Marcado como: hardcore Ativar/desativar aninhamento de comentários | Atalhos do Teclado

  • carames 10:00 em 02/10/2014 Link Permanente | Resposta
    Tags: Alto José do Pinho, , , hardcore,   

    Devotos: Punk Rock, Hardcore Alto José do Pinho 

     
  • carames 10:00 em 23/05/2014 Link Permanente | Resposta
    Tags: , hardcore, ,   

    Pennywise – Society 

     
  • carames 10:00 em 16/05/2014 Link Permanente | Resposta
    Tags: , Cokie The Clown, hardcore,   

    NOFX – Cokie The Clown 

     
  • carames 10:00 em 20/03/2014 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , , , , chuck d, , hardcore, , , John C. Reilly, Johnny Knoxville, matt dillon, , , , , rollins band, , Sleater-Kinney, The Henry Rollins Show, , William Shatner   

    Série – The Henry Rollins Show (2006-2007) 

    the-henry-rollins-showO currículo de Henry Rollins é impressionante e extenso. Além de vocalista do Black Flag e de sua Rollins Band, ele já se aventurou pela literatura (com o livro Get in the Van onde narra sua jornada com o Black Flag de 1981 a 1986 e também colaborou na biografia de Johnny RamoneCommando).

    Como ator participou de várias produções como Pânico na Floresta 2 e Timelapse. Na tv atuou na série Sons of Anarchy e teve um programa onde era o anfitrião e que foi ao ar por duas temporadas.

    No The Henry Rollins Show ele recebeu músicos, atores, diretores e artistas em geral para um bate papo e em muitos casos para fazer um som.

    A lista é de convidados é seleta: Billy Bob Thornton, Chris Cornell, Chuck D, Gene Simmons, Jeff Bridges, John C. Reilly, Johnny Knoxville, Matt Dillon, New York Dolls, Ozzy Osbourne, Rollins Band, Slayer, Sleater-Kinney, The Stooges e William Shatner, entre outros.

     
  • carames 10:00 em 29/03/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: Abduction, , D.R.I., hardcore   

    D.R.I. – Abduction 

     
  • carames 10:00 em 15/03/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , hardcore, Young ' Till I Die   

    7 Seconds – Young ‘ Till I Die 

     
  • carames 11:00 em 12/02/2013 Link Permanente | Resposta
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    Integrantes do Ratos de Porão, Cavalera Conspiracy e Dead Fish formam supergrupo 

    Integrantes do Ratos de Porão, Cavalera Conspiracy e Dead Fish formam supergrupo

    O que acontece quando as baquetas de Iggor Cavalera encontram os pesados riffs de guitarra de Jão e a voz poderosa de Rodrigo? É isso que nós vamos descobrir quando for ao ar este mês na MTV um especial que reúne os caras. A marca Weird resolveu reunir os integrantes do Cavalera Conspiracy (e ex-Sepultura), Ratos de Porão e Dead Fish, além do baixista Santi do Leite Paterno (substituindo Chuck Hipolitho, inicialmente confirmado para participar).

    Os músicos levaram família, amigos e, principalmente, seus instrumentos para uma casa onde passaram alguns dias tocando covers de bandas de peso como Dead Kennedys, Black Flag e Motorhead. E para aumentar a curiosidade de todos, a marca postou um vídeo dos ensaios e de entrevistas com os músicos, mas sem estragar a surpresa de como será o som.

    Para saber mesmo o resultado, teremos que esperar até o dia 14 de Fevereiro (quinta-feira) quando será exibido pela primeira vez na MTV, no programa A CASA Verão MTV, apresentado por Deco e Lucas. Sem horário confirmado, a apresentação irá ao ar à noite e terá uma continuação no dia 16, quando será exibida a festa que rolou durante e depois da apresentação. Assista ao vídeo liberado pela Weird:

    A nota é do TMDQA.

     
  • carames 11:00 em 01/02/2013 Link Permanente | Resposta
    Tags: , Ateus em trincheiras, , hardcore   

    Agrotóxico – Ateus em trincheiras 

     
  • carames 11:00 em 21/12/2012 Link Permanente | Resposta
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    OFF! – Darkness 

     
  • carames 10:47 em 04/12/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , all or nothing, americana, , , blunderbuss, bnegão e os seletores de frequência, , crazy horse, days go by, , grrr, hardcore, heroes, , , , , no money no english, , os melhores discos de 2012, , , , , self-entitled, sintoniza lá, the general strike, , , wrecking ball   

    Os melhores discos de 2012 

    Resolvi aderir de vez a lista de melhores do ano. Mesmo não sendo eclético o bastante para pensar numa lista isenta acredito que com os discos deste ano fica difícil chutar a bola tão fora da meta. Um bom exercício foi pensar nos discos que mais passearam pela minha playlist.

