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  • paulocarames 10:00 em 30/07/2013 Link Permanente | Resposta
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    CJ Ramone no Hangar 110 

    05/07/2013 – Hangar 110 – São Paulo/SP

    CJ Ramone no Hangar 110
    A turnê de 11 datas pelo Brasil, a mais extensa que já fez, vem confirmando o que todo mundo já sabia, o quanto o show de CJ é bom e funcional em cena. Pude conferir o show em Santos, e agora no nosso CBGB’s, o Hangar 110, e a recepção foi igualmente calorosa, bem como a satisfação na cara dos presentes ao final do show. Com pouquíssima variação de um show pro outro (em SP tocaram “Today Your Love, Tomorrow The World” ao invés de “I Wanna Be Sedated” executada em Santos, além da ordem do set ser outro), a animação em palco ao menos era igual, com o quarteto tocando com garra e vontade.

    “Strenght To Endure” e “The Crusher” foram novamente as mais festejadas entre os covers ramônicos, talvez por serem as faixas que CJ cantava originalmente; já nas faixas do “Reconquista“, apenas uma parcela do público conhecia e cantava as canções, mas notavelmente mais pessoas que no ano passado e mais que em Santos no começo da semana.

    CJ vai terminar essa gira nacional consagrado como artista solo, e repito, com o melhor show que você pode assistir de um ex-Ramone. Set list impecável, simpatia e humildade, são ingredientes de uma fórmula imbatível. Ao terminar de tocar a última nota do show, CJ falou ao microfone, o óbvio que simboliza aquilo tudo: “Yeah, Ramones forever”.

    Um capítulo a parte na noite foi a escalação do supporting act, o polêmico Garotos, grupo que contém 50% do grupo conhecido como Garotos Podres, bem como seu repertório. Após desentendimentos internos, Mao e KK seguiram para uma nova banda (e brigam na justiça pela marca da banda original contra os outros integrantes e empresário), Sukata e Caverna seguem acompanhados de Denis Piui na guitarra e Gildo Constantino (ex-Pátria Armada) nos vocais, continuando sob o guarda-chuva de Garotos (Podres).

    Sem tomar partido ou se envolver em polêmicas, o fato é que o Garotos tem um set-list com alguns dos maiores clássicos do (punk) rock nacional, e fez bom uso disso pra animar o show, tocando “Oi! Tudo Bem?”, “Papai Noel Velho Batuta”, “Anarquia Oi!”, entre outros clássicos que foram cantados em uníssono. O conjunto aproveitou a ocasião também para tocar uma faixa nova chamada “Desaparecidos”. O resultado disso tudo? Aguardamos cenas do próximo capítulo.

    Clássicos imortais do cancioneiro punk, a melhor casa de show underground do Brasil, público legal e amistoso, cerveja gelada. Acho que não faltou nada. Passa a régua. Próximo.

    Por Wladimyr Cruz no Zona Punk em 5/7/2013.

     
  • paulocarames 10:00 em 23/07/2013 Link Permanente | Resposta
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    CJ Ramone em Bragança Paulista/SP 

    04/07/2013 – Clube De Regatas De Bragança – Bragança Paulista/SP

    CJ Ramone em Bragança Paulista/SP

    Já me antecipo e aviso que isso não é bem uma resenha de show, é um relato de um fã dos Ramones desde 1987 e elogios extremos não serão poupados. Agora podemos continuar.

    Bragança Paulista é uma simpática cidade do interior de SP situada entre Atibaia e a divisa de SP com Minas Gerais, famosa nacionalmente por ser a “terra da lingüiça” e depois pelos roqueiros do capeta do Leptospirose, somando tudo isso, imaginem um show praticamente gratuito (a entrada era apenas um litro de leite pra ajudar a criançada) com uma lenda viva do punk rock, ou melhor, um Ramone?

    Numa jogada de mestre da Secretaria de Cultura (leia-se Quique Brown), a população roqueira da cidade foi praticamente movimentada em sua totalidade, e até aqueles que não entendem muito da coisa também estavam lá, sem contar a correria durante a última hora para a troca de ingressos (nisso eu me incluo) e muita, mas muita gente da região comparecendo. Como já dizia a faixa na entrada do Clube de Regatas de Bragança Paulista, era uma “Quinta Dançante” e foi isso o que realmente aconteceu.

