 minutos e 53 segundos e que fariam parte de seu primeiro lançamento.
    A mixagem foi feita da mesma forma que os discos dos Beatles nos anos 1960, baixo no canal esquerdo e guitarra no direito com bateria e vocal misturados no meio.

    A foto da capa, simples mas incomum para época, mostrava quatro outsiders do Queens em Nova York vestindo calças jeans surradas e jaquetas de couro, mesmo visual de rua usado por eles no palco (ao contrário de astros de hard rock que se produziam/fantasiavam antes das apresentações).

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    Crédito: Roberta Bayley


    As fotos feitas inicialmente não agradaram o selo que acabou pagando 125 dólares a Roberta Bailey que os clicou em frente a um muro em uma rua próxima ao CBGB’s (clube onde fizeram seus primeiros shows e que seria lendário para cena punk). Além da capa, suas fotos foram usadas na divulgação da banda.

    O disco lançado em 23 de abril daquele ano vendeu apenas 7 mil cópias mas acabou entrando para história não pela vendagem mas por ser um marco definitivo estabelecendo: ANTES e DEPOIS dos Ramones.

    Nesta entrevista exclusiva o produtor deste clássico, Craig Leon, fala destes temas e também dos recentes relançamentos que tem sido feitos com diferentes reedições, principalmente dos primeiros álbuns.

    Nascido em Miami a 7 de janeiro de 1952, ele ainda desmente a versão que muitas biografias dão de que as demos produzidas por Marty Thau seriam decisivas para o pouco tempo e baixo orçamento das sessões.

    No currículo de produtor, além dos Ramones, Leon trabalhou com, Blondie, Luciano Pavarotti, Richard Hell & The Voidoids, Suicide, Andreas Scholl, James Galway e Cassell Webb e tem ainda vários trabalhos como compositor.

    craig-leonSequela Coletiva: Como Você se tornou produtor do primeiro disco dos Ramones?
    Craig Leon: Eu trabalhava como responsável por Artista & Repertório para um pequeno selo (Sire Records). Eu vi a banda tocando no CBGB e os levei para o selo. Quando eles assinaram eu produzi o disco como parte do meu trabalho.

    SC: Os temas das músicas dos Ramones eram bastante incomuns naquela época. Você ficou surpreso com elas?
    CL: De forma alguma. Eu gostei muito das letras deles.

    SC: Você acreditava em 1976 que os Ramones se tornariam uma banda importante?
    CL: Sim. Pq? Porque eles éram ótimos.

    SC: No começo, o selo ofereceu contrato para apenas um single. Como você convenceu-os a reconsiderar e oferecer contrato para um disco?
    CL: Disse que poderia gravar um disco inteiro pela quantia que eles queriam gastar pra fazer um ou dois singles. Meu chefe disse que se conseguisse fazer isto poderia gravar um álbum. Então foi o que fiz.

    SC: Quem na banda era responsável por tomar decisões?
    CL: Tommy era o líder da banda e inventor de sua identidade visual (junto com Arturo Vega). Acho que ele tomava as decisões pelo grupo.

    SC: E quem era o cara mais engraçado?
    CL: Todos.

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    Revista Rockscene (set/1976): divulgação do disco de estréia da banda

    SC: É sabido que a banda não tinha muito conhecimento técnico em como tocar os instrumentos. Como eles lidaram com isto?
    CL: Ensaiamos um pouco para deixar a banda no ponto para gravar. É um mito que eles tocaram ao vivo no estúdio sem preparação. Não funciona desta maneira.

    SC: Isto atrapalhou as sessões de alguma forma?
    CL: Não. Eles estavam completamente preparados para fazer as gravações quando nós fomos para o estúdio.

    SC: A mixagem do disco é bem conhecida por ter baixo e guitarra em canais diferentes. O que pode nos dizer sobre isto?
    CL: A respostas está nas prensagens inglesas das primeiras gravações dos Beatles.

    SC: De onde veio a idéia de gravar desta forma?
    CL: Eu amava os Beatles do início e trabalhei numa sessão que George Martin fez pouco antes de eu trabalhar com os Ramones. A banda também amava essas sessões.

    SC: Qual o papel das demos produzidas por Marty Thau em 1975 para o resultado final do disco?
    CL: Quase nenhum. Quando meus chefes ouviram aquelas demos, quase decidiram não assinar com a banda. Prometi que o primeiro disco dos Ramones não se pareceria em nada com aquelas demos.

    SC: O Ramones sempre enfrentou dificuldades em estúdio durante a carreira, pois os produtores não sabiam como trabalhar uma banda como eles. No entanto, você fez uma obra prima já na primeira oportunidade. Como conseguiu isto?
    CL: Odeio ser presunçoso mas eu sabia o que estava fazendo. Continuo sabendo. Os outros citados, não.

    SC: Outro grande momento a respeito deste disco está relacionado com a capa. Como foi decidido usar a foto de Roberta Bayley ao invés das feitas inicialmente?
    CL: Você tem que perguntar isso a Toni Scott (Wadler) que fez aquele trabalho. Não sei nada a respeito. Exceto que pedi que a capa invocasse o espírito do primeiro Fugs, o que aconteceu.
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    SC: Existe alguma foto da sessão original que se tornou conhecida depois da escolha da foto de Roberta?
    CL: Acho que não, mas de novo… Não sei muito sobre esta parte do projeto.

    SC: Mickey Leigh (irmão de Joey) reinvindica em seu livro algum crédito nas gravações. Você lembra dele nas sessões?
    CL: Ele estava lá. Era o roadie da banda.

    SC: Você interferiu na escolha de que músicas se tornariam single?
    CL: Sim. Bastante.

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    Revista Rockscene (jul/1976): cobertura da curta sessão de gravação.

    SC: Antes de assinar com a Sire Records os Ramones já haviam feito várias músicas. Tem alguma das canções incluídas nos discos posteriores que você gostaria de ter gravado neste primeiro?
    CL: A banda escolheu as músicas para o disco. Era direito deles fazer isto. Apoio a escolha.

    SC: Você foi consultado sobre algum dos recentes relançamentos?
    CL: Não, e isto é triste. Os relançamentos dos Ramones sonoramente são terríveis. Tanto Ed Stasium quanto eu coçamos a cabeça tentando imaginar porque os idiotas que estão relançando estes discos não perguntam nossa opinião a respeito dos discos que produzimos.

