Marcado como: engenheiros do hawaii Ativar/desativar aninhamento de comentários | Atalhos do Teclado

  • paulocarames 10:00 em 10/10/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , , , engenheiros do hawaii, , Nas Entrelinhas Do Horizonte, , ,   

    Livro – Nas Entrelinhas Do Horizonte 2012 

    livro - nas entrelinhas do horizonteHumberto Gessinger tomou gosto pela escrita. Com a regularidade de quem lançava um disco a cada ano, depois de publicar Pra Ser Sincero, 123 variações sobre um mesmo tema (2010) e Mapas do Acaso, 45 variações sobre um mesmo tema (2011) ele lançou este Nas Entrelinhas Do Horizonte em 2012.

    O título remete a letra de Infinita Highway (nas entrelinhas do horizonte desta highway) lançada em 1987 no disco A Revolta dos Dândis – segundo álbum dos gaúchos Engenheiros do Hawaii.

    O mundo é ímpar, não dá para dividi-lo em duas metades iguais” é uma analogia a estrutura do livro, dividido em duas partes.

    Na primeira O Dia Em Que Deixei de Ser Criança com textos novos e a segunda com reedições de textos já publicados no blog que Gessinger atualiza periodicamente. Editora Belas Letras, 160 páginas.

     
  • paulocarames 10:05 em 11/01/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , , , engenheiros do hawaii, , longe demais das capitais, marcelo pitz, , , ,   

    Crie suas próprias músicas dos Engenheiros do Hawaii 


    A brincadeira é do site Mundo Perfeito. Você preenche diversos campos de um formulário e está apto a escolher entre três versões de letras Gessingerianas.

    A brincadeira serve apenas para lembrar que, no dia 11 de janeiro de 1985, os Engenheiros do Hawaii faziam seu primeiro show (do qual Humberto Gessinger declara no livro Pra Ser Sincero não lembrar com muitos detalhes). Deste show em diante a banda realizaria outros tantos Brasil afora, no Japão e Estados Unidos.

    Depois de 27 anos e vinte e tantos discos lançados a banda continua sendo a principal referência do rock gaúcho e Humberto Gessinger, um dos principais letristas do rock nacional. Hoje à noite deve rolar uma twittcam para celebrar a data com Gessinger interpretando músicas da sua carreira.


     
    • cherrybo 15:08 em 19/01/2012 Link Permanente | Resposta

      O ponei é puto

      O ponei é puto
      O puto não come ninguém
      O ponei levou um peido na unha
      O puto não come ninguém

      Bis

      Qualquer boneca , seja bizarra
      Bancos de memória, bancas de revistas
      E o joÃO é calvo
      E você está salvo
      Um barco . Um
      Um segundo eterno.
      É bocejar no inferno.
      É torcer em beleza.
      É em tristeza.
      boneca bizarra
      O ponei é puto
      O puto não come ninguém

      Repita 109 vezes até derreter seu cérebro.

    • cherrybo 15:10 em 19/01/2012 Link Permanente | Resposta

      Atrás de um peido

      Não importa se só come

      O joÃO já sabe
      Somos um ponei sem infância
      Atrás de um peido
      Atrás de um barco
      Depois de um trago
      Eu trago um
      E molho a unha
      E moldo a boneca
      Você é bizarra
      sua mãe é bizarra
      que importa um trago

      Bis

      Atrás de um peido
      Atrás de um barco
      Para bocejar
      Para torcer
      Para e fazer estrago
      Depois de um trago

      Repita 94 vezes até ficar loiro(a) e burro(a).

  • paulocarames 3:05 em 27/07/2011 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , , , , , , black crowes, , , , , , burzum, , , , engenheiros do hawaii, , , , , , , hole, , , , , , , limp bizkit, , , , , , , , , , , , , , , , , significado nome das bandas, , , , ,   