    E você pode conferir também a lista que fiz no ano passado.

    1 – Bruce Springsteen – Wrecking Ball
    Bruce Springsteen - Wrecking Ball

    2 – Jack White – Blunderbuss
    Jack White - Blunderbuss

    3 – Neil Young And Crazy Horse – Americana
    Neil Young And Crazy Horse - 2012-06-05 Americana

    4 – Anti-Flag – The General Strike
    Anti-Flag - The General Strike

    5 – BNegão & Seletores de Frequência – Sintoniza Lá
    Bnegão E Os Seletores De Frequência - Sintoniza Lá

    6 – NOFX – Self-Entitled
    Nofx - Self-Entitled

    7 – Willie Nelson – Heroes
    Willie Nelson - Heroes

    8 – Pennywise – All Or Nothing
    Pennywise - All Or Nothing (Deluxe Edition)

    9 – Ratos de Porão – No Money No English
    Ratos De Porão - No Money No English

    10 – Rolling Stones – Grrr
    Rolling Stones, The - Grrr

    Menção especial para o fiasco do ano:
    The Offspring – Days Go By
    Offspring - Days Go By

     
  • carames 15:17 em 28/09/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , , hardcore, , , Salad Days, The Washington DC Punk Revolution   

    Salad Days: The Washington DC Punk Revolution – Trailer 

     
  • carames 1:13 em 12/08/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , hardcore, ,   

    Inseto Social: Hardcore Tio Bilia 

     
  • carames 1:10 em 10/08/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , cachaça, hardcore, mukeka di rato   

    Mukeka Di Rato – Cachaça 

     
  • carames 15:39 em 08/08/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , , , hardcore, , My Career As A Jerk,   

    Documentário sobre o Circle Jerks será lançado em 25 de setembro 

    My Career As A Jerk– documentário sobre a lendária banda Circle Jerks – será lançado no dia 25 de setembro.

    O filme foi dirigido por David Markey e conta com entrevistas de Keith MorrisGreg Hetson e Lucky Leher, além de outros membros da cena, como J. Mascis (Dinosaur Jr), Henry Rollins (Black Flag) e Brian Baker (Minor Threat, Bad Religion).

    “Eu estava fazendo muito desses shows e não havia uma banda como aquela em Los Angeles”, disse Markey – que afirmou ainda que fazer este filme lembrou-lhe o quão verdadeiramente grande foi o Circle Jerks. Abaixo você confere a obra de arte e um trailer do documentário.

    Fonte: TMDQA

     
  • carames 23:10 em 20/06/2012 Link Permanente | Resposta
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    Olê, Olê, Olê, Olê,… Dead Fish!, Dead Fish! 

    Vocalista Rodrigo Lima em momento voador no Opinião, em Porto Alegre

    Manter uma banda com integridade durante 20 anos ou mais está longe de ser algo fácil. Que fique claro que essa honestidade em estar na ativa por cerca de duas décadas nada tem a ver com sucesso. Ao menos não com aquele que significa vender um número absurdo de discos, tocar incessantemente em rádios, ter fãs histéricas, levar multidões aos shows. O lance é outro. Tem a ver com a capacidade de manter-se relevante, de produzir novidades, de lançar trabalhos com certa periodicidade, de fazer shows, de estar próximo aos fãs. E essas são atividades que o Dead Fish e o Garege Fuzz fazem e sempre fizeram, desde o início de suas carreiras, lá no começo dos anos 90. No dia 14 de junho, os dois grupos se apresentaram em Porto Alegre, no Opinião, mostrando que ainda tem vivacidade e provando a atemporalidade de suas composições.

     

    Para abrir a noite, foram escalados os porto-alegrenses da Campbell Trio. O conjunto é, atualmente, uma espécie de sensação do cenário independente local. Rafa (baixo), André (bateria) e Diego W.P (guitarra e voz) fazem um post-hardcore competente, com músicas trabalhadas. Ao vivo, eles têm presença de palco, mesmo com a pouca trajetória. Ainda assim, em alguns momentos, o show soa um tanto repetitivo. Mas não há dúvidas de que se trata de uma banda com um puta potencial.

