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  • paulocarames 10:00 em 15/07/2014 Link Permanente | Resposta
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    Ouvir Ramones é como tomar pancada na cabeça – e nós agradecemos por isso 

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    Com a morte de Tommy Ramone, o mundo diz adeus ao quarteto original que transformou o rock
    por PEDRO ANTUNES

    Publicado em RS

    Lembra-se da primeira vez que “Blitzkrieg Bop” tocou no rádio, no toca-fitas, no vinil, no CD ou, dependendo da sua idade, no aparelho de MP3? O que aqueles gritos selvagens de “hey ho, let’s go” diziam vão além do que a pequena canção de pouco mais de dois minutos de duração poderia sugerir. A primeira faixa de Ramones, disco de estreia do quarteto mais veloz que Nova York havia conhecido até aquele ano de 1976, é a “aula magna” para todo jovem interessado em punk e, até mesmo, no rock em geral.

    Nesta sexta-feira, 11, às vésperas de mais um Dia do Rock, perdemos o último dos Ramones fundadores. Tommy Edérly se juntou aos jovens John “Johnny” Cummings, Douglas “Dee Dee” Colvin e Jeffrey “Joey” Hyman apenas como uma solução paliativa, afinal, o trio de amigos não havia encontrado ninguém veloz o suficiente com as baquetas para acompanhá-los. Ficou no posto, no banquinho sentado atrás do kit de bateria, até 1978, com três discos de estúdio e um ao vivo, quando assumiu a posição de empresário e produtor e deixou a vaga para Marc Bell (Marky Ramone).

    A despedida de Tommy coloca um ponto final na história do quarteto original dos Ramones. Uma trajetória cheia de altos e baixos, drogas, álcool e brigas escandalosas, mas suficiente para deixar um rastro indelével na história do rock and roll. Se em Nova York, a cena do que hoje conhecemos como punk já existia no submundo, nas casas de show imundas e pequenas como CBGB, os Ramones exportaram a máxima “velocidade em vez de técnica” para o mundo. E Tommy foi o responsável por fazer disso uma realidade, ao aceitar assumir a bateria enquanto Joey tornava-se o vocalista.

    Tommy Ramone não era bem um Ramone no sentido mais selvagem que o sobrenome pode ter. Não era um grande fã de doses cavalares de drogas e álcool, como Dee Dee, Joey e Johnny, mas foi fundamental na história do rock ao lado do trio. Era o dono dos créditos de composição da faixa inaugural do disco de estreia dos Ramones – mas foi Dee Dee quem sugeriu o nome, “Blitzkrieg Bop”. Também assinou “I Wanna Be Your Boyfriend”, uma sátira às canções pop de amor que inundavam as paradas e as rádios naquela segunda metade da década de 1970.

    Mas voltemos à “Blitzkrieg Bop”. Por quê? Simplesmente porque a música em questão representa o melhor que Joey, Johnny, Dee Dee e Tommy eram capazes de fazer. Explosiva, veloz e extremamente viciante. Dois minutos e treze segundos que sintetizam tudo que os Ramones viriam a fazer de melhor nas décadas seguintes, com energia pulsante, com Johnny e Dee Dee esmigalhando guitarra e baixo enquanto Joey se esgoelava ao microfone.

    Se qualquer garoto adolescente ouve “Blitzkrieg Bop”, toda a percepção dele do que é música transforma-se completamente. Por isso a pergunta logo na abertura deste texto: lembra-se de quando ouviu a faixa pela primeira vez? Eu, certamente – e peço licença para partilhar um pouco da experiência.

    Era um jovenzinho de uns 15 anos que achava que já sabia tudo da vida, com aquela prepotência e certeza que só a adolescência é capaz de lhe dar. “Blitzkrieg Bop” estava em uma fita cassete que já não me recordo como foi parar nas minhas mãos. Mas me lembro de apertar o “play”, voltar a cassete, apertar o play de novo, umas dezenas de vezes. Lembro-me de pular com a euforia punk correndo nas veias como uma droga injetável. Lembro-me de colocá-la no setlist do primeiro show da banda formada com os amigos do colégio. Lembro-me de gritar “hey ho, let’s go” ao microfone no muquifo onde tocamos. Lembro-me de ver a plateia formada por gente do colégio, e só por eles, é claro, pular junto. Lembro-me bem daqueles dois minutos e treze segundos (um pouco mais, ou um pouco menos, nosso baterista nunca acertava o tempo da batida de Tommy). Foram ótimos dois minutos e sabe-se lá quantos segundos.

    Não, não espero aqui comparar a faixa com qualquer outra de Beatles, Rolling Stones, Pink Floyd, Jimi Hendrix, Led Zeppelin e outros titãs do rock capazes de expandir nossa consciência e nos fazer viajar para outras dimensões. Mas todos passamos por uma fase na vida em que tudo o que queremos – ou precisamos – é uma pancada na cabeça. E é isso que “Blitzkrieg Bop” e os Ramones proporcionaram e ainda proporcionam. Obrigado Joey, Johnny, Dee Dee e, agora, Tommy.

     
  • paulocarames 17:45 em 07/08/2011 Link Permanente | Resposta
    Tags: , , , , , Green Day eleita a melhor banda de punk rock da história, , , , rolling stone, , social distortion,   

    Green Day eleita a melhor banda de punk rock da história 

    Os leitores da revista Rolling Stone americana escolheram as dez melhores bandas punk da história. Em primeiro lugar ficou o Green Day, deixando pra trás The Clash, Sex Pistols e Ramones, precursores do gênero na segunda metade dos anos 1970.
    Resta saber o critério adotado pelos leitores, já que a banda (certamente a mais bem sucedida comercialmente entre as citadas) adotou visual e sonoridade mais pop do que o hardcore de discos anteriores como Dookie (1994) ao contrário de outros que se mantiveram fiéis ao estilo.

    01 Green Day

    02 The Clash

    03 Ramones

    04 Sex Pistols

    05 Dead Kennedys

    06 Iggy and The Stooges

    07 Black Flag

    08 The Misfits

    09 Social Distortion

    10 Bad Brains

     
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