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  • paulocarames 10:00 em 13/06/2014 Link Permanente | Resposta
    Tags: , California Über Alles, dead kennedys,   

    Dead Kennedys – California Über Alles 

     
  • paulocarames 10:00 em 20/02/2014 Link Permanente | Resposta
    Tags: bikini kill, , , dead kennedys, Editora Ideal, , jawbreaker, , kathleen hanna, , Porcell, , , Shelter, , Steve Albini, winston smith   

    Livro – Não Devemos Nada A Você 2008 

    livronao-devemos-nada-a-voceLançado inicialmente em 2001, o livro Não Devemos Nada A Você foi reeditado em 2007 e ganhou versão nacional em 2008.

    Compilação de 30 entrevistas publicadas no fanzine Punk Planet entre 1997 e 2007 que inclui expoentes da música independente como Ian MacKaye (Minor Threat e Fugazi), Jello Biafra (Dead Kennedys), Bob Mould (Husker Du), Kathleen Hanna (Bikini Kill, Le Tigre), Black Flag, Thurston Moore (Sonic Youth), Jawbreaker, Sleater-Kinney e Shelter além de artistas como Winston Smith e Art Chantry.

    A obra tem a música como pano de fundo já que o zine tinha interesses muito mais amplos. Entrevistando dos pioneiros do punk, passando por feras da arte e design e abrangendo política e ativismo Daniel Sinker revisita 80 edições e 13 anos de experiência para registrar um panorama interessante e nada mainstream. Edições Ideal, 312 páginas.


     
  • paulocarames 10:00 em 17/08/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , ai-5, anarquia planetária e a cena brasileira, , , , camisa de vênus, , dead kennedys, , , , , , , , , , , , , , , , , silvio essinger,   

    Livro – Punk, anarquia planetária e a cena brasileira 1999 

    anarquia interplanetária-0Punk, anarquia planetária e a cena brasileira é um cuidadoso estudo de Silvio Essinger explorando a cena punk desde os primórdios na segunda metade dos anos 1970 em Londres e Nova Iorque.

    Foi lá que bandas como Sex Pistols, The Clash, Buzzcocks e, claro, Ramones foram precursores deste movimento social/cultural/musical que atravessaria continentes e transporia hemisférios.

    Já no Brasil, o punk paulista (Inocentes, Cólera, Restos de Nada, AI-5, Garotos Podres e Ratos de Porão), carioca (Coquetel Molotov, Descarga Suburbana, Desespero e Eutanásia) e brasiliense (Plebe Rude e Aborto Elétrico) são extensamente abordados. Não ficam de fora Camisa de Vênus e Replicantes, originados em locais mais improváveis.

    Essinger ainda inclui o revival nos anos 1990 com Green Day, Offspring e Rancid e as influências das primeiras bandas no emergente som grunge.

    A editora 34 apadrinha mais uma grande obra sobre a música a exemplo das biografias do Sepultura e Paralamas do Sucesso mas aqui apresentando um gênero, como feito em Blues, da lama a fama. Editora 34, 224 páginas.




     
  • paulocarames 13:53 em 18/08/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , Barulho, , cramps, dead kennedys, Editora Paulicéia, , , , , , , , tad, uma viagem pelo underground do rock americano   

    Livro – Barulho: uma viagem pelo underground do rock americano 

    A melhor forma de definir André Barcinski e sua obra Barulho de 1992 é classificá-los como testemunhas oculares da história.

    No começo da década de 1990 Barcinski fez uma excursão pelos Estados Unidos na cara e na coragem acompanhando Jello Biafra (ex-Dead Kennedys) em seu apartamento e no escritório de seu selo (Alternative Tentacles).

    Assistiu de camarote a um ensaio dos Chili Peppers para a turnê do, segundo ele, pior disco da banda até então – Blood Sugar Sex Magic.

    Visitou Joey Ramone e ouviu em primeira mão as demos do álbum Mondo Bizarro que seria lançado no ano seguinte. Conversou ainda com bandas do calibre de The Cramps e Mudhoney.

    Como se tudo isto não bastasse, foi ao show do Nirvana no Paramount. O show é de longe um dos pontos altos da carreira do Nirvana e flagra a banda em um momento em que vendia cerca de 35 mil discos por dia e mesmo assim, seus integrantes eram rostos desconhecidos do grande público.

    Um registro sem igual no jornalismo musical tupiniquim. Editora Paulicéia, 124 páginas.


     
  • paulocarames 14:48 em 10/06/2012 Link Permanente | Resposta
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    Jello Biafra e o verdadeiro espírito punk 


    Jello no começo do show em POA, vestindo um casaco com as cores da bandeira dos EUA sujo de sangue

             Jello Biafra, ex-vocalista da lendária Dead Kennedys, voltou ao Brasil em março para quatro apresentações com seu novo grupo, o Guantanamo School of Medicine. Em sua passagem por Porto Alegre, conseguimos colar no homem e entrevistá-lo. Durante o bate-papo, o cinquentão afirmou que ainda sabe fazer boas músicas, praguejou ex-companheiros e mostrou-se antenado na política mundial.

     

    Entrevista e texto: Homero Pivotto Jr.

    Vídeos: Homero Pivotto Jr. e Paulo Caramês

    Foto: Nelson Godoy Espindola

    Sustentar pontos de vista fortes e bem fundamentados pode incomodar. Que o diga o lendário vocalista Jello Biafra, ex-Dead Kennedys e atual líder do The Guantanamo School of Medicine, que levou uma surra de gente que o achava “vendido”. Logo ele que sustenta até hoje uma postura crítica e combativa em relação a certos valores da sociedade, e mantém uma gravadora independente – que garante não dar lucro – só para poder lançar artistas nos quais acredita.