    Origem do nome de algumas, várias, bandas… 

    AC/DC – A irmã de Angus e Malcolm Young, Margaret, criou o nome. Aparentemente ela achou a sigla em um eletrodoméstico, e achou que casava bem com a banda, visto que tinha a ver com eletricidade (AC/DC é um indicativo de corrente contínua e alternada). Depois descobriram que era também uma gíria que designava bissexuais mas já era tarde. São infundadas as versões de que o nome seria uma sigla para Anti-Christ/Dead-Christ (anticristo, cristo morto).
    Aerosmith – O nome Aerosmith não significa absolutamente nada. Foi proposto por Joey Kramer e segundo Steven Tyler foi o único nome entre vários propostos que ninguém odiou.
    Alice In Chains – Paródia masoquista de Alice no País das Maravilhas. A idéia inicial (que nunca chegou a acontecer) era de tocarem covers de Slayer usando vestidos.
    Anthrax – É o nome de um microorganismo desenvolvido para guerra bacteriológica. Ficou famoso após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, quando a banda chegou a cogitar mudar de nome.
    Audioslave – Primeiro, a banda foi batizada Civilian. Mas acontece que já existia uma banda de nome Civilian, e foi preciso procurar outro nome. Chris Cornell (vocalista) sugeriu Audioslave e ninguém na banda ousou discordar. Só que também já existia um Audioslave. Desta vez, a banda resolveu entrar em acordo com a banda homônima para continuar sendo Audioslave. (Colaborou: Leonardo Apolinário)
    B. B. King – Abreviatura para “Blues Boy King”.
    Beastie Boys – Beastie quer dizer animalesco. Porém o nome dessa banda é na verdade um acrônimo para “Boys Entering Anarchistic States Toward Internal Excellence” (Rapazes Entrando em um Estado Anárquico Visando a Excelência Interna).
    Black Crowes – O nome original da banda era Uncle Crowe’s Garden, tirado de historia infantil.
    Black Flag – A bandeira preta é a bandeira dos piratas. É também uma marca de inseticida. Quando Adam Ant tocou na Califórnia, membros da banda distribuiram bottons com os dizeres “Black Flag kills ants!” (Black Flag mata formigas). Ainda segundo Henry Rolins, se inspiraram no nome do Black Sabbath.
    Black Sabbath – Um Sabbath Negro é uma reunião de bruxas e feiticeiras. A banda se chamava Earth e resolveu assumir o nome de uma música composta por Geezer Butler, inspirada em um suspense do novelista Denis Wheatley.
    Blur – A banda na verdade se chamava SEYMOUR porem uma das condições em seu primeiro contrato era de se mudar o nome para um contido em uma lista oferecida pela gravadora. Blur foi escolhido como a melhor opção.
    Bob Dylan – Seu nome verdadeiro é Robert Zimmerman. Achando o nome excessivamente étnico e sendo grande admirador do poeta Dylan Thomas, ele mudou para Bob Dylan.
    Burzum – Significa “Mais Trevas” na língua fictícia inventada por JRR Tolkien para seu livro “O Senhor Dos Anéis”. Essa banda de Black Metal está atualmente desativada pois seu fundador está descansando na penitenciária após ter assassinado Euronymous da banda Mayhem.
    Bush – Alusão a “Sheperd’s Bush”, bairro em Londres.
    CBGB’s – Templo Nova Yorquino para o new wave, punk e thrash. O nome completo do lugar é CBGB and OMFUG, lendo “Country, Bluegrass, Blues and Other Music For Uplifting Gormandizers”.
    Clash – Tirado de manchete do jornal “A Clash With Police”. Paul Simmon teve a idéia e todos concordaram.
    Dead Kennedys – Kennedys mortos era uma alusão aos assassinatos do presidente John Fitzgerald Kennedy e seu irmão senador Robert Fitzgerald Kennedy. Uma citação famosa de East Bay Ray (guitarrista) sobre este assunto: “Um Show dos Dead Kennedys no dia 22 de novembro, aniversário da morte de John Kennedy, não seria de mau gosto? Claro! Mas os assassinatos também não são de mau gosto?”
