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  • paulocarames 3:06 em 03/05/2016 Link Permanente | Resposta
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    Marky Ramone: Ao vivo no Bar Opinião, Porto Alegre – 1 de maio de 2016 

    2016-05-01 12.08.08Minha professora de história no ensino médio dizia: “a história só se repete como uma farsa”. Ela se referia a eventos que ao longo do tempo se parecem muito mas são na verdade, únicos, distintos.

    Neste final de semana viajei no tempo tentando reescrever a história. De volta ao dia 9 de novembro de 1994 quando Porto Alegre recebeu Raimundos, Sepultura e Ramones para um show antológico – até hoje celebrado pelos que assistiram e motivo de lamento pelos ausentes.

    Pude assistir os Raimundos depois desta data, assim como os Ramones – na verdade alguns deles, e de forma isolada, já em carreira solo. Mas o lamento permaneceu. Agora, findando o mês de abril e inaugurando maio, tive a chance de ver Raimundos e Marky Ramone em solo porto-alegrense com acréscimo da Tequila Baby, que vi em 1998 também com Marky mas durante sua primeira turnê pelo país com os The Intruders.

    Os calangos do serrado se apresentaram no sábado com seu forrócore e revisitaram parte da carreira para um público considerável, que não lotou mas ocupou boa parte da casa. Os célebres frequentadores do Puteiro em João Pessoa executaram metade do primeiro álbum e canções do disco seguinte Lavô tá Novo (I sawyousaying, Opa, Peraí Caceta, Esporrei na Manivela, Tora Tora e Eu Quero ver o Oco – esta já durante o bis).

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    Raimundos ao vivo no Opinião – 30/4/2016

    Canções indispensáveis do Lapadas do Povo ficaram de fora. Perderam espaço para repetidos improvisos com trechos de canções do Metallica, Nirvana e outros tantos. Havia ainda previsão de meia hora de clássicos dos Ramones que também não ocorreu.

    Em compensação, Boca de Lata, Deixa eu Falar, Me Lambe e A Mais Pedida foram entoadas em uníssono pelos presentes. O quarteto ainda conversou com fãs ao final da empreitada e logo partiu em disparada rumo ao próximo compromisso, ainda naquela noite, em Cachoeira do Sul – distante 200km da capital gaúcha.

    Vencida esta primeira etapa, na manhã seguinte foi a vez de encontrar Marky Ramone e sua trupe na porta do hotel. Recém chegando do aeroporto ele atendeu brevemente um pequeno grupo de fãs, posou para fotos e em seguida subiu para o seu quarto.

    Oscar Chinellatto, vocalista da Wardogs (excelente banda italiana tributo aos Ramones) dedicou mais tempo conversando e explicando que os últimos dias haviam sido de intensa correria. Shows à noite e viagens durante o dia, mas que enfim teriam uns dias para descanso.

    Acompanhado dos argentinos Marcelo Gallo (guitarra) e Alejandro Viejo (baixo), ele preferiu não comentar o incidente no Rio de Janeiro em que a banda deixou o palco prematuramente frustrando fãs depois de meros 50 minutos de apresentação. A seu favor, o entrosamento de repetir a formação que em 2014 excursionou pelo país.

    Em Porto Alegre o desafio não seria pequeno. Encerrariam o Let’s Go Punk Rock Festival que ocorreria na tarde de domingo, sediado no mesmo Opinião em que eu estivera na noite anterior.

    Fiquei em débito com a rapaziada de São Leopoldo da Flanders 72 pois perdi a abertura que eles fizeram. No currículo, nada menos que terem aberto para CJ Ramone em 2012 (na cidade de Estância Velha), e agora acrescentando mais um ramone na lista.

    Em seguida foi a vez da Motor City Madness, de Porto Alegre, com sua mistura punk rock stoner. Em um show competente e preciso justificaram os dois cds na praça e o EP em vinil que sai nos próximos dias.

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    Motor City Madness

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    Zumbis do Espaço

    Os Zumbis do Espaço pisaram no palco com a casa tendo uma boa ocupação e contaram com boa adesão do público cantando suas músicas que falam essencialmente de horror e morte (como A marca dos 3 noves invertidos, O mal nunca morre e Caminhando e matandoNos braços da vampira, regravada pelos Inocentes, fechou o set). O baixista Gargoyle, doente, foi substituído neste show por Giovanni Soares do Leather Faces.