    Beirando os 54 anos, Jello segue promovendo shows explosivos, sem abrir mão das performances inquietas, teatrais e cheias de discursos inflamados. O repertório dos espetáculos é baseado nos dois trabalhos do Guantano School of Medicine: The Audacity of Hype (2009) e EnhancedMethods of Questioning (2011). Os hinos do antigo grupo, como ‘Holiday in Cambodia’ e ‘Nazi Punks Fuck Off’, também são tocados, mas ocupam bem menos espaço no set list do que as composições mais recentes. Afinal, Jello perdeu o controle sobre o catálogo dos  Kennedys para os ex-campanheiros East Bay Ray, Klaus Floride e D.H Peligro. Ainda assim, detém os direitos autorais sobre as músicas que escreveu.

    Fora do palco, Eric Baucher (nome verdadeiro de Jello) é um tiozinho simpático e educado. Apesar de, em ação, agir como se tivesse usado alguma substância alucinógena, afirma categoricamente que seu único vício é a paixão por vinis. O gosto pelos bolachões é tanto que Jello até perguntou se existiria a possibilidade de alguma loja de discos abrir para ele garimpar long plays depois da apresentação. Se o antigo formato fonográfico mora no coração do veterano cantor, a política corre em seu sangue. O militante do Partido Verde dos Estados Unidos (sigla pela qual já concorreu a prefeitura de São Francisco, Califórnia) sabe que é preciso alimentar o espírito punk com informação. E faz questão de deixar isso explícito falando de modo calmo, articulando bem suas palavras. Foi assim que ele tentou se expressar no trajeto do aeroporto Salgado Filho até o hotel onde ficou hospedado em Porto Alegre, mesmo com o barulho gerado pelo caos urbano. 

    Você é considerado uma lenda do punk rock. Na sua concepção, o que é ser punk de verdade hoje em dia?

    Jello Biafra – Eu estou me lixando sobre o que é e o que não é ser um punk de verdade. Para mim, o espírito punk é o mesmo dos hippies contra a guerra do Vietnã, dos Beatniks e de outros movimentos radicais que lutam por algum tipo de mudança positiva. Investir em um sistema de trens eficiente e educar as pessoas para usá-lo poderia ser um punk (Jello estava preso no tráfego e avistou os trilhos di trensurb). Assim, poderíamos entrar nos trens e ir até a cidade rapidamente. Agora, estamos aqui sentados, presos no que parece ser um engarrafamento do caralho (a entrevista foi feita durante o trajeto que Jello fez do aeroporto até o hotel, no centro de Porto Alegre, por volta das 17h45min). O tempo que perdemos aqui poderíamos estar procurando por vinis. Isso é triste! (risos)

    E sobre o cenário punk atual, qual a sua opinião?

    Jello Biafra – Não há UMA cena punk! O que existe são cenas diferentes. É algo muito grande, não há uma única cena.

    Nem mesmo no undergound?

    Jello Biafra – Também não existe só um underground, mas vários. Há pessoas que são da cena pop punk comercial, outras que estão de maneira pesada no hardcore ou no anarquismo… ou em muitas outras vertentes entre essas que citei. Não estou falando sobre o espírito punk. Quero dizer: o lado mais político e consciente do hip-hop se encaixa melhor no punk do que letras como ‘a garota me deu um fora’ ou gente que se veste como Sid Viscious, mas soa e age como integrante de boy band. Não quer dizer que o pop punk seja ruim. Mas eu mantenho bandas desse tipo longe do meu stereo assim que percebo tratar-se de uma versão ruim do NOFX. Ao invés de soarem como o NOFX, esses grupos parecem o Eagles com guitarras barulhentas.

    É uma boa visão do punk na atualidade.

    Jello Biafra – Na verdade, não. Só quero dizer que não podemos falar sobre ‘a’ cena, pois é algo amplo demais. É como falar sobre o cenário rock. O que isso significa? Não é só separar por estilo, mas pelo que é feito em cada cidade, em cada país. De qualquer maneira, eu escuto diversos tipos de música sem me preocupar se é ou não punk. Talvez as pessoas digam que não há nada bom no punk, que o estilo morreu junto com o Darby Crash (vocalista do The Germs encontrado morto por overdose de heroína quando tinha 22 anos). Seria bom criticar menos e sair da própria sala para lutar por mudanças. Outra resposta pode ser a de que a cena é você que faz. Sou feliz por meu gosto musical transitar em várias direções. Gosto de buscar artistas desconhecidos, procurar algo que venha de países inexplorados. Assim, qualquer música que eu não tenha ouvido com meus próprios ouvidos soará automaticamente nova. Eu estou sempre interessado em descobrir novos sons. O problema é levar para casa muitos vinis trazidos de lugares por onde passo e depois não ter tempo para ouvir tudo (risos).

    Como você vê o legado deixado pelo Dead Kennedys?