    Depois do trio, foi a vez dos santistas do Garage Fuzz. O quinteto Fernando Zambeli (guitarra), Wagner Reis (guitarra), Daniel Siqueira (bateria), Fabrício de Souza (baixo) e Alexandre “Sesper” Cruz (voz) já passaram por Porto Alegre um punhado de vezes. Ainda assim, conseguem sempre, com execuções eficientes, atestar a qualidade de suas músicas. Em alguns momentos, a banda pareceu meio perdida, ou não muito à vontade. Mas os pontos positivos do show foram bem superiores aos negativos. A abertura com ‘Old Red Low Top’ foi um dos acertos. Belos momentos também em ‘Shore of Hope’, Dear Cinammon Tea’, ‘A Mutt Running Nowhere’, ‘After the Rain’  e ‘Dying Trying’. O grupo também apresentou uma nova canção, chamada ‘Warm and Cold’, que deve entrar em um EP previsto para ser lançado em breve. Na primeira tentativa de executar o novo som, a banda não se entendeu e preferiu mandar ‘It’s funny’. Depois sim, tocou a composição que ainda não consta em nenhum de seus trabalhos.

    Enquanto técnicos de som e roadies preparavam o equipamento paro o Dead Fish – que veio lançar na Capital seu DVD ‘Ao Vivo 20 Anos -, a galera já bradava a tradicional saudação: ei Dead Fish, vai tomá no cu! Quando a banda apareceu em cena, porém, o chamamento foi mais brando. Numa pegada meio torcida organizada, o público puxou um sonoro “olê, olê, olê, olê… Dead Fish, Dead Fish”. Foi um belo cartão de visitas! Tanto que o vocalista Rodrigo Lima – que disse estar cansado do bordão autodepreciativo criado por ele mesmo (confira na entrevista no fim da resenha) – lascou com ar de satisfação: “Coisa mais linda! Nunca tinha não tinha ouvido essa!”. Com jogo, ganho ele e os companheiros Alyand (baixo), Phil (guitarra) e Marcão (bateria) promoveram um furacão de insanidade que já virou comum nos shows do grupo. Entre petardos como ‘Não’, ‘Sonhos Colonizados’, ‘Vencedores’, ‘Molotv’, e tantos outros, Rodrigo citou amigos porto-alegrenses (no caso, o cozinheiro Alan Chaves e a banda No Rest – atualmente em mais uma turnê pela Europa). Sobrou até para este que vos escreve fazer uma participação em ‘Fragmentos’. Claro, também não faltaram crássicos do naipe de ‘Sonho Médio’, ‘Bem-vindo ao Clube’, ‘Proprietários do Terceiro Mundo’, Você’, ‘Senhor Seu Troco, ‘A Urgência’ e ‘Queda Livre’.

    Entrevista com Rodrigo Lima:

    Texto: Homero Pivotto Jr.

    Foto: Eduardo Biermann

    Postado originalmente no site da Putzgrila

     
  • carames 14:48 em 10/06/2012 Link Permanente | Resposta
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    Jello Biafra e o verdadeiro espírito punk 


    Jello no começo do show em POA, vestindo um casaco com as cores da bandeira dos EUA sujo de sangue

             Jello Biafra, ex-vocalista da lendária Dead Kennedys, voltou ao Brasil em março para quatro apresentações com seu novo grupo, o Guantanamo School of Medicine. Em sua passagem por Porto Alegre, conseguimos colar no homem e entrevistá-lo. Durante o bate-papo, o cinquentão afirmou que ainda sabe fazer boas músicas, praguejou ex-companheiros e mostrou-se antenado na política mundial.

     

    Entrevista e texto: Homero Pivotto Jr.

    Vídeos: Homero Pivotto Jr. e Paulo Caramês

    Foto: Nelson Godoy Espindola

    Sustentar pontos de vista fortes e bem fundamentados pode incomodar. Que o diga o lendário vocalista Jello Biafra, ex-Dead Kennedys e atual líder do The Guantanamo School of Medicine, que levou uma surra de gente que o achava “vendido”. Logo ele que sustenta até hoje uma postura crítica e combativa em relação a certos valores da sociedade, e mantém uma gravadora independente – que garante não dar lucro – só para poder lançar artistas nos quais acredita.