    A abertura da festa ficou a cargo dos locais do Space Cake que já é bem conhecida do pessoal da cidade e teve uma exposição maior nos anos 90, retornando a ativa recentemente pelo que me informei. O som embolado do salão que ainda não estava cheio sempre acaba comprometendo nessas horas mas a banda fez o seu set list com músicas próprias (e muitas na língua dos presentes) mesclando com alguns covers, destaque para “1, 2, 3, 4” do Little Quail and The Madbirds que foi uma grata surpresa e a bola fora “Rock n Roll High School” dos Ramones que começou e não terminou.

    Após meia hora e salão já praticamente lotado com gritos de “Hey Ho, Let´s Go!” aparece a lenda viva do punk rock, CJ Ramone. O set abre com “Judy is a Punk” e daí em diante há um desfile de clássicos do quarteto nova iorquino focando mais nos 3 primeiros álbuns. “Glad to see you go”, “Rockaway Beach”, “Beat on the brat”, “Listen my Heart”, “53rd & 3rd” e tantas outras tocadas com fidelidade por CJ e sua banda (lembrando que os guitarristas são Steve Soto e Dan Root, ambos do The Adolescents). “Danny Says” ganhou uma versão “direto ao assunto” e como uma das minhas preferidas dos Ramones, aquele sorriso besta ficou por 2 minutos estampado no rosto e o momento fofinho do show com “I wanna be your boyfriend” e “She´s the one” fez alguns casais se olharem com um brilho diferente e muitos ali inclusive com filhos pequenos. É o poder dos Ramones sobre as famílias.

    Vamos a outros pontos importantes: CJ veio pela segunda vez ao Brasil em tour do seu disco “Reconquista” e vou repetir o que alguns amigos já vem falando em outras resenhas: o diferencial desse Ramone é a humildade e a proximidade com o público. “Reconquista” é um puta discão, ainda que não tenha atingido um grande público, é um álbum de ótimas canções e CJ não soa como um cara que carrega o privilégio e a maldição da insígnia “Ramone” para fazer mais um caça-níquel. As músicas tem destaque legal também dentro do show (“What we gonna do now?”, “Three Angels” –dedicada a Joey, Johnny e Dee Dee) e ele está ali para mostrar que existe vida (e com grande qualidade musical) pós Ramones e isso pessoalmente me deixa muito feliz. “Baby Ramone” já não é mais baby, não tem mais o cabelo pinico (aliás, nem cabelo tem mais) e você ver seu ídolo da adolescência cantando “Strenght to Endure” e “The Crusher” há 3 metros de você, rapaz, é de derreter o coração mais gelado do mundo e cada porrada levada para chegar na grade (e apanhando para a namorada não apanhar também), não tem preço.

    Num show onde há um Ramone não sobra muito espaço para rótulos, essas coisas do tipo “isso é punk, isso é isso ou aquilo”, é simplesmente rock e numa festa dessa você encontra todos os tipos possíveis: havia uma menina na minha frente que a cada acorde agitava seu cabelo como uma hedbanger, tocava air guitar e parecia que a qualquer momento iria gritar “toca Sweet Child o mineeeeeee” com seu namorado há um passo atrás sem entender nada e ela pelo visto, ela também não conhecia uma música sequer dos Ramones, mas afinal de contas, o rock existe pra gente dançar, cantar junto e se divertir, não é mesmo?

    Por Fabiano Nick no Zona Punk em 4/7/2013.

     
  • paulocarames 10:05 em 16/07/2013 Link Permanente | Resposta
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    CJ Ramone em Santos 

    02/07/2013 – Tribal – Santos/SP

    CJ Ramone em Santos

    Este foi o segundo show que assisto de CJ Ramone defendendo o álbum “Reconquista“, e dá pra afirmar sem medo, o show de CJ é o melhor que você pode assistir de algum ex-Ramone. Marky pode ser “mais Ramone” (há quem diga isso), e Richie é o melhor músico, mas CJ tem gás, é fiel aos arranjos originais e, principalmente, tem um baita disco autoral que cada vez mais é reconhecido pelo público.