    Jello Biafra – Eu não gasto muito meu tempo olhando para o passado. Sou um pessoa da atualidade, e não retrô. E isso deve ficar evidente pelo show que faremos hoje à noite (a entrevista foi feita na tarde de 27 de março, antes do show em Porto Alegre). Com certeza, algumas pessoas querem ver o Jello Biafra do Dead Kennedys. Mas agora eu tenho  uma nova banda (Jello Biafra and The Guantanamo School of Medicine), com novas composições. Eu escrevi a maior parte das músicas do Dead Kennedys, então, eu não esqueci como criar bons sons. A fonte de onde isso vem é sempre punk. Mesmo quando tentamos ultrapassar os limites musicais do gênero e o misturamos a outros estilos, fazendo experiências. O Dead Kennedys não soa como uma banda punk normal. Isso é engraçado, porque éramos ferozes demais para os fãs das bandas de garagem e muito estranhos para alguns, mas não todos, os punks. Boa parte das pessoas que vão aos shows agora e que eram admiradoras do DK irão gostar do Guantanamo School of Medicine… mesmo que não haja a intenção de fazer a banda nova parecer o Dead Kennedys. Certos sons simplesmente brotam da minha mente, porque é o jeito que eu escrevo música. Eu sou muito orgulhoso do que fiz com o Dead Kennedys. Muitas pessoas ainda são inspiradas pelas ideias de que você não está sozinho e que está ok ser radical e atacar o sistema capitalista opressor sem ser um idiota. É algo muito legal e gratificante que o público ainda tenha isso como inspiração, mesmo que as canções tenham sido escritas há cerca de 30 anos. Há muita gente nova nos shows do Guantanamo, não só gente do tempo do DK. É uma grande mistura de gerações. Em Buenos Aires, São Paulo e Curitiba, por exemplo, havia muita gente com, digamos, metade da minha idade.

    Você é um artista prolífico, sempre envolvido com projetos interessantes. Por exemplo: o LARD (banda com e Al Jourgensen e Paul Barker, do Ministry), as contribuições com o D.O.A e o Nomeansno (ambas do Canadá), os trabalhos com o The Melvins, além dos álbuns de spoken words. Algum desses outros projetos está em atividade? Recentemente você gravou uma música com o D.O.A novamente, certo?

    Jello Biafra – Não foi a mesma coisa. Nós não ficamos na mesma sala escrevendo a música. Joey (Shithead, voz e guitarra do D.O.A) enviou a faixa por arquivo digital e eu apenas coloquei minha parte do vocal. A letra é dele e fala sobre respeito e inspiração tirados do movimento Occupy Wall Street. Eu tenho uma música sobre esse assunto também, chama-se ‘Shockupy’.

    Sobre a série de vídeos What Would Jello Do, que você disponibiliza na web. Quando começou e qual o objetivo?

    Jello Biafra – Por que eu preciso de um objetivo? Por que diabos não posso apenas fazer algo (risos)? Foi uma alternativa que encontrei por não ter mais tempo para os shows de spoken words. Eu havia esquecido quanto tempo e energia uma banda suga das outras coisas que curto fazer. Gosto de fazer algumas declarações de tempo em tempo, mas não de blogar. Não sou bom de sentar e escrever bastante. Eu teria de escrever uma longa carta para o presidente Obama, por exemplo. Alguns escritores e jornalista conseguem isso em um dia, mas eu talvez precisasse de um mês. Escrevo devagar e isso é estressante. Uma maneira de dar vazão as palavras que quero espalhar é ligar a câmera, sem ensaio, e gravar. É por isso que existem tantos erros nas gravações (risos).

    Soa natural… é apenas o Jello e sua sinceridade.

    Jello – Sim! Quem deu a ideia foi uma amiga (Jane Hamsher) que mantém um blog importante sobre políticaem Washington. Às vezes, ela também aparece em noticiários de TV como comentarista. Há alguns anos ela trabalhou na produção do filme Natural Born Killers (Assassinos por Natureza), no qual ajudou a colocar uma música do Lard na trilha sonora. Ainda antes disso, era uma estudante universitária que frequentava shows do Dead Kennedys e de outras bandas. Ela queria que eu colaborasse com o blog, algo que eu realmente queria fazer, mas…
    Ela não gosta do fato de eu ser uma pessoa ‘não-digital’, apesar de ter meu computador. Então, Jane me deu uma câmera durante um jantar e disse: ‘tome, faça algo com isso!’. Eu fiz! Até trouxe comigo a camiseta que uso nos vídeos, caso eu tenha alguma ideia para gravar. Porém, há tempos não tenho uma. O que eu aprendi de negativo com o ‘What Would Jello Do’ é que mesmo não querendo ser um comentarista de política famoso, é preciso fazer os vídeos com frequência. E isso toma tempo. O ideal seria gravar diariamente. Pelo menos eu consigo espalhar meus pensamentos doentios e germes por meio da minha arte. Uma das grandes frustrações na minha vida é que sou muito devagar para finalizar algo. Eu nunca tenho tempo suficiente pra realiar tudo que quero fazer. São muitos riffs que não sei o que fazer, muitas letras que nunca termino… é uma loucura!

    O ex-Dead Kennedys e suas performances teatrais

    É verdade que você carrega sempre um gravador para registrar os momentos de inspiração e não esquecer as ideias legais que tem?

    Jello Biafra – Sim, está ali atrás na van! Tenho feito isso desde 1977. Eu achava que perderia a ideia, por isso a coloco para fora. Isso virou um pé no caso… buscar o que há nas fitas (que são muitas) e encontrar o que fazer com tudo isso leva tempo. Mas, isso funciona para mim.

    Você caminha pelas ruas com o gravador, feito um louco registrando algo em que está pensando?