    Chegou a vez da Tequila Baby tocar. Na condição de donos da festa que eram, foi como time da casa jogando em estádio cheio. Desfilaram seus vários hits, acumulados desde 1994. Prefiro sua mãe, Sangue, ouro e pólvora, Bem-vindo à sua geração, 51, Velhas Fotos eCaindo (versão para I’ve Just Seen a Face dos Beatles) seguindo o script do Gray Matter.

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    Tequila Baby

    Quando Oscar, Gallo e Viejo subiram ao palco e Marky proferiu seu tradicional ‘Hi Everybody’ o que já era festa, virou êxtase. Precedidas pelo ‘one,two,three,four’ as músicas iam se sucedendo em ritmo alucinante. Vinte anos após a dissolução da banda, o baterista não parece sentir o passar do tempo. Tocava com vigor, no entanto, sem fazer o mínimo esforço. Digno de quem conhece todos os atalhos do que faz.

    A sequência avassaladora era quase que a reprodução exata do set tradicional dos Ramones. Exceto, claro, pelo fato dele não tocar canções originalmente gravadas com Richie na bateria. E a formação, entrosada, deu conta do recado com méritos.

    A essa altura uma senhora de uns 70 anos que havia cantado a plenos pulmões ‘o meu problema é sexo, algemas e cinta-liga’ (hino da Tequila Baby) vibrava com cada canção dos Ramones. Não muito longe dela, a criançada também curtia a apresentação e integrantes das bandas que haviam se apresentado durante toda a tarde também vibravam em meio ao público num clima de festa absoluto sem restrição de idade ou espaço para estrelismos.

    Os três primeiros discos continuam servindo de referência principal, mas mesmo assim houve tempo para I Believe in Miracles e Pet Sematary, lançadas em 1989. Para surpresa de muitos ainda rolou Baby I Love You e What a Wonderful World antes do grande desfecho com o Opinião inteiro bradando o lema HEY HO! LET’S GO! de Blitzkrieg Bop – primeira e mais icônica música do quarteto.

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    Marky Ramone’s Blitzkrieg

    Os Ramones, aliás, souberam fazer escola. Tanto os Raimundos na noite de sábado, quanto as bandas que tocaram no domingo, marcaram presença vendendo discos e camisetas – principal fonte de renda do quarteto nova-iorquino ao longo da carreira.

    Quando a melancólica My Way na voz de Frank Sinatra tomou conta do sistema de som era sinal que o espetáculo havia terminado. Passados dois bis e uma hora e tanto de duração, era tempo de ir pra casa. Antes das onze da noite de domingo, bastante razoável para quem trabalharia no dia seguinte, seja morando na cidade ou enfrentando estrada de volta para o interior do estado.

    O relógio marcava pontualmente 4 horas da manhã com temperatura de um dígito quando desembarquei na rodoviária de Santa Maria – mas isto de nada importava, havia exorcizado ao menos um pouco do fantasma que é não ter visto Raimundos abrindo para os Ramones naquela vez.

    A formação dos Raimundos não é mais a mesma e os Ramones se separaram vinte anos atrás. E ainda faltou o Sepultura. Enfim, parece que a história só se repete como uma farsa (e mesmo assim valeu muito a pena).

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  • paulocarames 10:00 em 24/11/2014 Link Permanente | Resposta
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    Marky Ramone: Ao vivo no Music Hall, Curitiba – 21 de novembro de 2014 

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    Não conheço outro gênero musical que, tal como o rock n’ roll, crie tamanho senso de unidade em seus adeptos. Você chega no primeiro dia de aula e no fundo da sala vê alguém com uma camiseta de banda e instintivamente já sabe que vai ter companhia e assunto para o restante do ano.

    E ninguém melhor que os Ramones para personificar este conceito de irmandade. A adoção de sobrenomes idênticos (o que faz muitos leigos acharem que eram todos parentes) mas principalmente a persistência por tocar tanto tempo juntos apesar de todas as divergências – como se fossem de fato uma família de quem você pode até não gostar eventualmente, mas que não se desfaz por nada.

    Este sentimento ao longo do tempo foi incorporado pelos fãs da banda. Seja no Brasil, Argentina, Chile, Finlândia, Itália ou Japão, eles absorveram este espírito em parte por culpa de Joey e Dee Dee com suas letras sobre famílias disfuncionais mas ao mesmo tempo felizes (We’re a Happy Family e Cretin Family, para dar apenas dois exemplos mais explícitos).