    Nesta noite de terça-feira, Santos pode conferir a volta de CJ por estes lados – ele esteve por aqui com o Bad Chopper no começo dos anos 2000 – em melhor forma do que antes, ao menos musical. Com um set recheado de Ramones de todas as fases e faixas de seu álbum solo, o script foi seguido à risca, quebrando o protocolo inicial com o segundo bis, com o cover de “I Wanna Be Sedated” e a própria “Aloha Oe”. No restante, os clássicos de sempre, abrindo com “Judy Is A Punk”, passando pelas menos óbvias “Danny Says” e “Endless Vacation”, levantando a massa em hinos como “Rockaway Beach”, “Blitzkrieg Bop”, “Sheena Is A Punk Rocker”, “Commando”, “Strenght To Endure” -a mais festejada do set-, “Do You Wanna Dance?”, “Teenage Lobotomy”, “Psycho Therapy”, e tantas outras. Do “Reconquista”, pintaram “What We Gonna Do Now?”, “Three Angels”, “You’re The Only One” e “Ghost Ring”.

    Acompanhado dos Adolescents Steve Soto e Dan Root, e do baterista Michael Stamberg, CJ festeja, deixa o público moshar, cantar junto, celebra a vida e obra dos Ramones como um fã, não como alguém que fez parte da história. A humildade é talvez uma das maiores e mais transparentes qualidades do baixista.

    Mesmo com o contra tempo da mudança de local em cima da hora, não podemos deixar de dar créditos e kudos para a produção local (Hard N’ Heavy, via Pepe Macia), que mais uma vez proporcionou a oportunidade de Santos conferir um show gringo durante a semana, mesmo com tudo jogando contra. Ah se todas as noites de terça fossem assim….

    Por Wladimyr Cruz no Zona Punk em 7/7/2013.

     
  • paulocarames 10:00 em 09/07/2013 Link Permanente | Resposta
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    Entrevista com CJ Ramone 

    CJ Ramone

    Esta foi minha terceira oportunidade de entrevistar o grande CJ Ramone, o baixista que foi o motor na reta final da maior banda de punk rock da história.
    Humilde como sempre e como poucos, CJ conversa com quem vier, age como se não fosse uma estrela. E não é mesmo, é um cara comum, gente boa, daqueles de conversar no bar, sobre tudo, e por isso merece todo o respeito do mundo. Mostrou que um “moleque” pode chegar lá, e ao lado de mestres, mudar o rumo da história. Um papo rápido, com nosso amigo CJ Ramone.

    Você fez no final do ano passado uma campanha via Pledge, no esquema de crowdfunding, para o lançamento do “Reconquista“, em CD e Vinil, com recompensas tipo autógrafos, DVD, camisetas etc. Vi que você conseguiu enviar o material todo só na semana passada. Como foi essa experiência? Você acredita que foi a melhor forma de fazê-lo? Não demorou? Não seria mais fácil e rápido descolar uma gravadora, mesmo que independente?
    A minha experiência com o Pledge, e com o crowdfunding em si foi bem boa. É uma boa forma de manter as coisas DIY, e manter contato direto com seus fãs. Pra mim isso é uma coisa muito importante. O que aconteceu com o meu projeto foi que eu conheci o Pledge via um amigo meu que tinha uma empresa de management, e ia fazer a parte de produzir as coisas e enviar, e eu faria os updates, falaria com os fãs e tudo mais. A idéia era bem simples, a empresa faria o material, eu cuidaria dos fãs, mas infelizmente o que aconteceu foi que a empresa decidiu que ia mais fazer os produtos e envia-los pra mim…
    Eu vi que você fez os vinis com o pessoal da Pirate Press, você mesmo…
    Isso, eles fizeram um bom trabalho conosco inclusive. Então, eu e meu empresário ficamos numa situação bem ruim, pois tivemos que procurar quem prensaria os cds e dvds, os vinis, faria as camisetas, o que não é muito difícil de se fazer, mas estávamos despreparados para fazer isso, além de que estou sempre em tour, tenho três filhos, e era somente nós dois tendo que fazer tudo. Mesmo com as dificuldades, fizemos tudo, os produtos já foram enviados, conseguimos fazer os discos em um curto período de tempo e já enviamos. Eu e um amigo empacotamos tudo, escrevemos nos envelopes, selamos, preenchemos os formulários, mais ou menos umas mil encomendas, e tive que deixar tudo pronto antes de sair para esta turnê, pois não volto tão cedo pra Nova Iorque. Depois daqui do Brasil temos uma semana na Itália, então só volto pra casa depois do meio de julho.
    Mesmo com esse trabalho todo, você ainda acha que é a coisa certa a se fazer? Não acha que um selo independente iria facilitar as coisas?
    A coisa ficou difícil pra mim pois saiu do controle, mas normalmente me organizaria mais e faria tudo dentro da linha do (limite de) tempo do Pledge. Mas me pegaram de calças curtas. Mas ainda acho que o Pledge e o crowdfunding são um grande negócio.