    SC: Na sua opinião, porque este disco não vendeu tanto mas influenciou tantas gerações?
    CL: Vendeu o suficiente com o passar dos anos. A Sire não tinha estrutura para vender a banda.

    SC: Qual sua canção favorita no primeiro disco e porque?
    CL: Todas. São grandes músicas. Porque? Por ser 100% eles.

    SC: Qual sua opinião a respeito da produção dos outros discos?
    CL: Gosto muito do trabalho de Ed. O disco do Spector é uma merda. Ele era um gênio, mas não mais quando produziu a banda. Ficou cada vez pior depois disto.

    SC: Para terminar: Qual o legado que os Ramones nos deixaram?
    CL: Eles representam o fim de uma era – do verdadeiro rock and roll.


     
  • carames 10:00 em 11/01/2014 Link Permanente | Resposta
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    Livro – Rock in Peace: Dee Dee and Joey Ramone 2004 

    Rock in Peace Dee Dee and Joey RamoneQuem conhece a trajetória dos Ramones sabe que a banda era um quarteto no palco mas tinha Monte Melnick – gerente de turnê e Arturo Vega – diretor artístico, como quinto e sexto integrantes (altere a ordem se preferir).

    Se algum fã merece usar o sobrenome ramone e ser adicionado a esta família, sem dúvida é o finlandês Jari-Pekka Laitio-Ramone. Ele mantém um site (http://kauhajokinyt.fi/) atualizado sobre a banda desde 1995 com notícias e informações que nenhum outro – nem mesmo o antigo site oficial da banda – é capaz de fazer frente.

    Fruto de tantas informações em primeira mão e da paixão que tem pelo legado da banda, em 2002 ele lançou Heaven Needed A Lead Singer, tributo ao ídolo Joey Ramone que morrera no ano anterior e que aniversariava na mesma data que Jari-Pekka.

    Rock in Peace: Dee Dee and Joey Ramone é de 2004 e tem mais homenagens a Joey mas honra em muito a memória do ex-baixista Dee Dee Ramone morto em 2002.

    A lista de convidados a deixar depoimento no livro é de respeito: Andy Shernoff, Henry Rollins, Bebe Buell, Lech Kowalski (de Hey is Dee Dee Home), Jerry Only (Misfits), Paul Kostabi (Youth Gone Mad), Arturo Vega, Daniel Rey e Marky Ramone.

    A seleção de ilustrações e fotos são um destaque a parte e mostram Dee Dee em turnê pós-Ramones e o autor visitando o apartamento de Joey durante viagem para o Birthday Bash – tradicional celebração em homenagem ao cantor. Jari-Pekka Laitio-Ramone, 208 páginas, em inglês.


     
  • carames 10:00 em 07/01/2014 Link Permanente | Resposta
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    Entrevista exclusiva com George DuBose, fotógrafo oficial dos Ramones 

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    A parceria entre George DuBose e os Ramones começou quando ele fez as fotos para capa de Subterranean Jungle (1983) e depois disto, suas fotos foram usadas em praticamente todos os discos seguintes da banda – incluindo alguns álbuns solo dos ex-integrantes.

    georgeTodo este trabalho foi retratado no livro I Speak Music Ramones, publicado originalmente em 2008 e em 2013 lançado em português mas ainda sem distribuição no Brasil (Eu Falo Música, que teve colaboração de dois fãs brasileiros: Leo Drumond e Cristiano Viteck).

    No livro ele narra como aconteceu cada sessão de foto e várias curiosidades como a inspiração para capa de Too Tough to Die e Animal Boy e o motivo pelo qual Johnny Ramone gostava de trabalhar com ele.

    Acid Eaters, rara exceção em que suas fotos não foram requisitadas, teve muitas fotos de divulgação a cargo dele.

    Mas nem só de Ramones se resume o trabalho deste grande artista. No currículo, trabalhos com bandas como REM, B-52’s, Tom Waits, Afrika Bambatta e muitos artistas ligados ao Hip Hop.

    A seguir você confere uma entrevista com o fotógrafo que hoje vive na Alemanha e é responsável por algumas das fotos mais emblemáticas da história da música:

    Sequela Coletiva: Como a fotografia entrou na sua vida?
    George DuBose: Eu gostava das aulas de artes no colégio e na faculdade, mas eu não tinha paciência para desenhar e nunca consegui desenhar com realismo. Percebi que tinha a habilidade para “ver” coisas que pareciam legais e poderia fotografá-las.
    Também aprendi que podia tirar fotos em que as pessoas pareciam bem para elas mesmas. Vi uma exposição fotográfica de um fotógrafo do exército no Vietnã e as fotos de baixas de guerra eram aterrorizantes. Soube, naquele momento, que não iria querer fazer aquele tipo de fotos. Eu queria tirar fotos mostrando o melhor das pessoas.

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    The B-52’s (1979)

    SC: Como você começou a trabalhar com os Ramones?
    GD: Conheci Tony Wright, diretor de arte da Island Records, quando ele quis ver as fotos que eu tirei, por conta própria, da B-52’s. Ele usou uma das minhas fotos para capa do primeiro álbum deles. Mais tarde, o empresário dos Ramones, que também empresariava a B-52’s naquele tempo, pediu a Tony para fazer a capa para Subterranean Jungle. Tony me contratou para fazer as fotos. Um ano mais tarde, Johnny me chamou e perguntou se eu gostaria de fazer as fotos para Too Tough To Die, mas ele não havia gostado do que Tony fez em Subterranean Jungle. Eu disse para Johnny que bastava dizer a Tony o que fazer e ele faria.
    Eu devia um favor a Tony e o mantive trabalhando com os Ramones até Halfway to Sanity. Fiz aquela capa sem ele. Johnny me chamou para todas as sessões de fotos depois disso.

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    Animal Boy (1986)

    SC: Como funcionava a dinâmica das sessões e como era definido o que se tornaria capa dos discos?
    GD: A ideia para a capa do disco era definida antes da sessão. Depois da sessão e de receber os filmes de volta do laboratório, eu escolheria uma dúzia de imagens, imprimiria miniaturas e mostraria a Johnny e Joey. Então eles fariam a escolha final. Às vezes, eles apenas me diziam para escolher. Halfway to Sanity foi assim. Escolhi a melhor foto, mas a maioria das tomadas ficou boa.