    Jello Biafra – Geralmente eu não carrego o gravador todo o tempo. Às vezes, me arrependo de não estar com ele. Outras, estou com ele e não tenho ideias. Tenho duas pilhas com cerca de 200 e 400 fitas cada. Eu não fico preocupado de não ter mais ideias. Até porque os americanos estão sempre agindo como idiotas e esse é outro motivo que faz com que eu sempre tenha inspirações.

    Vamos falar sobre a Alternative Tentacles, sua gravadora. Você fundou no fim dos anos 70, certo?

    Jello Biafra – A Alternative Tentacles lançou o primeiro single do Dead Kennedys, ‘California Über Alles’. Eu escolhi o nome e o East Bay Ray (ex-guitarrista do Dead Kennedys) trabalhou duro para fazer e vender alguns discos. Éramos nós dois, mas ele resolveu sair quando percebeu que a gravadora não seria grande e nem faria dinheiro fácil. Foi a melhor coisa que ele fez para mim em anos!

    Hoje em dia, com a Internet e outras ferramentas digitais relacionadas à música, ainda vale a pena manter um negócio desse tipo?

    Jello Biafra – É parte da minha alma, preciso de uma gravadora. A razão é que vários artistas percebem que leva muito tempo para se tornar uma banda de verdade só com Myspace, Facebook ou algum outro site. Eles querem sair e tocar para as pessoas, mas não querem correr atrás do dinheiro para gravar os próprios discos sem serem pagos por isso. Os artistas veem nas gravadoras uma maneira de tirar um peso das costas. As pessoas enxergam a Alternative Tentacles como uma oportunidade de conseguir espaços para tocar. Ter uma gravadora hoje em dia é diferente de como era antes. Eu me pergunto regularmente: “devo continuar?”. Acredito que sim! É um pé no saco, só dá prejuízo, mas ainda é bom. Prefiro isso a ficar sentado aplicando na bolsa de ações, contando cada centavo e me tornando lentamente uma pessoa insanamente gananciosa como o ex-guitarrista do Dead Kennedys. Isso me dá um exemplo muito negativo do tipo de pessoa que podemos nos tornar. Prefiro olhar para trás e pensar ‘uau, quantos trabalhos legais eu ajudei a lançar’. Muitos deles talvez nem tivessem saído sem a ajuda da Alternative Tentacles.

    E sobre sua paixão por vinis. Costuma comprar LPs por todos os lugares por onde passa?

    Jello Biafra – É meu único vício! Eu nunca fui usuário de drogas. Se fosse, provavelmente estaria morto como outros viciados que conheci. Música, especialmente vinil, é minha perdição. Isso é ruim às vezes, pois cômodos inteiros da minha casa têm discos pelo chão, pelas paredes. Minha mãe era bibliotecária, então eu tenho uma memória bibliotecária.

    Você já trabalhou com artistas de gêneros diferentes, como Sepultura, Brujeria, Offspring, Nomeansno, The Melvins… Costuma ouvir essas bandas? O que tem ouvido atualmente?

    Jello Biafra – Eu mudo todo dia. Como não estou sempre com meu mp3 player eu não posso dizer o que estou ouvindo hoje. Além disso, costumo ouvir o que toca nos ambientes onde estou. Obvio que sou fã de todas as bandas da minha gravadora.

    Li em uma entrevista antiga sobre um problema que você tem no joelho. Está tudo ok agora?

    Jello Biafra – Não é uma doença. Fui atacado por valentões que acharam que eu era um vendido. Ironicamente, alguns meses antes eu havia sido ridicularizado pelos ex-membros gananciosos do Dead Kennedys por não ser vendido. Foi um período desagradável na minha vida. O joelho nunca mais será o mesmo, mas está melhor. Foram ossos quebrados, ligamentos e meniscos rompidos… mas não dói com frequência, apesar de ficar inchado depois dos shows.

    Sabe algo sobre a política brasileira?

    Jello Biafra – Eu sei o nome da presidente (Dilma Rousseff) e que ela é a escolhida de Lula para ser sua sucessora. Tenho a impressão que algumas pessoas amam muito o Lula e outros acham que ele é como Obama, que prometeu muitas coisas e não cumpriu. Eu ouvi e li que a economia brasileira está bem melhor do que costumava ser. Porém, isso cria um conjunto particular de problemas. Ainda continua existindo pobreza, ainda existe poluição. Muitos países viram-se destroçados com a descoberta de petróleo. Isso por que certas pessoas roubam dinheiro e preferem uma ditadura para poderem se aproveitar ainda mais. É um desastre para o meio-ambiente. De tempos em tempos notícias chegam à América sobre as queimadas na floresta tropical Amazônica e os assassinatos de ativistas ecológicos. Recebo poucas e esparsas informações sobre isso. Visualmente, desde a primeira vez que estive aqui, em 1992, parece que muita coisa mudou. Há muito mais dinheiro sendo gasto. Em cidades como São Paulo, há prédios enormes, construções por todos os lado, esses corredores pequenos (vias alternativas e corredores de ônibus)… coisas que parecem com o filme mudoMetropolis, de Fritz Lang. Leva tanto tempo para sobrevoar São Paulo quanto dirigir em grandes cidades mundo afora.

    O que acha de músicos entrando em eleições para cargos públicos, como Randy Blythe (vocalista do Lamb of God)? Ele disse recentemente que deve candidatar-se à presidência dos Estados Unidos.