    Você fala sobre manter o contato direto com seus fãs, e vejo que anda usando bastante o facebook, diariamente postando vídeos de artistas tipo Blondie, Motorhead, Cockney Rejects etc. É uma forma de mostrar isso aos seus fãs? Mostrar coisas, sons legais que talvez eles não conheçam? Acredita estar educando-os musicalmente?
    Quando eu comecei a postar vídeos no facebook, foi bem natural. Eu ouço música pra fazer tudo. Eu acordo, faço meu café e coloco um som. Tenho uma pequena rotina de manhã, de fazer o café e sentar e checar o facebook, e achei que seria legal colocar um som pra quando o pessoal chegar no facebook ter um som pra ouvir, se motivar, animar o dia, e foi assim que começou. Mas isso serve para muitos propósitos, não apenas para que conheçam ou curtam as músicas que eu curto, mas também para que se você ouvir e seguir o que coloco lá, vai ter uma… uma… como se diz?
    Uma espécie de linha do tempo do rock?
    É, mas eu gosto de música, de vários tipos de música, e coloco de tudo lá, desde Elvis até Social Distortion, e tudo que há entre um e outro. As vezes é um som que tem a ver com o clima que estou no dia, ou algum som que me surge na cabeça antes de ter ido deitar na noite anterior, sabe? É como se eu tivesse todos meus fãs em casa curtindo um som comigo.

    Ainda no facebook, na semana passada você pediu pros brasileiros contarem pra você o que estava rolando aqui, o lance dos protestos, passeatas etc. Não chequei todas as respostas, mas enfim, deu pra sacar? O que você achou? E por que você perguntou? Como ficou sabendo do que estava rolando?
    O motivo de eu ter perguntado no facebook foi porque a imprensa dos EUA estava noticiando que tudo aquilo era porque os brasileiros estavam putos com um aumento de 20 centavos na tarifa, e eu sabia que isso não era verdade. Eu venho aqui há mais de 15 anos, e não acho que eu saiba algo sobre sua política e seus problemas, mas eu sabia que não poderia ser só sobre isso, então eu perguntei, “contem pra mim, o que está acontecendo?”, assim todo mundo pode ficar sabendo o que realmente está rolando, que não é sobre o aumento. Acho que é um momento bem interessante no Brasil, acho que o mundo está vendo pela primeira vez o povo guiando o governo para a direção que o povo quer. E eu não acho que violência seja bom, coisas pegando fogo nas ruas e tal, mas as vezes você tem que fazer coisas para conseguir a atenção do governo, força-lo a ter que resolver os pontos. Nos EUA se conseguiu direito aos negros, às mulheres, se colocando dessa forma, tentando não ser um país injusto com essa parte da população. É um crescimento natural para qualquer país, e a coisa legal sobre o Brasil é que todo mundo no mundo pode ver isso agora, ver que a mudança é possível. Tavez o Brasil consiga ser o estopim para que outros países lutem contra os mesmos problemas.

    Pra finalizar, o que falar sobre essa nova tour? O que há de diferente destes shows para os do ano passado?
    Este ano estamos tocando mais música do “Reconquista”, Steve Soto e Dan Root do Adolescents estão comigo – apesar que estiveram comigo aqui da última vez também… Não posso dizer que vai ser muito diferente além do set ter mais do “Reconquista”, essa é uma das belezas da coisa, quando você vai ao meu show, você sabe o que você vai ter, um show de rock muito, muito bom. Esperamos vocês.

    Entrevista por Wladimyr Cruz no Zona Punk em 3/7/2013.

     
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