    Engenheiros do Hawaii – Tudo começou em 1984 na Faculdade de Arquitetura em Porto Alegre, onde o grupo estudava. Existia uma rixa entre o pessoal de arquitetura e engenharia. Os estudantes se envolviam em rixas curriculares, filosóficas, estilos de vidas, etc. Enfim, o pessoal da arquitetura inventou um apelido para acabar com os inimigos. “Todo estudante de arquitetura é meio arrogante, acha que os engenheiros estão abaixo. Tinha um pessoal na engenharia que usava aquelas roupas de surfista, e, para irritá-los, nós fazíamos questão de chamá-los de ‘engenheiros’ e, mais do que isso, ‘engenheiros do hawaii’, que é um paraíso meio kitsch”. Na época, havia uma explosão de bandas punk, todas com nomes heróicos entre elas: Cavaleiros do apocalipse, Virgens Nucleares, Titãs, etc. Disse Humberto: “Sempre me assustou essa coisa heróica da música pop, porque te leva a ser meio semideus. Engenheiros do Hawaii era um nome desmistificador, ninguém nos levaria muito a sério. É um nome que até hoje nos protege de nos encararem como sacerdotes”. (Colaborou: Leandro Silva)
    Exploited – Explorado.
    Faith No More – Fé Nunca Mais. O nome anterior era Sharp Young Men, que depois mudou para Faith No Man quando seu crooner era Mike “The Man” Morris. Quando Morris saiu em 1982, evoluíram para Faith No More.
    Foo Fighters – Gíria originada durante a Segunda Guerra Mundial significando UFO’s (OVNI’s). A palavra Foo é uma corruptela do francês “feu” significando “fogo” ou “fou”, significando “insano”. Dizem que tudo começou quando um grupo de pilotos da aeronáutica tentaram atirar em possíveis UFO’s.
    Green Day – Trata-se de uma referência a maconha. Um dia verde é um dia em que você deixa de fazer suas obrigações para ficar fumando. Também cotado como inspiração, uma placa no filme “Soilent Verde” escrito “Green Day”. A banda se chamava Sweet Children.
    Guns N’Roses – Tirado dos nomes de Tracii Guns e Axl Rose ou de suas respectivas bandas, LA Guns e Hollywood Roses.
    Heavy Metal – Termo criado pelo autor beatnick William Burroughs nos anos sessenta sem nenhuma relação a música. Steppenwolf em “Born to be Wild” é o primeiro a usá-lo, “Heavy Metal Thunder”, referindo-se ao barulho alto do motor das motorcicletas.
    Hole – Frase da mãe de Courtney, “Você não pode seguir com um buraco (hole) na cabeça só porque teve uma infância ruim”.
    Iggy Pop & The Stooges – Iggy adotou este apelido em 64/65 no High School (2º Grau) por conta de ser o baterista da banda The Iguanas. Essa banda chegou a lançar um compacto em 1965. Stooges é homenagem aos Três Patetas (The Three Stooges).
    Iron Maiden – O nome “Iron Maiden” foi tomado do filme “The Man in The Iron Mask”. A “donzela de ferro” é um instrumento de tortura composto de uma caixa repleta de lanças pontiagudas em seu revestimento interior onde o condenado era trancafiado. “Donzela de Ferro” é também um dos apelidos da ex-primeira ministra inglesa Margareth Tatcher.
    Johnny Rotten – “Joãozinho Podre” ganhou seu apelido por causa dos seus dentes poderes.
    Kiss – Significa Beijo. O nome foi escolhido por soar perigoso e sexy. O acrônimo “Knights In Satan’s Service” (“Cavaleiros a Serviço de Satã”) foi uma inteligente e lucrativa maneira para ajudar evangelistas a colocarem o medo de Deus no homem comum.
    Korn – Varias versões propagadas pela própria banda. Referente a lenda urbana sobre um homem que comeu milho estragado e teve diarréia. Corruptela para Kiddy Porn (Pornografia Infantil). Ou não quer dizer nada mas a banda gostou do nome assim mesmo.
    Led Zeppelin – O baterista do the Who, Keith Moon, achou que a banda de Jimmy Page, que ainda se chamava The New Yardbirds, era pesada como chumbo e flutuava como um Zepelim. Daí Lead Zeppelin (Zepelim de Chumbo). Um Zepelin trata-se de um balão dirigível em forma de charuto. Mais tarde o nome foi mudado para Led Zeppelin para não ter dúvidas quanto à pronúncia.