    Beirando os 54 anos, Jello segue promovendo shows explosivos, sem abrir mão das performances inquietas, teatrais e cheias de discursos inflamados. O repertório dos espetáculos é baseado nos dois trabalhos do Guantano School of Medicine: The Audacity of Hype (2009) e EnhancedMethods of Questioning (2011). Os hinos do antigo grupo, como ‘Holiday in Cambodia’ e ‘Nazi Punks Fuck Off’, também são tocados, mas ocupam bem menos espaço no set list do que as composições mais recentes. Afinal, Jello perdeu o controle sobre o catálogo dos  Kennedys para os ex-campanheiros East Bay Ray, Klaus Floride e D.H Peligro. Ainda assim, detém os direitos autorais sobre as músicas que escreveu.

    Fora do palco, Eric Baucher (nome verdadeiro de Jello) é um tiozinho simpático e educado. Apesar de, em ação, agir como se tivesse usado alguma substância alucinógena, afirma categoricamente que seu único vício é a paixão por vinis. O gosto pelos bolachões é tanto que Jello até perguntou se existiria a possibilidade de alguma loja de discos abrir para ele garimpar long plays depois da apresentação. Se o antigo formato fonográfico mora no coração do veterano cantor, a política corre em seu sangue. O militante do Partido Verde dos Estados Unidos (sigla pela qual já concorreu a prefeitura de São Francisco, Califórnia) sabe que é preciso alimentar o espírito punk com informação. E faz questão de deixar isso explícito falando de modo calmo, articulando bem suas palavras. Foi assim que ele tentou se expressar no trajeto do aeroporto Salgado Filho até o hotel onde ficou hospedado em Porto Alegre, mesmo com o barulho gerado pelo caos urbano. 

    Você é considerado uma lenda do punk rock. Na sua concepção, o que é ser punk de verdade hoje em dia?

    Jello Biafra – Eu estou me lixando sobre o que é e o que não é ser um punk de verdade. Para mim, o espírito punk é o mesmo dos hippies contra a guerra do Vietnã, dos Beatniks e de outros movimentos radicais que lutam por algum tipo de mudança positiva. Investir em um sistema de trens eficiente e educar as pessoas para usá-lo poderia ser um punk (Jello estava preso no tráfego e avistou os trilhos di trensurb). Assim, poderíamos entrar nos trens e ir até a cidade rapidamente. Agora, estamos aqui sentados, presos no que parece ser um engarrafamento do caralho (a entrevista foi feita durante o trajeto que Jello fez do aeroporto até o hotel, no centro de Porto Alegre, por volta das 17h45min). O tempo que perdemos aqui poderíamos estar procurando por vinis. Isso é triste! (risos)

    E sobre o cenário punk atual, qual a sua opinião?

    Jello Biafra – Não há UMA cena punk! O que existe são cenas diferentes. É algo muito grande, não há uma única cena.

    Nem mesmo no undergound?

    Jello Biafra – Também não existe só um underground, mas vários. Há pessoas que são da cena pop punk comercial, outras que estão de maneira pesada no hardcore ou no anarquismo… ou em muitas outras vertentes entre essas que citei. Não estou falando sobre o espírito punk. Quero dizer: o lado mais político e consciente do hip-hop se encaixa melhor no punk do que letras como ‘a garota me deu um fora’ ou gente que se veste como Sid Viscious, mas soa e age como integrante de boy band. Não quer dizer que o pop punk seja ruim. Mas eu mantenho bandas desse tipo longe do meu stereo assim que percebo tratar-se de uma versão ruim do NOFX. Ao invés de soarem como o NOFX, esses grupos parecem o Eagles com guitarras barulhentas.

    É uma boa visão do punk na atualidade.

    Jello Biafra – Na verdade, não. Só quero dizer que não podemos falar sobre ‘a’ cena, pois é algo amplo demais. É como falar sobre o cenário rock. O que isso significa? Não é só separar por estilo, mas pelo que é feito em cada cidade, em cada país. De qualquer maneira, eu escuto diversos tipos de música sem me preocupar se é ou não punk. Talvez as pessoas digam que não há nada bom no punk, que o estilo morreu junto com o Darby Crash (vocalista do The Germs encontrado morto por overdose de heroína quando tinha 22 anos). Seria bom criticar menos e sair da própria sala para lutar por mudanças. Outra resposta pode ser a de que a cena é você que faz. Sou feliz por meu gosto musical transitar em várias direções. Gosto de buscar artistas desconhecidos, procurar algo que venha de países inexplorados. Assim, qualquer música que eu não tenha ouvido com meus próprios ouvidos soará automaticamente nova. Eu estou sempre interessado em descobrir novos sons. O problema é levar para casa muitos vinis trazidos de lugares por onde passo e depois não ter tempo para ouvir tudo (risos).