    Jello Biafra – Eu não ouvi nada sobre isso. Já tivemos presidentes tão ruins que músicos não podem ser tão piores… mas nunca se sabe. Eu me preocupo com o fato de celebridades usarem sua fama para conquistar poder político, como o Arnold Schwarzenegger. Nesses casos, eles não sabem o que fazer quando chegam lá. Por exemplo: todo mundo tem medo do ‘exterminador’, menos os membros do seu partido que o criticam por não ser tão direitista. Ele quis ser presidente, então tentou mudar a constituição. A possibilidade de ele ser presidente dos EUA realmente me assusta. Cuidado se um austríaco quiser dominar o mundo! Depois de todas as batalhas e de incompetentes tentando fazer algo positivo no estado da Califórnia, acho que os eleitores decidiram eleger uma estrela de cinema com o pênis no lugar do cérebro.

    Qual sua avaliação sobre a administração do presidente Obama?

    Jello Biafra – De alguma maneira ainda é muito perigosa. Eu não votei em Obama porque, quando senador, ele frequentemente votava da maneira que Bush queria. Ele é definitivamente uma criatura das corporações. Eu realmente me pergunto o que ele quer da vida. É um homem com ótimo discurso. O que ele fez foi dar a Wall Street tudo o que ela quis. Ele tem um ego tão grande que quis virar presidente com 47 anos. Tinha que ser Obama, pois seus olhos estavam na história. Mas o que ele queria que a história fosse? Acho que, de todas as suas falhas, a que mais me assusta é ele não trazer nenhum criminoso de guerra do regime Bush para julgamento. É preciso julgar e prender essas pessoas antes que eles consigam ainda mais poder e ninguém possa detê-los.

    Postado originalmente em Radioputzgrila.com.br

     
  • paulocarames 15:27 em 05/04/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: 25 álbuns essenciais de Punk Rock, angry samoans, avengers, , , , , , , , dead kennedys, descendents, , gang of four, germs, , , , , , , , , , , wire, x,   

    25 álbuns essenciais de Punk Rock 


    Recentemente, o site Yahoo.com fez uma lista com os 25 álbum essenciais de punk, que “deveriam estar na coleção de todo verdadeiro punk rocker”.

    Porém, embora a lista tenha discos e bandas que de fato mereciam ser incluídas, ela deixa de fora alguns clássicos como The Stooges, MC5, Sham 69, Fang, Blitz e Discharge.

    O criador da lista, Rob O’Connor, reconheceu que há diversas bandas e álbuns que deveriam estar na lista, mas alegou que alguns grupos “não foram tão bons além de uma ou duas músicas ou nunca lançaram um álbum definitivo durante sua carreira”. Ele também escreveu que “a maioria da bandas de punk rock lançaram apenas um single, no entanto, as verdadeiras ótimas bandas conseguiram, pelo menos, lançar um álbum”.

    Confira a lista logo abaixo e não esqueça de deixar um comentário contando o que achou.

    01. The Sex Pistols – Never Mind the Bollocks
    02. The Ramones – Leave Home
    03. X – Los Angeles
    04. Dead Boys – Young, Loud and Snotty
    05. Buzzcocks – Singles Going Steady
    06. Misfits – Walk Among Us
    07. Wire – Pink Flag
    08. Minor Threat – Out of Step
    09. Richard Hell and the Voidoids – Blank Generation
    10. Bedlam – Bedlam
    11. X-Ray Spex – Germ Free Adolescents
    12. Johnny Thunders and the Heartbreakers – L.A.M.F.
    13. Gang of Four – Entertainment!
    14. The Clash – London Calling
    15. Bad Brains – Bad Brains
    16. Dead Kennedys – Plastic Surgery Disasters
    17. Suicide – Suicide
    18. Black Flag – Damaged
    19. Descendents – Milo Goes To College
    20. Circle Jerks – Group Sex
    21. Avengers – Avengers
    22. The Damned – Machine Gun Etiquette
    23. The Germs – GI
    24. The Dictators – Go Girl Crazy!
    25. The Angry Samoans – Back From Samoa

    O post original foi publicado aqui

     
    • carames 0:43 em 06/04/2012 Link Permanente | Resposta

      Gosto é gosto… mas minha lista é beem diferente:
      01. Ramones – Ramones
      02. Sex Pistols – Nevermind the Bollocks
      03. The Clash – London Calling
      04. Dead Kennedys – Fresh Fruit for Rooting Vegetables
      05. Stooges – Fun House
      06. MC5 – Kick out the jam
      07. X – Los Angeles
      08. Circle Jerks – Group Sex
      09. Black Flag – Damaged
      10. Bad Religion – Suffer
      11. NOFX – Heavy Petting Zoo
      12. Green Day – Dookie
      13. Exploited – Punk’s not dead
      14. Rancid – …and out come the wolves
      15. Offspring – Smash
      16. Anti-flag – Die for the government
      17. Buzzcocks – Another Music in a different kitchen
      18. GBH – From here to reality
      19. Pennywise – Pennywise
      20. Toy Dolls – Dig that groove baby
      21. Television – Marquee Moon
      22. New York Dolls – Too Much Too Soon
      23. Bad Brains – Bad Brains
      24. Minor Threat – Out of Step
      25. The Dictators – Go Girl Crazy

  • paulocarames 11:14 em 06/03/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , dead kennedys, , Jello Biafra descendo a lenha na Tipper Gore,   

    Jello Biafra descendo a lenha na Tipper Gore 

     
  • paulocarames 0:54 em 24/02/2012 Link Permanente | Resposta
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    Confirmada turnê de Jello Biafra no Brasil em março 


    O portal Zona Punk divulgou hoje a relação de datas da turnê de Jello Biafra e sua The Guantanamo School of Medicine que rola em março no Brasil. Confira as datas confirmadas abaixo:

    24/ Sábado no Beco 203 – SP
    25/ Domingo – no Espaço Cult – Curitiba
    27/ Terça – no Beco de Porto Alegre
    28/ Quarta – no Teatro Odisséia – RJ

    Biafra capitaneou a lendária banda californiana de hardcore Dead Kennedys até 1986. Após deixar a banda ele lançou discos com a banda que deverá acompanhá-lo na turnê e LARD, além de ter lançado uma série de discos intitulados Spoken Words contendo discursos de Biafra.