    Limp Bizkit – O nome Limp Bizkit surgiu durante uma conversa entre o vocalista Fred Durst e um amigo que diz que seu cérebro parece um “limp biscuit” (uma bolacha amolecida). Ele gostou da idéia e adotou o nome.
    MC5 – “Motor City Five” são cinco hippies de Detroit, cidade cujo o apelido é Motor City pela pesada industria automobilística existente.
    Megadeth – Depois de sair do Metallica, Dave Mustane formou sua banda e a batizou com um nome inspirado no termo militar “megadeath”. Uma megadeath é a morte de um milhão de pessoas, portanto, exemplificando, a Segunda Guerra Mundial obteve 80 megadeaths.
    Metallica – Lars Ulrich ajudava um amigo bolar o nome de um metal fanzine. Uma das sugestões foi Metallica que não foi aproveitado para a revista. Lars então pegou para ele.
    Motorhead – Cabeçote de motor. Gíria para quem está sempre tomando anfetamina e nome de uma poderosa anfetamina que o vocalista Lemmy usava quando fazia parte da banda Hawkwind. Era também o nome de uma das músicas deste seu primeiro grupo.
    Muddy Waters – Águas Lamacentas. Seu nome é McKinley Morganfield e ganhou seu apelido em uma referência as águas lamacentas do Mississippi de onde ele vem.
    Nirvana – Estado avançado de espírito na cultura hindú.
    Nofx – Forma simplória para “no effects” (“sem efeitos”). Uma banda punk honesta não quer mesmo muita parafernália tecnológica no som.
    Offspring – Tiraram o nome do filme B “The Offspring – They Were Born To Kill” (Os Decendentes – Eles Nasceram Para Matar).
    Pearl Jam – Uma das prováveis origens do nome Pearl Jam tem a ver com uma geleia (jam em inglês) feita pela avó de Eddie Veder (chamada Pearl) cuja composição incluía peyote. Outras versões informam que Pearl Jam seria gíria, significando esporra. Eles quase se chamaram de “Mookie Blaylock” em homenagem a um jogador de basquete.
    Pennywise – Nome do palhaço no livro “It” de Stephen King.
    Pink Floyd – O nome Pink Floyd é a junção dos nomes de dois antigos músicos de Blues, Pink Anderson e Floyd Council (Dipper Boy), que influenciaram Syd Barret. Syd nomeou a banda com o nome de um dos discos da dupla, The Pink Floyd Sound, mais tarde abreviado para Pink Floyd. Por pouco eles não se chamaram de “Anderson Council” ou “Megadeath”.
    Radiohead – Tirado da música “Radio Head” dos Talking Heads.
    Rage Against The Machine – A primeira banda do vocalista Zack De La Rocha se chamava Inside Out, e chegou a lançar um CD. O nome do segunto CD desta banda seria Rage Against The Machine, mas esse segundo CD nunca chegou a ser lançado. Zack então aproveitou o nome para a sua nova banda.
    Ramones – O Beatle Paul McCartney usou o pseudônimo Paul Ramone durante a primeira excursão dos Beatles à Escócia. A banda tomou emprestado dele o sobrenome.
    Rolling Stones – Pedras Rolantes. Brian Jones escolheu o nome por causa da frase “A rolling stone gathers no moss” (Pedras rolantes não criam limo) e da música Rollin’ Stone, ambas frase e canção de Muddy Waters.
    Rush – Estavam todos preocupados pois já tinham uma apresentação marcada porem ainda não tinham nome. O irmão mais velho de John Rustley deu como suggestão Rush.
    Sex Pistols – O nome da banda foi baseado no nome da loja de Malcolm McLaren (Sex). É também uma conotação para o pênis.
    Soulfly – Alma Voa. Max Cavalera homenageou seu afilhado falecido.
    Supergrass – Grass (grama) é gíria para maconha.
    Ultraje à Rigor – Durante uma festa em que se apresentavam, Roger pensou em Ultraje, mas achou punk demais para a época. Resolveu perguntar a Edgard Scandurra (então guitarrista da banda), que chegou no meio da conversa e, sem entender direito a pergunta, disse: “Que traje? O traje a rigor?”
    White Zombie – Título de filme B estrelado por Bela Lugosi.
    ZZ Top – De acordo com o livro “Z.Z Top: Bad and Worldwide”, o nome foi inspirado num poster do bluesman texano chamado Z.Z. Hill. Queriam também um nome que sugerisse o melhor (“top”).