    Foi com este espírito de família reunida que na noite de sexta, 21 de novembro, fãs de vários lugares do Brasil se reuniram na capital paranaense para prestigiar o lendário baterista Marky Ramone. Ele tocou em mais discos e em mais shows que qualquer outro que assumiu este posto ao longo dos 22 anos de carreira da banda.

    É verdade que nem por isto ele é uma unanimidade, principalmente nos últimos anos quando não se esquiva de declarações polêmicas se autointitulando o único e verdadeiro defensor do legado ramônico na terra – mesmo sendo esta uma discussão estéril.

    Polêmicas à parte, ele recebeu fãs no lobby do hotel onde tirou fotos e por um bom tempo autografou, literalmente, mais de uma centena de itens esbanjando simpatia e pedindo “publiquem as fotos no twitter e instagram” e ao final da sessão improvisada fez questão de posar para foto com alguns dos itens que recém assinara.

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    Para o show no Music Hall, ele contou com a companhia do guitarrista Marcelo Gallo e a surpresa Oscar (John Fontaine, vocalista da italiana Wardogs) substituindo Michale Graves que o acompanhou nas últimas turnês de sua Marky Ramone’s Blitzkrieg. Passagem de som feita e casa com boa presença de público, restou ao quarteto subir ao palco e mandar ver três dezenas de hits ramônicos.

    O estilo de Oscar lembra Joey no começo da carreira, claro que o biotipo alto e magro ajuda, mas sua principal contribuição é a execução sem firulas nem paradas o que contribuiu para fluidez do show. Com Menos pausas restou a Marc Bell surrar a bateria impiedosamente.

    Clássicos absolutos como Cretin Hop, Rockaway Beach, I Wanna Be Sedated e Judy is a Punk foram apresentados em velocidade ultrasônica ao longo de pouco mais de uma hora e dois bis.

    Do you remember Rock n’ Roll Radio embalou a homenagem a Tommy Ramone, baterista a quem Marky sucedeu na banda. Tomorrow She Goes Away surgiu como uma bela surpresa em meio a hits que não poderiam ficar de fora como I Believe in Miracles e The KKK Took My Baby Away.

    Numa clara homenagem a Joey, a dobradinha Life’s a Gas (uma pérola de uma linha só: “não fique triste pois eu estarei lá, não fique triste mesmo”) e What a Wonderful World (única que não faz parte do repertório do quarteto).

    Ao final, vários amigos unidos a partir do interesse comum nesta banda única e o êxtase de ver um ‘senhor’ de 56 anos tocando bateria como fosse uma locomotiva sem freios e fechando o show com Blitzkrieg Bop. Você pode estar pensando “mas então foi um show tributo aos Ramones?”, sim, mas com um Ramone na bateria.

    Setlist:
    rockaway beach / teenage lobotomy / psycho therapy / do you wanna dance / i don’t care / sheena is a punk rocker / 53rd and 3rd / now i wanna sniff some glue / gimme gimme shock treatment / rock ‘n’ roll high school / oh oh i love her so / tomorrow she goes away / surfin’ bird / judy is a punk / i believe in miracles / the kkk took my baby away / pet sematary / chinese rock / i wanna be sedated / i don’t wanna walk around with you / pinhead

    rock ‘n’ roll radio / i just want to have something to do / i don’t wanna grow up / cretin hop / ramones

    i wanna be your boyfriend / life’s a gas / what a wonderful world / blitzkrieg bop

     
  • paulocarames 10:00 em 13/05/2014 Link Permanente | Resposta
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    Marky Ramone empolga público de Caxias com repertório de 37 canções 

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    siliane.vieira@pioneiro.com
    Marky Ramone entrou no palco do Cond Show Bar alguns minutos antes do previsto (0h30min), no início da madrugada deste sábado. Vestindo uma camiseta sem manga do lutador Muhammad Ali, ele parou bem no meio do palco e mandou alguns beijos ao público. Depois, posicionou-se atrás da bateria e começou a trabalhar. Não disse nada. Seria legal se arriscasse alguma palavra em português, se falasse que estava feliz, que era um prazer tocar novamente em Caxias? Talvez, mas ele preferiu as baquetas aos diálogos clichês. Menos palavras, mais punk rock. A noite começava bem.

    Antes do desfile de clássicos ter início, porém, o público (estimado em quase mil pessoas) foi situado do que estava prestes a acontecer. Tal qual no disco Loco Live, foi largada a trilha de Ennio Morricone para o spaghetti The Good, the Bad and the Ugly. A escolhida para abrir a apresentação foi Rockaway Beach, do terceiro e talvez mais icônico álbum dos Ramones, Rocket to Russia.