    SC: Os empresários da banda exerciam alguma influência no que virava capa?
    GD: Na verdade, não. Às vezes, Gary Kurfirst, o empresário, queria usar uma pintura na capa, como em Acid Eaters ou Adios Amigos, mas acho que era para ele poder ficar com os quadros depois que fossem usados como capa dos discos.
    Kurfirst nunca me disse nada a respeito das capas, exceto uma vez, quando me disse que capas melhores venderiam mais discos. Podia tê-lo fotografado.

    SC: Qual foi o seu trabalho mais difícil?
    GD: É Fácil. Michael Monroe and Demolition 23 (nota: Michael Monroe, co-fundador da banda finlandesa Hanoi Rocks). Michael era meu vizinho de prédio e um dia ele me viu com uma pilha de discos dos Ramones. Ele me perguntou sobre eles, e eu disse que era fotógrafo e designer. Ele me pediu para trabalhar em seu próximo disco para o Japão. Levou dois meses e foi o projeto mais difícil em que trabalhei, exceto por “…Ya Know” do Joey.

    SC: O que diferenciava os Ramones de outros músicos, como REM, Tom Waits ou Afrika Bambatta, com quem também trabalhou?
    GD: Os Ramones tinham que trabalhar muito para vender seus discos. Excursionando sem parar. Waits, REM e Bambaataa venderam muito mais discos. Acho que a reputação inicial dos Ramones e músicas sobre cheirar cola desencorajaram muitas pessoas a ouvirem as outras músicas deles.

    SC: Qual a sua capa preferida? Por quê?
    GD: Dos Ramones, Too Tough to Die. Minha foto favorita dos Ramones é a do cogumelo, que deveria ter sido a capa do Acid Eaters.

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    Mushroom (1993)

    SC: Desde 1983, Acid Eaters é o único disco de estúdio sem músicas próprias e sem fotos suas. Alguma relação?
    GD: Não sei mesmo por que isso aconteceu, mas consegui fazer fotos bacanas para a publicidade de Acid Eaters. Gosto de fazer Pop Art ou fotos psicodélicas. Fiz isso por anos e a história completa está em meu livro.

    SC: Você tem um livro que relata sua história com os Ramones. Conte-nos sobre o projeto de lançá-lo em português:
    GD: Eu sabia que os Ramones tinham uma grande quantidade de fãs no Brasil. Leo Drumond e eu estávamos em contato e ele ofereceu a tradução do livro para o Português.

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    I Speak Music (2008)

    SC: Algum projeto de lançar ou exibir outras fotos além das contidas no livro?
    GD: Metade da minha carreira foi fazendo capas de discos para pioneiros do Hip Hop e, sabendo que o Hip Hop não iria durar para sempre, decidi lançar os livros sobre Hip Hop antes de lançar os livros de Rock n’ Roll. Eu tenho mais um livro de Hip Hop sobre artistas do Hip Hop europeu. Em seguida, iniciarei a série de rock, começando com o B-52’s.

    SC: Clem Burke durou apenas dois shows. No entanto, você conseguiu clicá-lo como um Ramone. O que pode nos dizer sobre isso?
    GD: Quando Clem apareceu para a primeira foto publicitária, ele estava vestindo uma camiseta com a logo da Chanel. Eu sabia que ele não iria durar. Também não achei que “Elvis” Ramone fosse um bom nome.

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    Foto promocional com Elvis Ramone (1987)

    SC: Qual impacto da morte de três dos membros originais?
    GD: Fico triste quando morre qualquer pessoa que conheço. Johnny e Joey tiveram câncer, o que é trágico. Dee Dee morreu de uma overdose, e isso é estúpido. Joey e eu éramos mais próximos, e sua morte me deixou mais triste. Além disso, Joey continuava gravando e ajudando outras bandas. Johnny simplesmente se aposentou.

    SC: Qual sua relação com os outros Ramones (Marky, CJ, Tommy e Richie)?
    GD: Marky e eu nos falamos vez ou outra. Vejo seus shows quando ele vem para a Europa. Não tenho contato com CJ. Ele deixava o resto da banda falar. Nunca encontrei com Tommy. Richie escreveu ótimas músicas e só queria sua fatia na divisão do dinheiro das camisetas, uma vez que seu nome estava impresso nelas. Acho que Johnny cometeu um grande erro quando negou a Richie sua cota.

    SC: Na sua opinião, por que os Ramones se separaram?
    GD: Bem, Johnny e Joey com certeza tinham dinheiro o bastante. Fizeram uma fortuna com as vendas de camisetas licenciadas. Acho que Johnny estava irritado porque várias bandas que tiveram o caminho preparado pelos Ramones alcançaram um sucesso maior do que os Ramones jamais tiveram. Creio que Johnny pensou que 20 anos eram o bastante. É preciso tempo para gastar o dinheiro que trabalhou tão duro para ganhar.

    SC: Parece que o sucesso veio depois da banda se separar. Você concorda? Por quê?
    GD: Os Ramones se tornaram uma das bandas de rock mais conhecidas do mundo. A mensagem que eles transmitiram através de sua música tocou vários jovens e essas músicas continuam afetando a vida dos jovens hoje.
    A camiseta com a logo dos Ramones é provavelmente a camiseta mais popular do mundo. Acho que a dos Misfits é a segunda mais famosa.
    Recentemente, vi uma reportagem da CNN em que um jovem no Brasil roubou pessoas num ônibus e estuprou uma mulher. Ele não sabia que havia uma câmera de vídeo próxima ao motorista e todo crime foi filmado. O cara estava vestindo uma camiseta dos Ramones…

    SC: Como foi ser tão próximo de um dos maiores nomes do Rock n’ Roll de todos os tempos?
    GD: Não sou influenciado pela reputação das pessoas. Sou influenciado pelo modo com que essas pessoas famosas reagem às pessoas que encontram. Tenho várias histórias sobre superstars bacanas e outros nem tanto, mas essas histórias dariam outro livro.