    Como você vê o legado deixado pelo Dead Kennedys?

    Jello Biafra – Eu não gasto muito meu tempo olhando para o passado. Sou um pessoa da atualidade, e não retrô. E isso deve ficar evidente pelo show que faremos hoje à noite (a entrevista foi feita na tarde de 27 de março, antes do show em Porto Alegre). Com certeza, algumas pessoas querem ver o Jello Biafra do Dead Kennedys. Mas agora eu tenho  uma nova banda (Jello Biafra and The Guantanamo School of Medicine), com novas composições. Eu escrevi a maior parte das músicas do Dead Kennedys, então, eu não esqueci como criar bons sons. A fonte de onde isso vem é sempre punk. Mesmo quando tentamos ultrapassar os limites musicais do gênero e o misturamos a outros estilos, fazendo experiências. O Dead Kennedys não soa como uma banda punk normal. Isso é engraçado, porque éramos ferozes demais para os fãs das bandas de garagem e muito estranhos para alguns, mas não todos, os punks. Boa parte das pessoas que vão aos shows agora e que eram admiradoras do DK irão gostar do Guantanamo School of Medicine… mesmo que não haja a intenção de fazer a banda nova parecer o Dead Kennedys. Certos sons simplesmente brotam da minha mente, porque é o jeito que eu escrevo música. Eu sou muito orgulhoso do que fiz com o Dead Kennedys. Muitas pessoas ainda são inspiradas pelas ideias de que você não está sozinho e que está ok ser radical e atacar o sistema capitalista opressor sem ser um idiota. É algo muito legal e gratificante que o público ainda tenha isso como inspiração, mesmo que as canções tenham sido escritas há cerca de 30 anos. Há muita gente nova nos shows do Guantanamo, não só gente do tempo do DK. É uma grande mistura de gerações. Em Buenos Aires, São Paulo e Curitiba, por exemplo, havia muita gente com, digamos, metade da minha idade.

    Você é um artista prolífico, sempre envolvido com projetos interessantes. Por exemplo: o LARD (banda com e Al Jourgensen e Paul Barker, do Ministry), as contribuições com o D.O.A e o Nomeansno (ambas do Canadá), os trabalhos com o The Melvins, além dos álbuns de spoken words. Algum desses outros projetos está em atividade? Recentemente você gravou uma música com o D.O.A novamente, certo?

    Jello Biafra – Não foi a mesma coisa. Nós não ficamos na mesma sala escrevendo a música. Joey (Shithead, voz e guitarra do D.O.A) enviou a faixa por arquivo digital e eu apenas coloquei minha parte do vocal. A letra é dele e fala sobre respeito e inspiração tirados do movimento Occupy Wall Street. Eu tenho uma música sobre esse assunto também, chama-se ‘Shockupy’.

    Sobre a série de vídeos What Would Jello Do, que você disponibiliza na web. Quando começou e qual o objetivo?

    Jello Biafra – Por que eu preciso de um objetivo? Por que diabos não posso apenas fazer algo (risos)? Foi uma alternativa que encontrei por não ter mais tempo para os shows de spoken words. Eu havia esquecido quanto tempo e energia uma banda suga das outras coisas que curto fazer. Gosto de fazer algumas declarações de tempo em tempo, mas não de blogar. Não sou bom de sentar e escrever bastante. Eu teria de escrever uma longa carta para o presidente Obama, por exemplo. Alguns escritores e jornalista conseguem isso em um dia, mas eu talvez precisasse de um mês. Escrevo devagar e isso é estressante. Uma maneira de dar vazão as palavras que quero espalhar é ligar a câmera, sem ensaio, e gravar. É por isso que existem tantos erros nas gravações (risos).

    Soa natural… é apenas o Jello e sua sinceridade.