    O post completo e o significado do nome de outras bandas você confere no blog da Putzgrila

     
  • paulocarames 13:20 em 07/05/2011 Link Permanente | Resposta
    Tags: 45 variações sobre um mesmo tema, , , , , engenheiros do hawaii, , Mapas do Acaso, , ,   

    Livro – Mapas do Acaso, 45 variações sobre um mesmo tema 

    “As coisas mudam de nome, mas continuam sendo religiões”. Quem diria que a frase impressa em 1988 no encarte de Ouça o que eu digo, não ouça ninguém acabaria por definir o próprio artista. Seja com os Engenheiros do Hawaii, Gessinger Trio, Pouca Vogal ou ainda, na literatura, o culto gessingeriano permanece inabalado.
    Humberto Gessinger é um artista de trilogias. Quem é fã vai entender: a trilogia das cores, a cada três discos um ao vivo, os discos gerúndios, etc. A mais nova trilogia de Gessinger é literária (e para isto, não estou contando Meu Pequeno Gremista, livro sobre futebol destinado ao público infantil).
    Depois de Pra Ser Sincero, 123 variações sobre um mesmo tema, chegou às livrarias este ano Mapas Do Acaso, 45 Variações Sobre Um Mesmo Tema que serve para que Humberto passe o seu passado a limpo e é, analogamente a um disco de vinil, o lado B da primeira obra.
    Se em sua incursão anterior ele dissecava a trajetória dos Engenheiros do Hawaii, nesta obra o tom é mais intimista. Menos linear e escrito a partir de crônicas, ou melhor ‘notas mentais para uma próxima vida’, o livro não deixa de lado as frases feitas, clichês habituais na composição deste engenheiro há 25 anos na estrada.
    Ponto para letras inéditas incluídas ao final do livro que a exemplo do primeiro, compila a letra de algumas das principais músicas compostas por HG. O projeto gráfico reproduz a já conhecida estética presente nos álbuns do grupo e também em Pra ser sincero. Resta aguardar a seqüência desta trilogia que tem em seu segundo capítulo uma boa opção de leitura, para gessingerianos ou não. Editora Belas Letras, 144 páginas.

    Nota mental para hoje:
    Após vasta divulgação nas redes sociais web afora, Humberto aporta hoje em Santa Maria para divulgação e sessão de autógrafos de seu mais novo livro na Livraria Nobel à partir das 16h e à noite para show do power duo Pouca Vogal.
    Post composto no outono de 2011 utilizando o editor do wordpress.

     
  • paulocarames 1:33 em 12/01/2011 Link Permanente | Resposta
    Tags: , augusto licks, , , , engenheiros do hawaii, , , , revolta dos dândis, ,   

    LP/CD – Engenheiros do Hawaii: A Revolta dos Dândis 1987 

    Em 11 de janeiro de 1985 os Engenheiros do Hawaii faziam seu primeiro show, começando sua trajetória de sucesso. Segundo disco da carreira dos Eng Haw, A Revolta dos Dândis foi lançado em 1987 e registra a banda em um momento de mudança: a sonoridade passa a lembrar menos o SKA do que seu antecessor (Longe Demais das Capitais de 1986); Augusto Licks substituia Marcelo Pitz enquanto Humberto Gessinger dedicava-se ao baixo; Foi o marco inicial da trilogia ‘Cores da bandeira do Rio Grande’ e também da identificação com as engrenagens, marca registrada da banda a partir de então.
    A abertura do disco ficou por conta de A Revolta dos Dândis I que era seguida por Terra de Gigantes cujo clipe ficou bastante conhecido. Ela inicialmente não tinha bateria (fato que preocupava a gravadora pois fatalmente não tocaria nas rádios apesar de seu potencial para fazer sucesso) recebeu uma curtíssima virada de bateria – provavelmente a mais breve na história da música e teve sua letra retirada do encarte do disco em uma espécie de “autosabotagem” do grupo.
    Confirmando a excentricidade que marcaria o álbum, Infinita Highway com seis minutos, apesar de extensa para os padrões radiofônicos, tinha alguns trechos que haviam sido escritos ainda na adolescência de Gessinger e tornou-se definitivamente o hino da banda.
    Refrão de Bolero é uma balada frequente ainda hoje nos sets acústicos da banda e faz com que os músicos sejam frequentemente questionados a respeito de “Quem é Ana?”. O lado A do LP encerrava com a interessante Filmes de Guerra, Canções de amor que sobreviveu ao tempo e batizou o álbum desplugado de 1993.
    O lado B reservava uma sonoridade mais sombria, começando com A revolta dos Dândis II, passando para Além dos Outdoors. Na sequência a arrastada e excelente Vozes contrastava com a veloz Quem tem pressa não se interessa, uma referência ao livro O Ser e O Nada de Jean-Paul Sartre. Por fim a balada rock, Desde Aquele Dia e Guardas da Fronteira (com participação de Julio Reny) encerram o álbum.
    Na reunião de apresentação do disco a impressão dos executivos foi “Esse disco é um Boeing com tanque cheio. Poder ir longe… Se não explodir na decolagem”. Bom, o que explodiu foi a carreira da banda – e no bom sentido.