    SC: Hoje em dia você vive na Alemanha. Continua trabalhando como fotógrafo? Como passa seu tempo?
    GD: A maioria dos alemães que sabem da minha história acha que sou caro demais para trabalhar com eles. Hoje, as gravadoras fazem os artistas trazerem discos e capas prontas. Com câmeras digitais e um computador, qualquer babuíno pode desenhar uma capa.
    Se a capa ajudará a vender ou refletir a música da banda, é outra história.

    SC: Para encerrar, que legado os Ramones deixaram?
    GD: Os Ramones mostraram ao mundo que música não é sempre uma questão de virtuosidade. Força e emoção são as coisas mais importantes que a música pode transmitir. Ao menos no Rock n’ Roll.

    Colaboraram Homero Pivotto Jr e Leo Drumond.

     
  • carames 10:00 em 26/12/2013 Link Permanente | Resposta
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    Livro – Come As You Are: A História do Nirvana 

    livro - come as you are a história do nirvanaO ano era 1991 e desde o distante final dos anos 1970 com o boom do punk em Nova Iorque e Londres, a música não era sacudida de forma tão relevante.

    A história do Nirvana começa antes disto, é verdade, mas foi com Nevermind que eles foram catapultados para o Hype e estamparam capa de toda e qualquer revista ao redor do globo e tinham suas músicas executadas até em rádio AM nos confins do Brasil.

    No ano seguinte eles lançariam Incesticide, uma compilação com sobras de estúdio e pérolas como Dive e Sliver – incluídas no repertório que apresentaram por aqui no Hollywood Rock somadas aos hits de Nevermind e canções do disco de estréia Bleach.

    As apresentações cada vez mais caóticas (como registradas em 1991 the year of the punk broke) eram reflexo das angústias sofridas por Kurt e efeito colateral pela atenção repentina e vertiginosa que receberam e contribuiriam para o fim prematuro deste mito.

    A cronologia da banda surgida em Aberdeen e radicada em Seattle toma forma em depoimentos sinceros a Michael Azerrad. As várias horas de entrevistas também serviram de base para o documentário About a Son de 2006. Madras Editora, 363 páginas.


     
  • carames 10:00 em 17/12/2013 Link Permanente | Resposta
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    Entrevista exclusiva com Mickey Leigh, autor de I Slept with Joey Ramone 

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    Mickey Leigh passou pelo país recentemente divulgando a versão em português de seu livro (no Brasil sob o título Eu Dormi Com Joey Ramone – memórias de uma família punk rock). Foi extremamente simpático e atencioso com todos que o procuraram nas sessões de autógrafos organizadas em livrarias de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre (nas fotos abaixo) e Caxias do Sul.

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    Com a agenda lotada dada a repercussão dos eventos em jornais, portais web e programas de tv, restou a este humilde blog tentar realizar a entrevista por e-mail. Fui avisado de cara pela divulgação da editora que demoraria, mas se atendido, minhas perguntas renderiam uma das entrevistas mais amplas mesmo considerando veículos oficiais.

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    eu dormi com joey ramoneEis que a espera compensou: começando por um “isto é tudo por hora, retorno pra você com o restante, eventualmente” Mickey respondeu quase todas as perguntas que eu havia enviado. Deixou de fora poucos pontos, mas respondeu o mais relevante para os fãs da banda.

    Já havia lido sua versão original então tentei evitar perguntas que pudessem comprometer a leitura de quem ainda não conferiu a obra – uma das melhores escritas sobre um ramone e que teve a colaboração de Legs Mcneil (Mate-me Por Favor).

    Da mesma forma que no livro que divulga, Mickey foi direto e fez algumas revelações que, no meu caso, foram novidade. Confira abaixo:

    Sequela Coletiva: Esta é a primeira versão de seu livro em outro idioma? O que os fãs brasileiros irão encontrar?
    Mickey Leigh: Não é a primeira versão em outro idioma. Ele já foi publicado na Finlândia e na França. Eles irão encontrar o mesmo que as pessoas encontraram nestas edições: uma história incrível, inspiradora e de apelo universal.

    SC: Os fãs podem esperar algum tipo de atualização em relação ao livro original lançado em 2009? Algo como os bastidores da produção de …ya know por exemplo?
    ML: Não. Ele não é sobre discos na verdade. É sobre irmãos e familias. Como médicos disseram a um cara problemático que ele nunca seria capaz de ser funcional em sociedade, como sua mãe e seu irmão o estimularam depois disto, e como ele chegou ao ápice.

    SC: Como foi produzir Ya Know? Conte-nos sobre a escolha dos músicos**.
    ML: Eu quis pessoas que eram próximas a Joey, aqueles que colaboraram muitas vezes durante a carreira dele, que todos trabalhassem juntos. Então, consegui reunir todos eles e o resultado foi tal como eu esperava. O resultado é uma jóia.

    SC: A versão que Joey and 22 Jacks fizeram para I’ll be with you tonight do Cheap Tricks é uma canção poderosa. Você considerou incluí-la em um álbum solo de Joey?
    ML: Não em um álbum solo propriamente. Quero fazer um álbum com todas estas colaborações. Acho que há o suficiente para um grande disco.

    SC: No último ano três ex-integrantes (CJ, Marky e Richie) excursionaram pelo Brasil e também vários livros foram lançados em português (Na Estrada com os Ramones, Eu Falo Música, Commando e Eu Dormi com Joey Ramone). Como é o interesse dos fãs dos Ramones nos Estados Unidos e na Europa atualmente?
    ML: Não se compara ao interesse na Argentina e Brasil.

    SC: Tivemos recentemente várias coletâneas e diferentes relançamentos dos discos dos Ramones. Os familiares (de Joey, Johnny e Dee Dee) são consultados a respeito destes lançamentos? Quais são os planos para o futuro relacionado ao legado da banda?
    ML: Somente as famílias de Joey e Johnny são consultadas, já que eles foram os únicos dois membros originais que permaneceram até o fim. Este foi o acordo que Johnny e Joey fizeram com Tommy e Dee Dee.

    SC: Existe alguma chance de descobrir uma canção inédita dos Ramones ou mesmo do Joey?
    ML: Qualquer coisa é possível neste mundo.