    Discografia com Dead Kennedys:
    1980 – Fresh Fruit for Rotting Vegetables
    1981 – In God We Trust, Inc. EP
    1982 – Plastic Surgery Disasters
    1985 – Frankenchrist
    1986 – Bedtime For Democracy
    1987 – Give Me Convenience Or Give Me Death


     
  • paulocarames 17:45 em 07/08/2011 Link Permanente | Resposta
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    Green Day eleita a melhor banda de punk rock da história 

    Os leitores da revista Rolling Stone americana escolheram as dez melhores bandas punk da história. Em primeiro lugar ficou o Green Day, deixando pra trás The Clash, Sex Pistols e Ramones, precursores do gênero na segunda metade dos anos 1970.
    Resta saber o critério adotado pelos leitores, já que a banda (certamente a mais bem sucedida comercialmente entre as citadas) adotou visual e sonoridade mais pop do que o hardcore de discos anteriores como Dookie (1994) ao contrário de outros que se mantiveram fiéis ao estilo.

    01 Green Day

    02 The Clash

    03 Ramones

    04 Sex Pistols

    05 Dead Kennedys

    06 Iggy and The Stooges

    07 Black Flag

    08 The Misfits

    09 Social Distortion

    10 Bad Brains

     
  • paulocarames 3:05 em 27/07/2011 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , , , , , , black crowes, , , , , , burzum, , , dead kennedys, , , , , , , , hole, , , , , , , limp bizkit, , , , , , , , , , , , , , , , , significado nome das bandas, , , , ,   