    Jello – Sim! Quem deu a ideia foi uma amiga (Jane Hamsher) que mantém um blog importante sobre políticaem Washington. Às vezes, ela também aparece em noticiários de TV como comentarista. Há alguns anos ela trabalhou na produção do filme Natural Born Killers (Assassinos por Natureza), no qual ajudou a colocar uma música do Lard na trilha sonora. Ainda antes disso, era uma estudante universitária que frequentava shows do Dead Kennedys e de outras bandas. Ela queria que eu colaborasse com o blog, algo que eu realmente queria fazer, mas…
    Ela não gosta do fato de eu ser uma pessoa ‘não-digital’, apesar de ter meu computador. Então, Jane me deu uma câmera durante um jantar e disse: ‘tome, faça algo com isso!’. Eu fiz! Até trouxe comigo a camiseta que uso nos vídeos, caso eu tenha alguma ideia para gravar. Porém, há tempos não tenho uma. O que eu aprendi de negativo com o ‘What Would Jello Do’ é que mesmo não querendo ser um comentarista de política famoso, é preciso fazer os vídeos com frequência. E isso toma tempo. O ideal seria gravar diariamente. Pelo menos eu consigo espalhar meus pensamentos doentios e germes por meio da minha arte. Uma das grandes frustrações na minha vida é que sou muito devagar para finalizar algo. Eu nunca tenho tempo suficiente pra realiar tudo que quero fazer. São muitos riffs que não sei o que fazer, muitas letras que nunca termino… é uma loucura!

    O ex-Dead Kennedys e suas performances teatrais

    É verdade que você carrega sempre um gravador para registrar os momentos de inspiração e não esquecer as ideias legais que tem?

    Jello Biafra – Sim, está ali atrás na van! Tenho feito isso desde 1977. Eu achava que perderia a ideia, por isso a coloco para fora. Isso virou um pé no caso… buscar o que há nas fitas (que são muitas) e encontrar o que fazer com tudo isso leva tempo. Mas, isso funciona para mim.

    Você caminha pelas ruas com o gravador, feito um louco registrando algo em que está pensando?

    Jello Biafra – Geralmente eu não carrego o gravador todo o tempo. Às vezes, me arrependo de não estar com ele. Outras, estou com ele e não tenho ideias. Tenho duas pilhas com cerca de 200 e 400 fitas cada. Eu não fico preocupado de não ter mais ideias. Até porque os americanos estão sempre agindo como idiotas e esse é outro motivo que faz com que eu sempre tenha inspirações.

    Vamos falar sobre a Alternative Tentacles, sua gravadora. Você fundou no fim dos anos 70, certo?

    Jello Biafra – A Alternative Tentacles lançou o primeiro single do Dead Kennedys, ‘California Über Alles’. Eu escolhi o nome e o East Bay Ray (ex-guitarrista do Dead Kennedys) trabalhou duro para fazer e vender alguns discos. Éramos nós dois, mas ele resolveu sair quando percebeu que a gravadora não seria grande e nem faria dinheiro fácil. Foi a melhor coisa que ele fez para mim em anos!

    Hoje em dia, com a Internet e outras ferramentas digitais relacionadas à música, ainda vale a pena manter um negócio desse tipo?

    Jello Biafra – É parte da minha alma, preciso de uma gravadora. A razão é que vários artistas percebem que leva muito tempo para se tornar uma banda de verdade só com Myspace, Facebook ou algum outro site. Eles querem sair e tocar para as pessoas, mas não querem correr atrás do dinheiro para gravar os próprios discos sem serem pagos por isso. Os artistas veem nas gravadoras uma maneira de tirar um peso das costas. As pessoas enxergam a Alternative Tentacles como uma oportunidade de conseguir espaços para tocar. Ter uma gravadora hoje em dia é diferente de como era antes. Eu me pergunto regularmente: “devo continuar?”. Acredito que sim! É um pé no saco, só dá prejuízo, mas ainda é bom. Prefiro isso a ficar sentado aplicando na bolsa de ações, contando cada centavo e me tornando lentamente uma pessoa insanamente gananciosa como o ex-guitarrista do Dead Kennedys. Isso me dá um exemplo muito negativo do tipo de pessoa que podemos nos tornar. Prefiro olhar para trás e pensar ‘uau, quantos trabalhos legais eu ajudei a lançar’. Muitos deles talvez nem tivessem saído sem a ajuda da Alternative Tentacles.

    E sobre sua paixão por vinis. Costuma comprar LPs por todos os lugares por onde passa?

    Jello Biafra – É meu único vício! Eu nunca fui usuário de drogas. Se fosse, provavelmente estaria morto como outros viciados que conheci. Música, especialmente vinil, é minha perdição. Isso é ruim às vezes, pois cômodos inteiros da minha casa têm discos pelo chão, pelas paredes. Minha mãe era bibliotecária, então eu tenho uma memória bibliotecária.

    Você já trabalhou com artistas de gêneros diferentes, como Sepultura, Brujeria, Offspring, Nomeansno, The Melvins… Costuma ouvir essas bandas? O que tem ouvido atualmente?