    Logo abaixo você confere o clipe da já citada Terra de Gigantes e um vídeo via Twitcam feito por Humberto Gessinger poucas horas atrás celebrando o distante 11/01/1985.

    Tracklist da versão CD:
    01.”A Revolta Dos Dândis I” – 4:10
    02.”Terra De Gigantes” – 3:59
    03.”Infinita Highway” – 6:11
    04.”Refrão De Bolero” – 4:34
    05.”Filmes De Guerra, Canções De Amor” – 4:02
    06.”A Revolta Dos Dândis II” – 3:13
    07.”Além Dos Outdoors” – 3:33
    08.”Vozes” – 3:35
    09.”Quem Tem Pressa Não Se Interessa” – 2:27
    10.”Desde Aquele Dia” – 3:30
    11.”Guardas Da Fronteira” – 4:31

    Humberto via Twitcam

     
  • paulocarames 0:33 em 11/10/2010 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , , engenheiros do hawaii, , , , , , , ,   

    A onda das biografias 

    Houve um tempo (pareço velho falando, mas se a vida começa aos 30, recém fiz dois anos, hehe). Vamos de novo… Houve um tempo em que informação era algo dificílimo de se obter. Tome isto no sentido literal, pois durante a ditadura toda informação era controlada e após este período continuou sendo difícil conseguir informação a respeito de qualquer coisa: política, música, literatura, educação, notícias em geral, etc.

    Quero pinçar para este post apenas a questão musical. Nos anos 80 deixamos um pouco de lado a fama de terra do carnaval para tentar ser o país do rock com o Rock in Rio, Hollywood Rock e toda a safra de bandas do rock nacional oitentista. Por outro lado, no tempo do disco de vinil, ficávamos sabendo que um artista havia lançado um álbum vários meses depois do acontecido.

    Com o passar do tempo surgiram revistas que davam conta das últimas notícias mas nada que fosse muito a fundo no que acontecia com as bandas, fossem elas nacionais ou não, e as biografias existentes eram disponíveis somente em versões importadas, para poucos privilegiados com dinheiro e fluência em inglês suficientes.

    Hoje a conversa é outra, muitos discos estão disponíveis na internet antes mesmo de chegarem às lojas além das notícias que, em tempo real, são disseminadas em blogs, fóruns e portais na web. Na contramão disto tudo, um formato secular tem nos últimos anos preenchido uma lacuna e corrigido uma antiga injustiça. Em tempos de celebridades instantâneas e bandinhas de araque feitas por conveniência, é um alívio que tenhamos acesso a tantos títulos que nos deixam a par de tudo aquilo que nos foi negado naquele período.

    E não falo somente da extensa lista (logo abaixo alguns exemplos) de artistas estrangeiros que tiveram sua vida retratada em biografias recentemente lançadas por aqui em bom português. As bandas nacionais também perceberam a chance de preencher a lacuna deixada pela queda na receita com a venda de cds e ocuparam espaço nas prateleiras das livrarias do país.

    Afinal, ao contrário da música que evoluiu existindo hoje em outros suportes (evolução é em primeiro lugar mutação, não obrigatoriamente melhoria) e embora fiquem tentando vender aparatos modernos que prometem fazê-lo, a literatura ainda não encontrou um substituto adequado para o livro impresso.
    Sendo assim, escolha um gênero ou um artista e boa leitura.