    Origem do nome de algumas, várias, bandas… 

    AC/DC – A irmã de Angus e Malcolm Young, Margaret, criou o nome. Aparentemente ela achou a sigla em um eletrodoméstico, e achou que casava bem com a banda, visto que tinha a ver com eletricidade (AC/DC é um indicativo de corrente contínua e alternada). Depois descobriram que era também uma gíria que designava bissexuais mas já era tarde. São infundadas as versões de que o nome seria uma sigla para Anti-Christ/Dead-Christ (anticristo, cristo morto).
    Aerosmith – O nome Aerosmith não significa absolutamente nada. Foi proposto por Joey Kramer e segundo Steven Tyler foi o único nome entre vários propostos que ninguém odiou.
    Alice In Chains – Paródia masoquista de Alice no País das Maravilhas. A idéia inicial (que nunca chegou a acontecer) era de tocarem covers de Slayer usando vestidos.
    Anthrax – É o nome de um microorganismo desenvolvido para guerra bacteriológica. Ficou famoso após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, quando a banda chegou a cogitar mudar de nome.
    Audioslave – Primeiro, a banda foi batizada Civilian. Mas acontece que já existia uma banda de nome Civilian, e foi preciso procurar outro nome. Chris Cornell (vocalista) sugeriu Audioslave e ninguém na banda ousou discordar. Só que também já existia um Audioslave. Desta vez, a banda resolveu entrar em acordo com a banda homônima para continuar sendo Audioslave. (Colaborou: Leonardo Apolinário)
    B. B. King – Abreviatura para “Blues Boy King”.
    Beastie Boys – Beastie quer dizer animalesco. Porém o nome dessa banda é na verdade um acrônimo para “Boys Entering Anarchistic States Toward Internal Excellence” (Rapazes Entrando em um Estado Anárquico Visando a Excelência Interna).
    Black Crowes – O nome original da banda era Uncle Crowe’s Garden, tirado de historia infantil.
    Black Flag – A bandeira preta é a bandeira dos piratas. É também uma marca de inseticida. Quando Adam Ant tocou na Califórnia, membros da banda distribuiram bottons com os dizeres “Black Flag kills ants!” (Black Flag mata formigas). Ainda segundo Henry Rolins, se inspiraram no nome do Black Sabbath.
    Black Sabbath – Um Sabbath Negro é uma reunião de bruxas e feiticeiras. A banda se chamava Earth e resolveu assumir o nome de uma música composta por Geezer Butler, inspirada em um suspense do novelista Denis Wheatley.
    Blur – A banda na verdade se chamava SEYMOUR porem uma das condições em seu primeiro contrato era de se mudar o nome para um contido em uma lista oferecida pela gravadora. Blur foi escolhido como a melhor opção.
    Bob Dylan – Seu nome verdadeiro é Robert Zimmerman. Achando o nome excessivamente étnico e sendo grande admirador do poeta Dylan Thomas, ele mudou para Bob Dylan.
    Burzum – Significa “Mais Trevas” na língua fictícia inventada por JRR Tolkien para seu livro “O Senhor Dos Anéis”. Essa banda de Black Metal está atualmente desativada pois seu fundador está descansando na penitenciária após ter assassinado Euronymous da banda Mayhem.
    Bush – Alusão a “Sheperd’s Bush”, bairro em Londres.
    CBGB’s – Templo Nova Yorquino para o new wave, punk e thrash. O nome completo do lugar é CBGB and OMFUG, lendo “Country, Bluegrass, Blues and Other Music For Uplifting Gormandizers”.
    Clash – Tirado de manchete do jornal “A Clash With Police”. Paul Simmon teve a idéia e todos concordaram.
    Dead Kennedys – Kennedys mortos era uma alusão aos assassinatos do presidente John Fitzgerald Kennedy e seu irmão senador Robert Fitzgerald Kennedy. Uma citação famosa de East Bay Ray (guitarrista) sobre este assunto: “Um Show dos Dead Kennedys no dia 22 de novembro, aniversário da morte de John Kennedy, não seria de mau gosto? Claro! Mas os assassinatos também não são de mau gosto?”
    Engenheiros do Hawaii – Tudo começou em 1984 na Faculdade de Arquitetura em Porto Alegre, onde o grupo estudava. Existia uma rixa entre o pessoal de arquitetura e engenharia. Os estudantes se envolviam em rixas curriculares, filosóficas, estilos de vidas, etc. Enfim, o pessoal da arquitetura inventou um apelido para acabar com os inimigos. “Todo estudante de arquitetura é meio arrogante, acha que os engenheiros estão abaixo. Tinha um pessoal na engenharia que usava aquelas roupas de surfista, e, para irritá-los, nós fazíamos questão de chamá-los de ‘engenheiros’ e, mais do que isso, ‘engenheiros do hawaii’, que é um paraíso meio kitsch”. Na época, havia uma explosão de bandas punk, todas com nomes heróicos entre elas: Cavaleiros do apocalipse, Virgens Nucleares, Titãs, etc. Disse Humberto: “Sempre me assustou essa coisa heróica da música pop, porque te leva a ser meio semideus. Engenheiros do Hawaii era um nome desmistificador, ninguém nos levaria muito a sério. É um nome que até hoje nos protege de nos encararem como sacerdotes”. (Colaborou: Leandro Silva)
    Exploited – Explorado.
    Faith No More – Fé Nunca Mais. O nome anterior era Sharp Young Men, que depois mudou para Faith No Man quando seu crooner era Mike “The Man” Morris. Quando Morris saiu em 1982, evoluíram para Faith No More.
    Foo Fighters – Gíria originada durante a Segunda Guerra Mundial significando UFO’s (OVNI’s). A palavra Foo é uma corruptela do francês “feu” significando “fogo” ou “fou”, significando “insano”. Dizem que tudo começou quando um grupo de pilotos da aeronáutica tentaram atirar em possíveis UFO’s.
    Green Day – Trata-se de uma referência a maconha. Um dia verde é um dia em que você deixa de fazer suas obrigações para ficar fumando. Também cotado como inspiração, uma placa no filme “Soilent Verde” escrito “Green Day”. A banda se chamava Sweet Children.
    Guns N’Roses – Tirado dos nomes de Tracii Guns e Axl Rose ou de suas respectivas bandas, LA Guns e Hollywood Roses.
    Heavy Metal – Termo criado pelo autor beatnick William Burroughs nos anos sessenta sem nenhuma relação a música. Steppenwolf em “Born to be Wild” é o primeiro a usá-lo, “Heavy Metal Thunder”, referindo-se ao barulho alto do motor das motorcicletas.
    Hole – Frase da mãe de Courtney, “Você não pode seguir com um buraco (hole) na cabeça só porque teve uma infância ruim”.
    Iggy Pop & The Stooges – Iggy adotou este apelido em 64/65 no High School (2º Grau) por conta de ser o baterista da banda The Iguanas. Essa banda chegou a lançar um compacto em 1965. Stooges é homenagem aos Três Patetas (The Three Stooges).
    Iron Maiden – O nome “Iron Maiden” foi tomado do filme “The Man in The Iron Mask”. A “donzela de ferro” é um instrumento de tortura composto de uma caixa repleta de lanças pontiagudas em seu revestimento interior onde o condenado era trancafiado. “Donzela de Ferro” é também um dos apelidos da ex-primeira ministra inglesa Margareth Tatcher.
    Johnny Rotten – “Joãozinho Podre” ganhou seu apelido por causa dos seus dentes poderes.
    Kiss – Significa Beijo. O nome foi escolhido por soar perigoso e sexy. O acrônimo “Knights In Satan’s Service” (“Cavaleiros a Serviço de Satã”) foi uma inteligente e lucrativa maneira para ajudar evangelistas a colocarem o medo de Deus no homem comum.
    Korn – Varias versões propagadas pela própria banda. Referente a lenda urbana sobre um homem que comeu milho estragado e teve diarréia. Corruptela para Kiddy Porn (Pornografia Infantil). Ou não quer dizer nada mas a banda gostou do nome assim mesmo.
    Led Zeppelin – O baterista do the Who, Keith Moon, achou que a banda de Jimmy Page, que ainda se chamava The New Yardbirds, era pesada como chumbo e flutuava como um Zepelim. Daí Lead Zeppelin (Zepelim de Chumbo). Um Zepelin trata-se de um balão dirigível em forma de charuto. Mais tarde o nome foi mudado para Led Zeppelin para não ter dúvidas quanto à pronúncia.
    Limp Bizkit – O nome Limp Bizkit surgiu durante uma conversa entre o vocalista Fred Durst e um amigo que diz que seu cérebro parece um “limp biscuit” (uma bolacha amolecida). Ele gostou da idéia e adotou o nome.
    MC5 – “Motor City Five” são cinco hippies de Detroit, cidade cujo o apelido é Motor City pela pesada industria automobilística existente.
    Megadeth – Depois de sair do Metallica, Dave Mustane formou sua banda e a batizou com um nome inspirado no termo militar “megadeath”. Uma megadeath é a morte de um milhão de pessoas, portanto, exemplificando, a Segunda Guerra Mundial obteve 80 megadeaths.
    Metallica – Lars Ulrich ajudava um amigo bolar o nome de um metal fanzine. Uma das sugestões foi Metallica que não foi aproveitado para a revista. Lars então pegou para ele.
    Motorhead – Cabeçote de motor. Gíria para quem está sempre tomando anfetamina e nome de uma poderosa anfetamina que o vocalista Lemmy usava quando fazia parte da banda Hawkwind. Era também o nome de uma das músicas deste seu primeiro grupo.
    Muddy Waters – Águas Lamacentas. Seu nome é McKinley Morganfield e ganhou seu apelido em uma referência as águas lamacentas do Mississippi de onde ele vem.
    Nirvana – Estado avançado de espírito na cultura hindú.
    Nofx – Forma simplória para “no effects” (“sem efeitos”). Uma banda punk honesta não quer mesmo muita parafernália tecnológica no som.
    Offspring – Tiraram o nome do filme B “The Offspring – They Were Born To Kill” (Os Decendentes – Eles Nasceram Para Matar).
    Pearl Jam – Uma das prováveis origens do nome Pearl Jam tem a ver com uma geleia (jam em inglês) feita pela avó de Eddie Veder (chamada Pearl) cuja composição incluía peyote. Outras versões informam que Pearl Jam seria gíria, significando esporra. Eles quase se chamaram de “Mookie Blaylock” em homenagem a um jogador de basquete.
    Pennywise – Nome do palhaço no livro “It” de Stephen King.
    Pink Floyd – O nome Pink Floyd é a junção dos nomes de dois antigos músicos de Blues, Pink Anderson e Floyd Council (Dipper Boy), que influenciaram Syd Barret. Syd nomeou a banda com o nome de um dos discos da dupla, The Pink Floyd Sound, mais tarde abreviado para Pink Floyd. Por pouco eles não se chamaram de “Anderson Council” ou “Megadeath”.
    Radiohead – Tirado da música “Radio Head” dos Talking Heads.
    Rage Against The Machine – A primeira banda do vocalista Zack De La Rocha se chamava Inside Out, e chegou a lançar um CD. O nome do segunto CD desta banda seria Rage Against The Machine, mas esse segundo CD nunca chegou a ser lançado. Zack então aproveitou o nome para a sua nova banda.
    Ramones – O Beatle Paul McCartney usou o pseudônimo Paul Ramone durante a primeira excursão dos Beatles à Escócia. A banda tomou emprestado dele o sobrenome.
    Rolling Stones – Pedras Rolantes. Brian Jones escolheu o nome por causa da frase “A rolling stone gathers no moss” (Pedras rolantes não criam limo) e da música Rollin’ Stone, ambas frase e canção de Muddy Waters.
    Rush – Estavam todos preocupados pois já tinham uma apresentação marcada porem ainda não tinham nome. O irmão mais velho de John Rustley deu como suggestão Rush.
    Sex Pistols – O nome da banda foi baseado no nome da loja de Malcolm McLaren (Sex). É também uma conotação para o pênis.
    Soulfly – Alma Voa. Max Cavalera homenageou seu afilhado falecido.
    Supergrass – Grass (grama) é gíria para maconha.
    Ultraje à Rigor – Durante uma festa em que se apresentavam, Roger pensou em Ultraje, mas achou punk demais para a época. Resolveu perguntar a Edgard Scandurra (então guitarrista da banda), que chegou no meio da conversa e, sem entender direito a pergunta, disse: “Que traje? O traje a rigor?”
    White Zombie – Título de filme B estrelado por Bela Lugosi.
    ZZ Top – De acordo com o livro “Z.Z Top: Bad and Worldwide”, o nome foi inspirado num poster do bluesman texano chamado Z.Z. Hill. Queriam também um nome que sugerisse o melhor (“top”).