    Jello Biafra – Eu mudo todo dia. Como não estou sempre com meu mp3 player eu não posso dizer o que estou ouvindo hoje. Além disso, costumo ouvir o que toca nos ambientes onde estou. Obvio que sou fã de todas as bandas da minha gravadora.

    Li em uma entrevista antiga sobre um problema que você tem no joelho. Está tudo ok agora?

    Jello Biafra – Não é uma doença. Fui atacado por valentões que acharam que eu era um vendido. Ironicamente, alguns meses antes eu havia sido ridicularizado pelos ex-membros gananciosos do Dead Kennedys por não ser vendido. Foi um período desagradável na minha vida. O joelho nunca mais será o mesmo, mas está melhor. Foram ossos quebrados, ligamentos e meniscos rompidos… mas não dói com frequência, apesar de ficar inchado depois dos shows.

    Sabe algo sobre a política brasileira?

    Jello Biafra – Eu sei o nome da presidente (Dilma Rousseff) e que ela é a escolhida de Lula para ser sua sucessora. Tenho a impressão que algumas pessoas amam muito o Lula e outros acham que ele é como Obama, que prometeu muitas coisas e não cumpriu. Eu ouvi e li que a economia brasileira está bem melhor do que costumava ser. Porém, isso cria um conjunto particular de problemas. Ainda continua existindo pobreza, ainda existe poluição. Muitos países viram-se destroçados com a descoberta de petróleo. Isso por que certas pessoas roubam dinheiro e preferem uma ditadura para poderem se aproveitar ainda mais. É um desastre para o meio-ambiente. De tempos em tempos notícias chegam à América sobre as queimadas na floresta tropical Amazônica e os assassinatos de ativistas ecológicos. Recebo poucas e esparsas informações sobre isso. Visualmente, desde a primeira vez que estive aqui, em 1992, parece que muita coisa mudou. Há muito mais dinheiro sendo gasto. Em cidades como São Paulo, há prédios enormes, construções por todos os lado, esses corredores pequenos (vias alternativas e corredores de ônibus)… coisas que parecem com o filme mudoMetropolis, de Fritz Lang. Leva tanto tempo para sobrevoar São Paulo quanto dirigir em grandes cidades mundo afora.

    O que acha de músicos entrando em eleições para cargos públicos, como Randy Blythe (vocalista do Lamb of God)? Ele disse recentemente que deve candidatar-se à presidência dos Estados Unidos.

    Jello Biafra – Eu não ouvi nada sobre isso. Já tivemos presidentes tão ruins que músicos não podem ser tão piores… mas nunca se sabe. Eu me preocupo com o fato de celebridades usarem sua fama para conquistar poder político, como o Arnold Schwarzenegger. Nesses casos, eles não sabem o que fazer quando chegam lá. Por exemplo: todo mundo tem medo do ‘exterminador’, menos os membros do seu partido que o criticam por não ser tão direitista. Ele quis ser presidente, então tentou mudar a constituição. A possibilidade de ele ser presidente dos EUA realmente me assusta. Cuidado se um austríaco quiser dominar o mundo! Depois de todas as batalhas e de incompetentes tentando fazer algo positivo no estado da Califórnia, acho que os eleitores decidiram eleger uma estrela de cinema com o pênis no lugar do cérebro.

    Qual sua avaliação sobre a administração do presidente Obama?

    Jello Biafra – De alguma maneira ainda é muito perigosa. Eu não votei em Obama porque, quando senador, ele frequentemente votava da maneira que Bush queria. Ele é definitivamente uma criatura das corporações. Eu realmente me pergunto o que ele quer da vida. É um homem com ótimo discurso. O que ele fez foi dar a Wall Street tudo o que ela quis. Ele tem um ego tão grande que quis virar presidente com 47 anos. Tinha que ser Obama, pois seus olhos estavam na história. Mas o que ele queria que a história fosse? Acho que, de todas as suas falhas, a que mais me assusta é ele não trazer nenhum criminoso de guerra do regime Bush para julgamento. É preciso julgar e prender essas pessoas antes que eles consigam ainda mais poder e ninguém possa detê-los.