    SC: Ao invés de canções dos Ramones, no filme CBGB temos duas músicas da carreira solo de Joey. Você foi envolvido na criação do personagem de Joey ou deu algum tipo de suporte?
    ML: Não, não tive envolvimento com isto.

    SC: O que achou do filme?
    ML: Eles fizeram o melhor que puderam.

    *O crédito pelas fotografias é da própria livraria e podem ser conferidas aqui junto com o restante da cobertura fotográfica do evento.
    ** a lista é grande e de respeito. Participaram do disco Ed Stasium (co-produtor de Leave Home, Rocket to Russia, Road to Ruin, Too Tough to Die e Mondo Bizarro), Daniel Rey (produtor de Halfway to Sanity, ¡Adios Amigos! e vários trabalhos solo pós-Ramones), Jean Beauvoir (produtor de Animal Boy) e músicos como Steven Van Zandt (da E-Street Band, de Bruce Springsteen), Andy Shernoff (ex-the Dictators e parceiro de Joey em músicas como I Won’t Let It Happen, Ignorance Is Bliss e It’s Gonna Be Alright) e Richie Ramone (baterista dos Ramones em três discos de estúdio).
    *** colaboraram Homero Pivotto Jr; César Marcelo Caramês, Luciana Thomé e Allen Nunes.


     
  • carames 10:00 em 05/12/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , angus young, biografia, , bon scott, brian johnson, Cliff Williams, companhia editora nacional, let there be rock, malcolm young, Phil Rudd, , Susan Masino   

    Livro – Let There Be Rock A História Da Banda Ac/Dc 

    livro - let there be rockSusan Masino em seu Let There Be Rock narra a trajetória do AC/DC desde os primórdios em Sydney na Austrália até o excelente Back in Black de 2008.

    Lá se vão 15 discos de estúdio e shows antológicos ao redor do mundo (como no estádio do River Plate em 2009) além de garantir um lugar no imaginário coletivo com o uniforme colegial e a dança do pato inspirada em Chuck Berry.

    A perda do vocalista Bon Scott em 1980 e a volta por cima com Brian Johnson e o disco Back in Black, um dos mais vendidos da história da música, são parada obrigatória.

    Hinos não faltam na carreira de Angus, Malcolm e cia: Hells Bells, Back in Black, It’s a Long Way to the Top (If You Wanna Rock ‘n’ Roll), TNT, Dirty Deeds Done Dirt Cheap, Highway to Hell, Jailbreak, You Shook Me All Night Long e Rock ‘n’ Roll Train – e por conta deles a banda garantiu seu lugar no Rock and Roll Hall of Fame em 2003.

    Susan ainda lista a discografia selecionada da banda com singles lançados nos Estados Unidos, Austrália e Reino Unido além dos discos que deste 1975 a banda produz. Companhia Editora Nacional, 254 páginas.



     
  • carames 10:00 em 26/10/2013 Link Permanente | Resposta
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    Livro – Ramones Herederos del Rock’n’roll 1996 

    Ramones herederos del rock'n'roll-0Publicação argentina dedicada aos Ramones no ano de sua separação. Lembrando que Ramones Mania (1991), Gabba Gabba Hey! (1994) e Adios Ramones (1996) antecederam este lançamento fazendo do mercado argentino um dos mais vastos em termos de obras ramônicas.

    Começando com a biografia dos integrantes e dos fiéis escudeiros Monte Melnick e Arturo Vega considerando suas origens e preferências.

    O livro segue com a trajetória da banda disco a disco a partir dos primeiros shows em 1974 e incluindo as passagens pela Argentina até o anúncio da sua dissolução em 1996.

    A seleção de fotos é um ponto que merece destaque, assim como o guia incluído nos capítulos finais do livro com a discografia completa, seleção de bootlegs, coletâneas, singles e clips.

    Marca registrada das obras argentinas, o encerramento tem uma seleção de letras traduzidas. Distal, 82 páginas, em espanhol.

     
  • carames 10:00 em 12/10/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , biografia, , , , CBGB O FILME, , , , , , , , , , , Omnivore Recordings, , , , , , , , , ,   

    LP/CD/DVD – CBGB 2013 

    CBGB_club_facade
    CBGB (o clube, localizado na 315 Bowery) foi inaugurado em dezembro de 1973 e surgiu da idéia de Hilly Kristal em dar abrigo a bandas autorais de Country, BlueGrass e Blues. Kristal acabou enganado pelo Television que nada tinha de bluegrass em seu som e estreou na casa em 31 de março de 1974. Dali por diante vieram Patti Smith, Dead Boys, Talking Heads e tantos outros que consolidaram este como o templo do punk em Nova Iorque.

    cbgb 75 summer festivalOs Ramones fariam sua estréia em 16 de agosto daquele ano e se apresentariam lá em 87 datas, algumas com sessões duplas e na companhia de Blondie, Cramps, Talking Heads e Suicide. Foi lá que em 4 de maio de 1978 Tommy Ramone fez seu último show com a banda. Em 10 de abril de 1979 eles tocariam lá pela última vez.

    Antes disto, em julho de 1975 (dias 16, 17 e 18) um festival de verão promoveria o clube e bandas que estavam ganhando destaque mas ainda não tinham contrato como Ramones, Blondie e Talking Heads.

    No caso dos Ramones, ainda demoraria até janeiro do ano seguinte para assinarem com a Sire Records. Já a casa fecharia as portas em outubro de 2006 com Patti Smith fazendo o último show no dia 15. Hoje, em seu lugar, está a sofisticada loja John Varvatos.

    Hilly Kristal morreria em 28 de agosto de 2007 vítima de câncer de pulmão.

    cbgb_ver5_xlgAnunciado em maio do ano passado, CBGB (o filme) é o retrato na visão do diretor Randall Miller desta cena e principalmente deste cenário icônico (anunciado como 50 mil bandas e um banheiro nojento). Em maio deste ano foram divulgadas imagens da produção que foi lançada oficialmente no dia 11 de outubro de 2013.

    Teve quem reclamasse que os atores não se parecem com os artistas originais (veja o comparativo aqui) e que, diferente do tom trágico que muitos acontecimentos tiveram na vida real, o estilo cartoon do filme alivia o drama das drogas e o amadorismo das bandas naquela época.