    O post completo e o significado do nome de outras bandas você confere no blog da Putzgrila

     
  • paulocarames 0:56 em 05/06/2011 Link Permanente | Resposta
    Tags: , dead kennedys, fresh fruit for rotting vegetables, , melhores discos punk de estréia, , punk's not dead, , , ,   

    Os 5 melhores discos de estréia (punk) 

    A Ultimate Classic Rock divulgou uma lista com o que considera os 10 melhores álbuns de estréia mas acabou deixando o punk de lado. Justiça seja feita:

    1: ‘Ramones’ – Ramones

    Pedra fundamental do punk. Bastaram 29 minutos de música e três acordes para quatro novaiorquinos do Queens fazerem história.

    2: ‘Nevermind the Bollocks, Here’s The Sex Pistols’ – Sex Pistols

    Influenciados pelos Ramones, Johnny Rotten e cia fizeram um dos melhores discos da história e de quebra afrontaram a realeza britânica.

    3: ‘The Clash’ – The Clash

    Política e incendiária mistura de rock e ska.

    4: ‘Fresh Fruit for Rotting Vegetables’ – Dead Kennedys

    Um petardo contra o governo Reagan e a classe média americana conservadora.

    5: ‘Punk’s not Dead’ – The Exploited

    Resposta dos moicanos escoceses à música new wave do começo dos anos 1980.

     
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