    Pra Ser Sincero: 123 variações sobre um mesmo tema (Eng Haw)
    Mapas do Acaso, 45 variações sobre o mesmo tema (Eng Haw)
    Eu Sou Ozzy (Ozzy Osbourne)
    Paralamas do Sucesso, vamo batê lata
    Heavy Metal – A História Completa
    Slash, biografia
    Quando os gigantes caminhavam sobre a terra (Led Zeppelin)
    Let there be rock, a história da banda (AC/DC)
    Kiss, por trás da máscara
    Coração Envenenado, minha vida com os Ramones (Dee Dee Ramone)
    Hey Ho Let’s Go, a história dos Ramones
    Paul Mccartney, uma vida
    Vida (Keith Richards)
    Acorda Hip Hop
    Blues, da lama a fama
    Magia Do Reggae
    Come as you are, a história do Nirvana
    Sexo, drogas e Rolling Stones
    Elvis, a vida na música
    O Diário dos Beatles
    Titãs, a vida até parece uma festa
    Kurt Cobain, fragmentos de uma autobiografia
    Kurt Cobain, mais pesado que o céu
    Não Devemos nada a você
    Marcelo D2, vamos fazer barulho
    O Que é Punk
    The Doors por The Doors
    Ultraje a rigor, nós vamos invadir sua praia
    RPM, revelações por minuto
    Johnny Cash, uma biografia
    Almanaque Do Rock
    A Filosofia do Punk, mais do que barulho
    Fodido e Xerocado, a cena punk revelada
    Mate-me Por Favor, uma história sem censura do Punk
    Ramones: An American Band
    Ramones: Tratamento de Choque
    Commando: the Autobiography of Johnny Ramone
    Ramones: Hey! Ho! Let’s Go! A História dos Ramones
    Ramones: Ramones (33 1/3)
    On the Road with The Ramones
    I Slept with Joey Ramone: A Family Memoir
    Barulho: uma viagem pelo underground do rock americano
    Ramones, the complete twisted history
    Dave Grohl – Nada a Perder
    Pearl Jam – Duas Décadas de Sucesso
    Elvis Presley e a Revolução do Rock
    O Retorno do Rei – a grande volta de Elvis Presley
    Metallica – A Biografia
    Não Devemos nada a Você
    Titãs – a vida até parece uma festa
    Titãs – Caminhos Titânicos
    Rage Against the Machine – Guerreiros do Palco
    Crescendo com os Sex Pistols
    Punk – Anarquia Planetária e a Cena Brasileira
    The New York Dolls – Do Glitter Ao Caos
    Neil Young: Autobiografia

     
    • Mateus 14:43 em 11/10/2010 Link Permanente | Resposta

      Pois é, eu sempre digo que nasci na época errada e depois eu paro pra pensar: de que adiantaria eu ter vinte e tantos anos na década de 80, se naquela época eu talvez não tivesse acesso a um Metallica, Iron e Slayer assim como teria à Legião Urbana, por exemplo.
      Por um lado é preferível ter a modernidade como aliada, fazer uso da disseminação desenfreada e que por vezes banaliza tudo por meio da internet… mas se não somos contemporâneos de épocas “sagradas” (musicalmente falando), pelo menos hoje temos acesso à essas obras que nos proporcionam a cultura que não teríamos 20 anos atrás. é viver no presente pra desfrutar o passado.

    • Heloisa 1:34 em 11/01/2011 Link Permanente | Resposta

      concordo totalmente
      kkkkk

  • paulocarames 3:01 em 01/10/2010 Link Permanente | Resposta
    Tags: 123 variações sobre um mesmo tema, , , , , engenheiros do hawaii, , , Pra Ser Sincero, ,   

    Livro – Pra Ser Sincero, 123 variações sobre um mesmo tema 

    É consideravelmente difícil encontrar uma boa referência bibliográfica que aborde o rock nacional, imagine o rock gaúcho então. As principais fontes de informação sempre foram revistas especializadas e artigos em cadernos de cultura de jornais locais.
    Lançado em 11 de janeiro deste ano, no aniversário do primeiro show da banda, Pra Ser Sincero narra os 25 anos da carreira de Humberto Gessinger e por consequência a saga dos Engenheiros do Hawaii – do começo improvável em 1985 passando pelos primeiros discos, as turnês internacionais e diferentes formações, culminando no recente projeto Pouca Vogal (que além de Humberto conta com Duca Leindecker da Cidadão Quem).
    Em 304 páginas além da história da banda e de seu messiânico líder, contada nas palavras do próprio Gessinger, estão presentes as letras de 123 das principais músicas de sua carreira e uma grande quantidade de fotos e capas de revistas estampadas pelos responsáveis por hinos como Infinita Highway, O Papa é Pop e Longe Demais das Capitais.
    Um registro há muito merecido e aguardado pelos fãs e que segue a máxima Gessingeriana refletindo a temática de seus lançamentos fonográficos: uma composição repleta de clichês e trocadilhos, a identidade visual característica dos Eng Haw e outros tantos detalhes que fizeram deles o maior expoente que o rock gaúcho já teve.
    Parafraseando a nota final do livro, assim como as notas que encerravam os encartes de cada LP da banda,
    Post composto na primavera de 2010 utilizando o editor do wordpress. Editora Belas Letras, 304 páginas.

     
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