    Postado originalmente em Radioputzgrila.com.br

     
  • carames 14:03 em 06/06/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , hardcore, Programa Let's Start..., , ,   

    Homenagem aos Ramones na Rádio Putzgrila 

    Sons que rolaram no Programa Let’s Start… no dia 29 de maio de 2012 com a parte final do programa dedicada aos Ramones:

    Adolescents – Modern Day Napoleon
    Pennywise – Affliction
    NOFX – Seperation of Church and Skate
    Bad Religion – Yesterday
    Bad Religion – Dearly Beloved
    Social Distortion – Don’t Drag Me Down
    Social Distortion – The Creeps
    JFA – Beach Blanket Bongout
    Total Chaos – We’re the Punks
    U.S Bombs – Neverland
    Raised Fist – Get This Right
    Olho Seco – Botas, Fuzis, Capacetes
    Olho Seco – Todos Hipnotizados
    Cólera – Caos Mental Geral
    Agrotóxico – Eles Não Vão Parar
    Agrotóxico – Vítimas da Repressão
    Lobotomia – Ratos da Cidade
    Ratos de Porão – Diet Paranoia
    Ramones – Babysitter
    Ramones – Carbona Not Glue (a polêmica envolvendo o álbum Leave Home)
    Ramones – Sheena Is a Punk Rocker
    Ramones – Anyway You Want It (ao vivo, com Eddie Vedder – a última música do último show)
    Ramones – Pet Sematary (ao vivo, com Joey esquecendo a letra)
    Ramones – Pinhead
    Ramones – 53rd & 3rd
    Joey Ramone – Life’s A Gas (de …Ya Know? álbum póstumo de Joey, gravada originalmente em ¡Adios Amigos!)
    Marky Ramone and The Intruders – 3 Cheers For You
    Dee Dee Ramone – Making Monster For my Friends

    O programa é capitaneado pelo brother Homero Pivotto Jr, vocalista da Tijolo Seis Furos (TSF).


     
  • carames 15:36 em 21/05/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , hardcore, Live At Saint Rocke,   

    NOFX – Live At Saint Rocke 2010 

     
  • carames 14:18 em 24/04/2012 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , , , , , Dexter Holland, , Epitaph, Fat Mike, Fletcher Dragge, , Greg Graffin, hardcore, Lars Fredriksen, Lookout, Mark Hoppus, Matt Freeman, Nitro, No Use for a name, , one nine nine four, Operation Ivy, , , , , , , , Tom DeLonge, Warped Tour   

    Documentário: VA – One Nine Nine Four (1994) 

    A nata do punk/hardcore dos anos 1990 está reunida em One Nine Nine Four, documentário que retrata o revival do punk rock 20 anos após os Ramones, Clash, Pistols e cia.

    Dirigido por Jai Al-attas e narrado por Tony Hawk o vídeo conta com depoimentos de Billie Joe Armstrong (Green Day), Fat Mike (NOFX), Fletcher Dragge (Pennywise), Dexter Holland (The Offspring), Greg Graffin/Brett Gurewitz (Bad Religion), Tim Armstrong/Matt Freeman (Operation Ivy)/Lars Fredriksen (Rancid), Mark Hoppus/Tom DeLonge (Blink-182) e cenas de arquivo destas e outras bandas (The Vandals, No Use for a name).

    Registro digno de um período rico para cena punk rock que tinha bandas, selos (Nitro, Epitaph, Lookout) e até um festival (Warped Tour) em favor de um estilo.

     
  • carames 1:17 em 20/12/2011 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , , , collapse into now, el camino, fase adulta, , , hardcore, , , , , , , , odiosa natureza humana, Os melhores discos de 2011, , , , , , , , the sea of memories, , yours truly   

    Os melhores discos de 2011 

    NÃO, não escutei TODOS os álbuns lançados em 2011. Nem ao menos consegui explorar a vasta gama de gêneros musicais disponível. No entanto, para um ouvido criado a base de punk rock/hardcore até que minha lista ficou razoavelmente diversificada. Mas, SIM, é uma lista tendenciosa. E NÃO, não estamos em 1991 quando muitos clássicos indiscutíveis foram criados e uma lista de melhores era unanimidade.
    Infelizmente este foi um ano fraco, mas fique à vontade para discordar e por favor, aproveite este exercício e reflita sobre sua própria lista de melhores do ano:

    01 The Black Keys: El Camino

    02 Neil Young: A Treasure

    03 R.E.M.: Collapse Into Now

    04 Foo Fighters: Wasting Light

    05 Sepultura: Kairos

    06 Matanza: Odiosa Natureza Humana

    07 Bush: The Sea of Memories

    08 Red Hot Chili Peppers: I’m With You

    09 Sublime with Rome: Yours Truly

    10 Gritando HC: Fase Adulta

     
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