    A cena dos Ramones andando por um beco vestindo suas camisetas listradas faz parte do clipe de We Want the Airwaves do disco Pleasant Dreams de 1981 e no período retratado quem dava as cartas na banda eram Johnny/Tommy e não Joey que só ganharia confiança e espaço com a saída de Tommy e a tutoria de Phil Spector (nas gravações de End of The Century em 1980).

    Eles aparecem tocando músicas da carreira solo de Joey (Spirit in my House e I Got Knocked Down, ambas do póstumo Don’t Worry about Me de 2002) e não suas próprias canções. Segundo Brad Rosenberger que co-produziu o filme, apenas os representantes do vocalista morto em 2001 mostraram interesse pela trama. (“We showed the band or representation the film, and for whatever reason, they couldn’t seem to go for it,” says Rosenberger. “The Joey Ramone side – they were fine. There was no animosity. I personally thought it was a lost opportunity.”)

    Por outro lado, perceber que finalmente alguém resolveu retratar este período e esta cena que sempre foi marginalizada pelas rádios e pelo cinema em geral é no mínimo, elogiável. Também é preciso perceber que se fosse Iggy Pop de verdade, seria um documentário e não um filme.

    Exceção pelas músicas de Joey Ramone, as demais são parte da história do CBGB e você dificilmente irá se deparar com uma trilha sonora como esta novamente (Blondie, Dead Boys, Johnny Thunders and the Heartbreakers, Mc5, New York Dolls, Patti Smith, Richard Hell and the Voidoids, Talking Heads, Television, The Police, The Stooges).

    Como dito nos créditos iniciais do filme ‘a maioria dos acontecimentos são verdade’. As primeiras apresentações do Television ou dos Dead Boys estão lá, assim como o incidente em que Johnny Blitz foi esfaqueado ou a famosa camiseta Please Kill Me. As portas e a mesa usadas no cenário pertenceram de fato ao bar e foram emprestadas para as filmagens. As incríveis ilustrações de John Holmstrom que costuram este divertido conto também tem os dois pés na realidade.

    Legs Mcneil se manifestou declarando que o filme foi um erro. Holmstrom, seu antigo parceiro na Punk Magazine, deu o troco dizendo que “não tem nada de bom a dizer a respeito de Mcneil”.

    Ficamos entre procurar defeitos ou aproveitar Mate-me por favor passando diante dos nossos olhos com trilha sonora e tudo. Já fiz a minha escolha.

    Ficha Técnica:
    Omnivore Recordings

    Ramones:
    Joey Ramone – vocal
    Johnny Ramone – guitarra
    Dee Dee Ramone – baixo, backing vocal
    Tommy Ramone – bateria

    Tracklist:
    Lado A:
    01. Talking Heads – “Life During Wartime”
    02. MC5 – “Kick Out the Jams (Uncensored Version)”
    03. New York Dolls – “Chatterbox”
    04. Television – “Careful”
    05. Richard Hell and the Voidoids – “Blank Generation”
    Lado B:
    06. Flamin’ Groovies – “Slow Death”
    07. The Velvet Underground – “I Can’t Stand It”
    08. Wayne County and the Electric Chairs – “Out of Control”
    09. The Count Five – “Psychotic Reaction”
    10. Tuff Darts “All For the Love of Rock ‘n’ Roll” (Live)
    Lado C:
    11. Johnny Thunders and the Heartbreakers – “All By Myself”
    12. The Dictators – “California Sun” (Original Demo)
    13. Dead Boys – “Caught With the Meat in Your Mouth”
    14. Joey Ramone – “I Got Knocked Down (But I’ll Get Up)”
    15. The Laughing Dogs – “Get Outta My Way”
    Lado D:
    16. Blondie – “Sunday Girl” (2013 Version)
    17. The Stooges – “I Wanna Be Your Dog”
    18. Dead Boys – “Sonic Reducer”
    19. The Police – “Roxanne”
    20. Hilly Kristal – “Birds and the Bees”
    CBGB-10-8

    Elenco:
    Josh Zuckerman – John Holmstrom
    Peter Vack – Legs McNeil
    Parker Gant – Baby Hilly
    Arthur Bridgers – Shamai Kristal
    Danielle Shaw – Young Bertha
    Holly Hubbell – Sarah Brown
    B. Todd Johnston – Benjamin Brown
    Tyler Tunney – Judge
    Freddy Rodríguez – Idaho
    Tom Nowicki – Palace Bartender
    Estelle Harris – Bertha Kristal
    Donal Logue – Merv Ferguson
    Max Reinhardsen – Tom Verlaine
    Luke Dressler – Richard Lloyd
    Richard de Klerk – Taxi
    Evan Alex Cole – Richard Hell
    Aaron Munoz – Palace Hotel Manager
    Michael Massee – Officer Stan
    Darin Heames – Bert
    Ahna O’Reilly – Mary Harron
    James Edwards – Psychotic Fan
    Jared Carter – David Byrne
    Dominic Bogart – Michael Sticca
    Mickey Sumner – Patti Smith
    Taylor Hawkins – Iggy Pop
    Joel David Moore – Joey Ramone
    Steven Schub – Dee Dee Ramone
    Julian Acosta – Johnny Ramone
    Caleb McCotter – Wayne County
    Justin Bartha – Stiv Bators
    Bronson Adams – Johnny Blitz
    Vincenzo Hinckley – Da Thug
    Cheetah Chrome – Cabbie
    Kamille Dawkins – Bank Teller
    Blake Shutterly – Female Reporter
    Katherine DuBois – Genya’s Friend
    Juan Piedrahita – Angry Hombre #1
    Richard Marrero – Angry Hombre #2
    Bob Lipka – Ye Ol’ Farmer
    Keene McRae – Sting
    Teddy the Dog – Nathan the Dog
    Malin Akerman – Debbie Harry
    Johnny Galecki – Terry Ork
    Kyle Gallner – Lou Reed
    Ashley Greene – Lisa Kristal
    Rupert Grint – Cheetah Chrome
    Ryan Hurst – Mad Mountain
    Stana Katic – Genya Ravan
    Alan Rickman – Hilly Kristal
    Bradley Whitford – Nicky Gant
    John Deifer – Homeless Person
    Johnathan Staggs – Tommy Ramone




     
  • carames 10:00 em 26/09/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: biografia, , Guerreiros Do Palco, Paul Stenning, , ratm,   

    Livro – Rage Against The Machine – Guerreiros Do Palco 

    Adobe Photoshop PDFFormada em 1991 por Zack de la Rocha (ex-Inside Out), Tim Commerford, Tom Morello (ex-Lock Up) e Brad Wilk o Rage Against the Machine já em seu álbum de estréia no ano seguinte desfilaria a atitude de suas letras e a mistura de rock pesado com rap – sem pickups, o scratch fica a cargo do guitarrista Tom Morello e sua performance peculiar.