    Mas se Marky Ramone não interagia muito — ainda que tenha o poder de hipnotizar pessoas com seus movimentos de braços precisos na bateria — havia a presença marcante de Michale Graves, ex-vocalista dos Misfits. Com seu tradicional chapéuzinho, mas sem a franja preta e a pintura facial que o caracterizavam na banda, foi ele (e sua simpatia) o responsável por fazer a ponte entre a banda e o público. Graves pegou em muitas mãos, ganhou beijo de fã, deu água para a galera e até protagonizou um mini stage dive na beirinha do palco. Isso sem contar sua empolgante performance, remexendo os ombros ou simulando soquinhos no ar, dancinhas velhas conhecidas dos fãs dos Misfits.

    Com uma voz muito mais aguda que a do vocalista original dos Ramones, Joey, Graves conferiu nova personalidade a maioria das músicas, sem mudá-las ao ponto de irritar qualquer fã. Pontos muito altos da noite foram o coro dos fãs em músicas como Rock ‘N’ Roll High School, Beat on the Brat, I Wanna Be Sedated e Pet Sematary, talvez o maior hit dos Ramones. Apesar do repertório com 37 canções, algumas ficaram de fora e fizeram falta. Poison Heart, por exemplo. Apesar disso, outras menos usuais apareceram, como Loudmouth.

    Mesmo com público e bandas animados, um problema no som deu uma bela atrapalhada no show. Foi na sexta música, Sheena is a Punk Rocker que, como bem definiu uma fã, parecia que o Cond todo tinha começado a subir a Serra (com aquela pressão característica que a gente sente nos ouvidos). Tudo ficou abafado e a banda só podia ser escutada com melhor nitidez muito perto do palco. O problema permaneceu praticamente até o final. Uma pena.

    Durante o momento acústico e solo de Michale Graves a deficiência do som ficou mais evidente. Porém, não foi o suficiente para barrar a comoção do público com as versões intimistas e completamente repaginadas de Dig Up Her Bones e Saturday Night (dedicada por ele a Joey Ramone, morto em 2001). Sim, teve isqueiro aceso, aplausos nas pausas e coro de “Graves, Graves”. Até Marky foi motivado pelo vocalista em sua única “ida” ao microfone. O Ramone falou ao público: “Não existe Misfits sem Michale Graves”. Talvez ele tenha ouvido alguém da plateia que gritava pelo nome de Danzig, primeiro vocalista do Misfits.

    Com Marky de volta ao palco, o show se encaminhava ao fim. Para fechar, veio a balada Life’s a Gas e o cover de Louis Armstrong, What a Wonderful World, canção regravada por Joey Ramone em seu primeiro álbum solo e cantada quase em forma de celebração pela plateia. A última, Blitzkrieg Bop abriu uma roda punk gigantesca e descabelou até quem estava mais longe do palco. Terminada a canção, uma porta atrás do palco abriu-se e Marky Ramone entrou em sua van sem olhar para trás. O trabalho da noite estava feito.

    Veja repertório completo

    Rockaway Beach
    Teenage Lobotomy
    Psycho Therapy
    Do You Wanna Dance? (Bobby Freeman cover)
    I Don’t Care
    Sheena Is a Punk Rocker
    Havana Affair
    Tomorrow She Goes Away
    Commando
    I Wanna Be Well
    Beat on the Brat
    53rd & 3rd
    Now I Wanna Sniff Some Glue
    Gimme Gimme Shock Treatment
    Rock ‘N’ Roll High School
    Oh Oh I Love Her So
    Judy Is a Punk
    I Believe in Miracles
    The KKK Took My Baby Away
    Pet Sematary
    Chinese Rock
    I Wanna Be Sedated
    Loudmouth
    I Don’t Wanna Walk Around With You
    Pinhead
    Do You Remember Rock ‘N’ Roll Radio?
    I Just Want to Have Something to Do
    She’s the One
    California Sun
    Have You Ever Seen the Rain?
    Cretin Hop
    R.A.M.O.N.E.S.
    Dig Up Her Bones (Michale Graves)
    Saturday Night (Michale Graves)
    Life’s a Gas
    What a Wonderful World
    Blitzkrieg Bop

    Texto retirado do site do jornal Pioneiro.


     
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