    Com Evil Empire (1996), The Battle of Los Angeles (1999) e Renegades (2000) no currículo a banda resolveu separar-se.

    Em setembro de 2000 eles fizeram o que seriam seus últimos shows. Após a separação, Chris Cornell substituiu De La Rocha na formação que foi chamada de Audioslave e teve seus discos exaustivamente executados nas rádios e na MTV.

    Com o fim do Audioslave, já em 2007, o RATM reuniu-se para um tímido retorno até engrenar novamente excursionando inclusive pelo Brasil. São estas e outras histórias que Paul Stenning descreve ao longo de 16 capítulos. Editora Ideal, 224 páginas.



     
  • carames 10:00 em 19/09/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: 365, biografia, , editora sinergia, , miro de melo, Miro de Melo 30 Anos de Rock, ,   

    Livro – Miro de Melo 30 Anos de Rock 

    livro - miro de melo 30 anos de rockEste livro é uma biografia musical sobre o baterista Miro de Melo e de duas bandas do rock nacional – a Lixomania, uma das primeiras bandas punk do país, e o 365, grupo de rock eternizado pelo hit ‘São Paulo’ – música até hoje executada nas rádios brasileiras.

    Com prefácio do escritor Antonio Bivar e repleto de depoimentos e fotos, o livro é dedicado aos fãs e amantes do rock, bem como a todos aqueles que acompanham Miro em sua jornada musical iniciada em 1982.

    Além de prestar homenagem a Miro e a outros personagens que participam dessa história, a ideia do autor é a de contribuir com informações inéditas e relevantes para a história do movimento punk no Brasil e do rock paulista dos anos 80. Editora Sinergia, 86 páginas.


     
  • carames 10:00 em 17/08/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , ai-5, anarquia planetária e a cena brasileira, biografia, , , camisa de vênus, , , , , , , , , , , , , , , , , , , silvio essinger,   

    Livro – Punk, anarquia planetária e a cena brasileira 1999 

    anarquia interplanetária-0Punk, anarquia planetária e a cena brasileira é um cuidadoso estudo de Silvio Essinger explorando a cena punk desde os primórdios na segunda metade dos anos 1970 em Londres e Nova Iorque.

    Foi lá que bandas como Sex Pistols, The Clash, Buzzcocks e, claro, Ramones foram precursores deste movimento social/cultural/musical que atravessaria continentes e transporia hemisférios.

    Já no Brasil, o punk paulista (Inocentes, Cólera, Restos de Nada, AI-5, Garotos Podres e Ratos de Porão), carioca (Coquetel Molotov, Descarga Suburbana, Desespero e Eutanásia) e brasiliense (Plebe Rude e Aborto Elétrico) são extensamente abordados. Não ficam de fora Camisa de Vênus e Replicantes, originados em locais mais improváveis.

    Essinger ainda inclui o revival nos anos 1990 com Green Day, Offspring e Rancid e as influências das primeiras bandas no emergente som grunge.

    A editora 34 apadrinha mais uma grande obra sobre a música a exemplo das biografias do Sepultura e Paralamas do Sucesso mas aqui apresentando um gênero, como feito em Blues, da lama a fama. Editora 34, 224 páginas.




     
  • carames 10:00 em 15/08/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , Barry Pepper, biografia, , bobby kennedy, Greg Kinnear, history channel, jackie kennedy, jfk, john f kennedy, Katie Holmes, ReelzChannel, , ,   

    Série – The Kennedys (2011) 

    thekennedysO assassinato do presidente americano John F. Kennedy já foi tema do célebre JFK de Oliver Stone em 1991. Duas décadas mais tarde The Kennedys apresenta não apenas o presidente e sua esposa Jackie Kennedy (Katie Holmes), mas o cerne de sua família e os bastidores do poder.

    Inicialmente sob a batuta do History Channel, a produção foi atacada e a pressão da família (principalmente da filha de Jackie e JFK, Caroline Kennedy e de María Shriver, sobrinha do ex-presidente e ex-mulher de Arnold Schwarzenegger) fizeram com que o canal desistisse e ela quase não fosse exibida.

    Por fim o canal pago Reelz abraçou a bronca e levou ao ar os 8 episódios que trazem à tona a vida de uma das mais emblemáticas famílias americanas e conhecida não só pela relevância política mas pela série de controvérsias que a envolve. De quebra, foi a maior audiência do canal até então.

    Contestada por alguns historiadores, a série mostra um John Kennedy inseguro quanto a se tornar presidente, tarefa que lhe é dada após a morte do irmão mais velho e sonho frustrado do próprio pai.

    Aliás, cada passo dos irmãos John (Greg Kinnear) e Bobby (Barry Pepper de Bravura Indômita) seria meticulosamente orquestrado pelo patriarca Joseph (Tom Wilkinson, em mais uma produção presidencial, a outra foi John Adams).

    E não foram poucos os problemas que tiveram de enfrentar juntos: Baía dos Porcos, crise dos mísseis de Cuba, luta pelos direitos civis além dos casos extraconjugais de JFK, seu posterior assassinato bem como de seu irmão. Uma reconstituição de época cuidadosa que, entre diversas indicações e prêmios, abocanhou 4 Emmys.

     
  • carames 10:00 em 10/08/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , biografia, , , , Ediciones de La Urraca, , , , , , , , ,   

    Livro – Adios Ramones 1996 

    adios ramones marcelo l gobelloSegundo livro na trilogia de Marcelo Gobello para narrar não só a história dos Ramones, como para contar sua própria saga ao lado dos brothers novaiorquinos.

    Após fazer a cobertura dos shows da banda na Argentina ele acabou amigo e visitando Joey e Marky em suas respectivas casas nos Estados Unidos.

    Foi a ele também que Johnny revelou pela primeira vez a intenção de encerrar as atividades da banda logo após o disco ¡Adios Amigos! (1995) – privilégio requisitado também pelo brasileiro André Barcinski, autor de Barulho (1992), onde também visita Joey em seu apartamento.

    A foto da capa é de outro livro, I Speak Music de George DuBose mas o livro inclui também uma seleção de fotos das passagens do quarteto em terras hermanas e da passagem de Gobello por Nova Iorque e as já citadas entrevistas tornam esta uma grande obra.

    Mais atualizada que Gabba Gabba Hey! (1994), embora fosse apenas um ensaio para Los Ramones, Demasiado duros para morir, sua obra prima. Ediciones de La Urraca, 138 páginas, em espanhol.

     
  • carames 10:00 em 06/08/2013 Link Permanente | Resposta
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    Arturo Vega (13 de outubro de 1948 – 6 de junho de 2013) 

    Arturo-Vega
    Depois das mortes dos ramones Joey, Dee Dee e Johnny, foi a vez de Arturo Vega também partir. Em 6 de junho de 2013 o designer responsável pela logo dos Ramones e por boa parte das camisetas da banda foi vencido pelo câncer.

    Mexicano de origem, nascido em 13 de outubro de 1948, ele foi pra Nova Iorque na primeira metade dos anos 1970 em busca de oportunidade e acabou por tornar-se amigo próximo de Joey e Dee Dee a quem acolheu no início da banda em seu próprio apartamento – a banda chegou a ensaiar no local e lá, Tommy escreveu a letra de Blitzkrieg Bop.

    Sua trajetória e sua importância para o quarteto que hoje conta apenas com Tommy como membro vivo da formação original, está muito bem documentada na biografia I Slept With Joey Ramone de Mickey Leigh, irmão de Joey.

    Arturo, divide com o gerente de turnê Monte Melnick, o posto de ‘quinto’ ramone dada a dedicação que sempre demonstrou à banda e seu legado. A logo criada por ele estamparia não só camisetas como os panos de palco da banda.

    Nos extras do documentário The True Story, ele explica que sua intenção era criar uma marca para banda, algo diferente da imagem caricaturesca que eles tinham até então e que mostrasse o poder de sua música. Nascia aí uma das mais poderosas marcas do mundo da música. Reconhecida por muitos e copiada por outros tantos.

     
  • carames 10:00 em 03/08/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , biografia, , , , editora andrómeda, , , , , , , , , , , ,   

    Livro – The Ramones “Gabba Gabba Hey!” 1994 

    the ramones gabba gabba hey marcelo gobelloPrimeira de um total de três obras que o jornalista Marcelo Gobello dedicou aos Ramones, “Gabba Gabba Hey!” viu a luz do dia em pleno 1994. Àquela altura Acid Eaters recém havia sido lançado e o fim da banda era apenas uma suspeita no horizonte.

    Como padrão de outras obras lançadas pelos hermanos, o livro trazia várias letras traduzidas e a discografia da banda comentada. Neste caso, além dos álbuns oficiais, vários bootlegs foram resenhados oferecendo um serviço de luxo aos fãs.

    Muito antes do fácil acesso a informações oferecido pela web, Gobello fez um trabalho de pesquisa invejável. Uma entrevista feita com Joey em 1991 durante a segunda passagem do quarteto pela Argentina ainda repercutia a saída de Dee Dee e a chegada de CJ.

    Um bom começo para quem anos mais tarde ainda nos brindaria com Los Ramones, Demasiado duros para morir – uma das melhores obras dedicadas aos brothers de Nova Iorque. Andromeda Publications, 112 páginas, em espanhol.

     
  • carames 10:00 em 27/07/2013 Link Permanente | Resposta
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    Livro – Ramones Mania vida, obra y algo mas de una familia feliz 

    ramones-mania-libro-solo-efectivo_MLA-F-3435721288_112012Os Ramones são tão reverenciados na Argentina que Ramones Mania vida, obra y algo mas de una familia feliz foi lançado por lá mesmo antes de An American Band de Jim Bessman (biografia oficial da banda lançada em 1993).

    Era 1991, a banda recém havia lançado Loco Live e preparava-se em estúdio para o que viria a ser Mondo Bizarro (1992). O livro além de um breve histórico do quarteto incluía a discografia comentada e letras traduzidas para boa parte de suas canções.

    O livro ainda inclui entrevistas com Joey, Johnny e CJ colhidas durante sua passagem entre 26 e 28 de abril de 91 com direito a três noites seguidas no Obras Sanitarias.

    Apesar de pioneira, por ter sido lançada tão prematuramente, acaba sendo uma obra incompleta e difícil de encontrar. Em 1993 ele seria relançado alterando a capa – a original reproduzia a arte de Road to Ruin de 1978. Editora AC, 94 páginas, em espanhol.

     
  • carames 15:31 em 20/07/2013 Link Permanente | Resposta
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    Livro – Heaven Needed A Lead Singer Fans Remember Joey Ramone 

    Jari-Pekka Laitio-Ramone Heaven Needed A Lead Singer Fans Remember Joey RamoneJari-Pekka Laitio-Ramone é um dos mais renomados fãs dos Ramones. O finlandês é responsável por um dos principais sites que agregam informações sobre a banda (http://kauhajokinyt.fi/).

    Além de uma imensa fonte de referência para discografia oficial e solo, seu trabalho inclui alguns bootlegs, agenda de turnês e vários posts especiais.

    Mas ele também ficou conhecido pela série de livros que lançou em tributo ao quarteto honrando o formato do it yourself. Nesta primeira obra ele compila depoimentos de fãs e músicos (com prefácio de Marky Ramone e depoimentos de Jello Biafra, Hilly Kristal, Arturo Vega e Legs Mcneil) em homenagem à Joey Ramone, morto em 2001.

    Lançado um ano mais tarde, no dia do aniversário do cantor (19 de maio de 2002) e por coincidência, aniversário também do autor, Heaven Needed A Lead Singer é um interessante retrato da relevância que Joey teve na vida de tantos ao redor do globo. Jari-Pekka Laitio-Ramone, 192 páginas, em inglês.

     
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